Então Catarina?Então Jerónimo?

Todos diferentes, todos iguais.

Um exemplo de infantilidade adulta

Mesmo não sendo seguidor da bola, não me têm passado despercebidas algumas reacções de Bruno Carvalho, tais como aquela encenação sobre estar a mandar fumo pelo nariz, a explicação do terceiro olho e, agora, a relação com a sua principal equipa de futebol e a suspensão do seu plantel (que termo futebolístico de fina ironia).

Nos dois primeiros exemplos, estamos perante alguém que fez e disse coisas que a seguir negou com explicações infantis. No presente assunto que enche os “noticiários” (e agora, o Aventar também), Carvalho confirma o seu lado inseguro, de quem não sabe receber uma crítica. Algo que já sabíamos graças, por exemplo, ao ultimato eleitoral que lançou numa das recentes assembleias de sócios.

Dizem que há uma criança dentro de cada adulto. No caso de Bruno Carvalho, há a criancice que alberga um adulto dentro de si. A forma de lidar com a derrota da sua equipa e, depois, a reacção alienada como enfrentou as críticas, denota a enorme infantilidade que marca a sua personagem, sendo, ainda, um claro exemplo do que não se fazer em termos gestão de um grupo. Basta ler a literatura de referência sobre liderança e motivação. Mas, possivelmente, é aí, na leitura, que reside o problema.

Lula

Pouco percebo de política brasileira, pelo que me limito a citar duas evidências e a tirar uma ilação.

Parece que Lula foi condenado por corrupção devido a um apartamento no valor de cerca de 2.2 milhões de reais (531 mil euros). Por outro lado, Temer foi formalmente acusado pela Procuradoria-geral da República em Junho, tendo, no entanto, escapado ao julgamento devido à Câmara dos Deputados não o ter autorizado. Apesar das provas claras.

Dilma afirmou ontem que Lula estava a ser alvo de “perseguição política”. Penso que a declaração não é exacta. O ex-presidente do Brasil está a ser objecto de excepção política, num país onde a corrupção é lei. Concluo que a justiça é um instrumento político no Brasil, muito ao contrário do título sonante da Folha de S. Paulo, “Julgamento de Lula mostra que ninguém está acima da lei, diz jornal britânico“.