Jornalismo independente é crime

Imagem retirada do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Ontem, um tribunal turco condenou a penas de prisão de dois anos e meio a oito anos vários colaboradores do jornal da oposição Cumhuriyet, num processo emblemático da erosão da liberdade de imprensa na Turquia.

Com mais de uma centena e meia de jornalistas encarcerados, a Turquia é, no ranking dos Repórteres sem Fronteiras, “a maior prisão do mundo para os profissionais dos meios de comunicação”.

O sultão do Bósforo anunciou a semana passada a antecipação das eleições presidenciais e legislativas para 24 de Junho, um ano e meio antes da data prevista. Dá-lhe mais jeito.

Nota: No âmbito das ajudas de pré-adesão à UE está previsto para a Turquia um montante total de 11,69 mil milhões de euros (valor indicativo), do qual, para o período actual (2014 a 2020) está prevista a atribuição de 4,45 mil milhões de euros (valor indicativo).

Para a promoção do sector „Democracia e Estado de Direito” foram alocados 780,5 milhões de euros, tendo já sido desembolsados 193,6 milhões de euros.(Informação prestada pelo Bundestag, a 15 de Junho de 2017)

Negociata de “gestão” de refugiados inteiramente à parte.

Comments

  1. Antonio Medeiros says:

    Muito bem Ana, continue a denunciar estes crimes.Observo que no mapa a área do Brasil deveria estar com tinta preta por causa da Imprensa imunda que há aqui a defender o neo liberalismo pelintra que leva o povo à miséria e degradação moral num país tão rico em recursos. Minhas congratulações por mais este belo trabalho estimo muito todos os Aventadores.

  2. antonio Lourenço Antunes says:

    A abertura dos telejornais e constantemente sobre a venuzuela o resto dos amigalhacos e para esquecer..viva a liberdade de imprensa ..

  3. A.Silva says:

    Jornalismo independente em Portugal?… Só se for o José Rodrigues dos Santos…

  4. Bento Caeiro says:

    Parecendo um problema de jornalismo, na verdade é muito mais que isso: trata-te de um problema que, na Turquia atinge toda a sociedade e que o governo da mesma não quer que o jornalismo divulgue: a falta de liberdade de expressão; a qual, hoje, entre outras coisas, caracteriza a o regime turco. Nesta caso agravado pelo facto destes jornalista informarem sobre o que se passa com os curdos. População que, para o regime turco, é para eliminar. Assim serão bem vistos e bem tratados todos os que – jornalistas ou não – divulguem a mensagem que o regime quer transmitir e o contrário para aqueles que não alinhem.
    Para além da questão da liberdade de expressão, a outra ilação a tirar é a de que nós, europeus, não queremos gente desta connosco.

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