Postcards from Greece #60 (Ioannina)

The island without a name

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Dou um salto de 3 postais, porque em Salónica nada de relevante se passou. Fiz entrevistas, fui à AUTH e até houve uma defesa de tese através do Skype. Mas bom, repito, nada de relevante se passou no meu quotidiano. Tanto que nem dei pela manifestação da Aurora Dourada em que parece que houve distúrbios e um incêndio. Ainda bem que não dei por nada, é o que penso. Mas leio com tristeza estas notícias, especialmente por saber que, ao que parece, se tratou da maior das manifestações deste partido de extrema direita.
 
Além do salto de 3 postais, também vou atrasada dois dias. Ao todo deveria ter escrito 5 postais, desde o último. Tive um problema com o computador, antes de ontem. Tive de reinstalar todo o sistema. Coisas da vida. Agora parece normal, vamos ver se sim. Isto aconteceu já eu estava em Ioannina, ou Janina, onde cheguei dia 24 (o dia a que se refere este postal, portanto) às 3 da tarde, depois de uma viagem belíssima entre os montes cobertos de neve. A certa altura, já perto da cidade vê-se o lago inteiro e a pequena ilha – ou nisí , em grego – a que muitos sites se referem como a ‘ilha sem nome’, porque, de facto, não o tem. Gostei logo desta designação, é evidente. E depois de pousar a mala no muito simpático e confortável e com um pequeno almoço fabuloso, hotel Z, em frente ao lago Pamvotida, saí para a rua decidida a apanhar o barco das 16h. Tinha lido que os barcos que saem do pequeno porto para a ilha sem nome o faziam apenas de hora a hora, no inverno, pelo que esperava conseguir apanhar o das 16h. Mas o lago distraiu-me. Se já estiveram em Ioannina compreenderão, seguramente.
 

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A neutralidade da net explicada pelo Burger King

Há umas semanas, a entidade reguladora das comunicações dos EUA, a FCC, cancelou as directivas criadas pelas presidência de Obama que obrigavam os operadores de telecomunicações a servir todos os conteúdos de todos os sites de forma igual. Ou seja, agora podem deixar de seguir o que foi padrão na Internet desde que esta existe. A motivação é meramente comercial, permitindo criar pacotes artificiais, no sentido de não corresponderem às necessidades dos clientes, mas sim à estratégia da empresa.

O assunto foi polémico nos EUA, houve até uma “sondagem” organizada pela FCC, mas que se concluiu estar repleta de dados falsos, e no fim, a FCC fez aquilo que Trump tinha decidido, ou seja, favoreceu os gigantes das telecomunicações. Curiosamente, os  liberais cá da terra não atiraram as vestes ao chão, como fariam se Chavez mandasse um traque.

Apesar do assunto não estar morto, enquanto Trump comandar o governo dos EUA, não haverá alteração de política. Entretanto, iniciativas como a do Burger King traduzem em termos simples as implicações de uma aparente alteração burocrática.

Manifestação de advogados e solicitadores em Lisboa

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A olhómetro, mais de mil advogados e solicitadores a manifestarem-se contra um sistema assistencialista que não assiste.

Em causa as alterações às regras da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores (CPAS) que obrigam os advogados e solicitadores a pagar, no mínimo, 243 euros por mês para terem direito a uma reforma no futuro.” [Eco, 25/01/2018]

A manif foi animada, mas havia quem reclamasse por um megafone para se fazer ouvir. Isso e uma musiquinha do Zeca. Aquelas coisas da área do savoir faire do PCP.

Donald Trump gozado pelo Guggenheim de Nova Iorque

GT

Fotografia: William Edwards/AFP@CNN

Donald Trump pediu ao Guggenheim de Nova Iorque que lhe emprestasse “Paisagem com neve”, de Van Gogh, para que a pintura do mestre pós-impressionista pudesse ser exposta na Casa Branca. O museu, porém, recusou-se a aceder ao pedido do presidente, sugerindo o empréstimo de uma sanita de ouro como alternativa. A sanita integra a exposição “America”, do escultor italiano Maurizio Cattelan, que satiriza a riqueza excessiva dos Estados Unidos. [Read more…]

Confirma-se: Passos Coelho tinha razão

PPC

Fotografia via Beira News

Depois do anúncio da Google, eis que somos hoje confrontados com uma nova tragédia, que apenas vem reforçar a genialidade, clarividência e intuição do primeiro-ministro no exílio, Pedro Passos Coelho.

Segundo o Jornal de Negócios, a Amazon poderá a próxima gigante tecnológica a aterrar em Portugal. E – espantem-se – diz-se por aí que poderá aterrar no Francisco Sá Carneiro, e não no Humberto Delgado, contrariando a lógica centralista que impera no rectângulo.

A confirmar-se este rumor, podem os passistas regressar à garagem para pegar nas suas bandeiras, não sem antes remover os autocolantes de Santana, e sair à rua para festejar. O querido líder tinha razão e o processo de venezuelização em curso, que lhes permitirá um dia emergir por entre os escombros, continua imparável.

O drama, a tragédia, o horror.

 

O Professor Doutor de Gaia

No passado dia 13 de Janeiro houve um site anónimo que decidiu recuperar uma notícia dada originalmente pelo jornal Público há cerca de um ano sobre as relações entre o actual executivo da Câmara de Gaia e as principais IPSS do Concelho. A notícia refere que “familiares directos do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do vice-presidente, Patrocínio de Azevedo, a adjunta da presidência e autarcas de juntas de freguesia, todos com responsabilidades políticas no PS, integram a direcção de três das principais instituições de solidariedades social do concelho, a quem a autarquia entregou o negócio das Actividades de Tempos Livres (ATL) nas escolas, que eram geridos pelas associações de pais.”

O presidente da autarquia de Gaia, que faz questão em assinar o seu nome com o prefixo “Professor Doutor”, decidiu, mais uma vez, usar o Feicebuque para fazer prova do seu elevado nível intelectual. Num texto que apagou pouco depois de ter publicado, o “Professor Doutor” de Gaia escrevia o seguinte:

“Uns porcos fascistas, sob anonimato, puseram a circular uma cena a dizer que eu dei emprego a toda a Família na Câmara. Como isso é totalmente mentira, vai para tribunal. Como são anónimos, escapam a levar na tromba”.

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Coisas do diabo

PPC

Fotografia: Rafael Marchante/Reuters@Dinheiro Vivo

Como explicar a instalação de um centro tecnológico da Google em Portugal, bem como o anúncio do Bispo Cosgrave de que outros gigantes do sector se seguirão, à luz da filosofia política passista que versa sobre os investidores que não investem em países governados por bloquistas e comunistas? Só pode ser coisa do diabo.