“A minha pila é maior do que a tua!”

E depois, ó Dumb Trump, como é que vais brincar com a pila depois de ela se ter reduzido a pó? Basta uma bomba detonada para todo o delicado equilíbrio mundial se desmoronar, ó idiota. O mundo ficou um lugar mais perigoso com este lunático que se acha um cowboy.

A destruição premeditada do Serviço Nacional de Saúde

O Ministério da Saúde disponibiliza, através do seu sítio na internet e de uma aplicação específica para telemóveis, o MySNS Tempos, os tempos médios de espera nas urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde de todo o país. A ideia é excelente, pois coloca a tecnologia ao serviço dos cidadãos que, no caso dos que precisam de recorrer às urgências dos hospitais, se encontram numa situação particularmente frágil.

A imagem que se segue é um printscreen da aplicação MySNS Tempos, feito no dia de ontem, pelas 21h02, retratando a situação da Urgência Polivalente do Centro Hospitalar de Gaia. Conforme se pode verificar, às 21h00 havia 66 pessoas na urgência do Hospital de Gaia identificadas pela Triagem de Manchester com a cor verdeMenos Urgente – e que, segundo o Ministério da Saúde, tinham à sua frente 39 minutos de espera até serem atendidas por um médico. Havia 70 pessoas identificadas com a cor amarelaUrgente – que iriam esperar 2h30m e, finalmente, 4 pessoas identificadas pela cor de laranjaMuito Urgente – que esperariam, segundo o Ministério da Saúde, 22 minutos até serem observadas.

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Nostalgia da luz

No deserto de Atacama, cruzam-se os que procuram o passado: astrónomos que perscrutam o céu transparente, arqueólogos que buscam vestígios de civilizações pré-colombianas, e os sobreviventes da ditadura de Pinochet que procuram o que resta dos familiares assassinados. Um poderoso e comovedor documentário do chileno Patricio Guzmán, realizado em 2010, e premiado em múltiplos festivais de cinema.

http://www.ustream.tv/recorded/26976695

Em defesa do financiamento público para os partidos

A forma desastrosa como os partidos, por interpostos deputados, procuraram resolver os seus problemas financeiros, trouxe à actualidade a oportunidade de se discutir o financiamento partidário.

Em primeiro lugar, podemos questionar se deve existir financiamento partidário, o que nos leva à identificação das despesas que estes têm. Desde funcionários que tratem da burocracia, à necessidade de promoção dos seus ideais, seja por campanha eleitoral, seja através de debates e outras iniciativas, é óbvio que os partidos têm um custo e este precisa de ser pago. Não havendo democracia sem partidos políticos e tendo estes um custo associado, torna-se claro que o financiamento partidário é uma necessidade.

E que natureza deve este ter? Deverá ser exclusivamente privado, exclusivamente público ou um misto de ambos? Olhando para os casos do CDS no que respeita o seu financiamento, nomeadamente a emissão de milhares de recibos com o valor máximo permitido por lei e tendo destinatários fictícios, tal como Jacinto Leite Capelo Rego, facilmente se compreende que a forma como os partidos se financiam é terreno fértil para a ilegalidade. Neste aspecto, a remoção do limite máximo na angariação de fundos (por parte do partido, já que a título individual continua a existir limite), tal como preconizado pelo presente projecto lei de financiamento partidário, é um enorme incentivo ao aparecimento de esquemas de fraccionamento do financiamento à lá Jacinto Leite Capelo Rego.

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Podcasts – Governo Sombra

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Governo Sombra (RSS; sítio do programa) é um programa semanal da TSF e TVI com João Miguel Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira e coordenação de Carlos Vaz Marques, onde se discute a actualidade politica de uma forma menos ortodoxa. Já aqui, no Aventar, foram destacados alguns episódios, mas não podia deixar de incluir este podcast nesta série. E o último episódio de 2017 é um bom pretexto para este fim.

Arnaldo Matos foi o convidado desta edição, o que a tornou particularmente interessante por diversas razões. Independentemente se se concorde ou não com o seu discurso, é refrescante ouvir alguém falar dos conceitos no seu sentido original, como por exemplo do socialismo e do marxismo, em vez da habitual balada do socialismo, seja por parte dos partidos que assim se designam, seja por parte dos restantes que, da mesma forma, vivem do Estado.

Outro aspecto merecedor de atenção, foi Arnaldo Matos, à boleia do caso Sócrates, ter dado uma valente coça a João Miguel Tavares no que respeita direitos humanos, sem que este tenha percebido o que estava em causa. E era uma coisa simples: primeiro acusa-se e depois é que se prende. (Uma nota para os distraídos: visitai os meus posts do tempo de Sócrates para perceberem que não estou a vestir a pele de guarda pretoriana.)

Por fim, sendo um programa de humor, é preciso não o esquecer, teve graça e foi um momento de boa disposição.