O poder absoluto do parceiro fascista do PSD

Orbán Viktor; VAN ROMPUY, Herman; MERKEL, Angela; DURAO BARROSO, José Manuel

Viktor Orbán, um daqueles fascistas a que a imprensa do costume gosta de chamar conservador, conseguiu a terceira maioria absoluta na Hungria. Viktor Orbán e o seu Fidesz, que lutam pela reintrodução da pena de morte na União Europeia e pelo envio de imigrantes para “campos de internamento” de trabalhos forçados. Que os perseguem e espancam, mulheres e crianças incluídas, porque na Síria e no Afeganistão ainda não sofreram o suficiente. Que são saudados pelos seus pares, apesar de integrados numa família política europeia que se diz democrática e defensora dos princípios basilares sobre os quais a União Europeia foi fundada. Cujos deputados europeus se sentam na mesma bancada que Nuno Melo ou Paulo Rangel, sempre tão disponíveis para nos falar sobre os horrores da era da Geringonça, mas sempre tão cobardemente calados quando o tema é o seu parceiro Orbán. Se bem que, se for para fazer comparações imbecis e desonestas, como as que fez o suprassumo académico Poiares Maduro, mais vale mesmo estarem calados.

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Luís Godinho é moralmente corrupto e um digno sucessor de Bruno Paixão

Não sei se houve ou não dinheiro envolvido naquilo que o árbitro Luís Godinho fez no Sábado durante os 90 minutos do Setúbal – Benfica. Suponho que não. Pelos mails, percebemos que esse não é o “modus operandi” do Benfica. Ou, pelo menos, não é o principal.
O esquema é tão simples que corre por si próprio sem que sejam necessários contactos entre as partes.
O Conselho de Arbitragem é apoiado pelo Benfica e dele depende para se manter no cargo – dele fazem parte José Fontelas Gomes, que pelos mails sabemos que tinha um camarote privativo no Estádio da Luz nos tempos da APAF; e João Ferreira, o tal que «pode ser» numa das escutas que a equipa do Apito Dourado decidiu ignorar – Luís Filipe Vieira negociava então, com Valentim Loureiro, a escolha do árbitro para um jogo do Benfica.
Sabendo que está nas mãos do Benfica, que por sua vez tem nas suas mãos um conjunto alargado de clubes, conseguidos através de diversas prebendas (do empréstimo de jogadores ao pagamento de verbas avultadas pelo direito de opção de um jogador «a escolher» e que nunca chega a ser exercida), o Conselho de Arbitragem faz as nomeações dos árbitros que mais interessam ao clube. Era assim no tempo de Vítor Pereira e nada mudou com Fontelas Gomes.
Neste processo, têm um papel fulcral os classificadores de árbitros e, entre eles, o seu responsável máximo. Até há dois anos, era Ferreira Nunes, aka Franck Vargas, a quem o Benfica pagou pareceres jurídicos, bilhetes e noites em hotéis. Hoje em dia, deve ser um outro Ferreira Nunes qualquer.
Os árbitros sabem que, se quiserem ter uma boa nota dos seus classificadores, têm de favorecer o Benfica. Melhores notas são o garante de nomeações para mais jogos, logo, mais dinheiro.
Não por acaso, Luís Godinho é o líder das nomeações nesta temporada. Um dos internacionais-proveta do tempo de Vítor Pereira, que na época passada foi contra um jogador do FC Porto, Danilo Pereira, e expulsou-o por causa disso, num episódio anedótico que correu toda a Europa. Aliás, nesse jogo em que era preciso arrumar o FC Porto da Taça da Liga, conseguiu-o: expulsou Danilo e Brahimi e roubou um penalty descarado.
A recompensa pelo bom trabalho que tem feito aí está. Na presente época, foi nomeado para mais jogos do que todos os seus colegas. Entre eles, três jogos do Benfica, dos quais os dois contra o Setúbal. Jornada de pré-clássico é jornada de Godinho – Fontelas Gomes sabe-a toda. [Read more…]