O novo Vítor Constâncio

Transparência

É preciso compreender a função da Luz. Um objecto totalmente transparente não se consegue ver, fica oculto.
Cuidado com (a)os Morais deste mundo.

Protecção de dados

 

Há um facto do qual, parece, a generalidade das pessoas ainda não terá tomado consciência, a avaliar pela discussão que pode testemunhar-se na “rede”, sobre protecção de dados, privacidade online e outras matérias similares, primas ou irmãs destas, onde se discute, com elevada autoridade científica e pujança vegetativa, o que de cada um cabe unicamente a cada qual, ou o que de cada qual cabe ao peixe de águas profundas.

A Internet é privada. É uma infraestrutura militar privada.
Qual é a dúvida, afinal?

Seis milhões de corruptos

O mundo do futebol fora das chamadas quatro linhas é ainda mais feio do que um jogo do campeonato português. Em Portugal, nos últimos anos (dez, vinte, trinta?), o discurso sobre futebol passou a ignorar o jogo e transformou-se em acusações de corrupção e em debates intermináveis sobre erros de arbitragens sempre propositados ou, na melhor das hipóteses, grosseiros. Mesmo os erros dos jogadores, até aqui poupados às quotidianas teorias de conspiração, passaram a ser vistos com desconfianças cada vez mais confiantes. Tudo isto nasceu nos gabinetes dos dirigentes, propagando-se, com a pestilência dos cadáveres em decomposição, para os adeptos, seguidores fiéis de directores de comunicação capazes de tudo. E o delírio passa de pais para filhos e já vai em netos, ampliado pelas redes sociais, essas megatabernas em que os ébrios do apito só versam o tema dos roubos.

O adepto típico, hoje em dia, sabe o nome de todos os árbitros, árbitros auxiliares, a que se junta agora o videoárbitro (amanhã, será o audioárbitro, ficando a  faltar três sentidos – incluindo o paladar, porque pode haver árbitros de comer e chorar por mais), e lembra-se de todas as vezes em que roubou o seu clube ou a sua selecção, que também só é eliminada por artes de conspirações mundiais, com agentes secretos e tudo. [Read more…]

Vamos mesmo enfrentar a Ryanair?

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via Expresso

O título do Expresso parece indicar que sim. Não só será multada, esperemos que não da mesma forma que a Celtejo, como será acusada de crime. A Autoridade para as Condições do Trabalho vai apertar o cerco à Ryanair e, afirma o semanário, recolheu informação que permitirá colocar a companhia low cost na “lista negra” e aplicar-lhe contraordenações graves.

Resta saber se tudo não passa de fogo de vista, e se a gigante irlandesa conseguirá, como é expectável que aconteça, passar por entre os pingos da chuva. Porque é preciso muita coragem e determinação para enfrentar uma empresa desta dimensão, e, mesmo assim, as chances de levar a melhor são reduzidas. A coisa tende para se arrastar, a chantagem poderá dar o ar da sua graça e o risco de tudo terminar com um simples pedido de desculpas por escrito, uma tendência muito actual aqui pelo Rectângulo, é uma hipótese real.

Seria bonito, histórico até, ver as autoridades portuguesas a enfrentar, olhos nos olhos, um colosso da dimensão da Ryanair. A levar as violações legais e abusos cometidos durante a recente greve até às últimas consequências, das quais resultem sanções efectivamente exemplares. Mas tenho sérias dúvidas que tal aconteça. O histórico não abona muito em favor da justiça portuguesa, regra geral fraca com os fortes.