PSD, Santa Casa e Montepio: uma história de hipocrisia carregada de simbolismo

Fotografia via Rui Rio

Pela voz do titubeante Fernando Negrão, que há uns meses era o bombo da corte do seu próprio partido, o Expresso refere que o PSD se terá manifestado “contra a entrada “simbólica”. da Santa Casa no Montepio. Quando li este título, fiquei a pensar com os meus botões: querem ver que já anda tudo à bulha no PSD, outra vez? Querem ver que isto foi boca para António Tavares, um dos porta-vozes do governo sombra de Rui Rio, que acumula funções com a de provador da Santa Casa da Misericórdia do Porto, instituição que prepara uma entrada “simbólica” no Montepio, a cuja assembleia-geral António Tavares irá presidir?

Rapidamente percebi que não tinha nada a ver. Tal implicaria um certo nível de coerência, regra geral ausente na classe política portuguesa, em particular neste PSD radicalizado que ainda é mais Passos Coelho do que Rui Rio. Um PSD radical e populista, vazio de ideias, movido pela vingança e zangado com a democracia. Um PSD liderado por alguém que nos vem dizer que a “Santa Casa está a apanhar o dinheiro dos pobres para pagar imparidades da banca“, apesar de um dos seus porta-vozes se preparar para fazer exactamente o mesmo, com o adicional de ser provedor da Santa Casa do Porto e presidente da assembleia geral do Montepio. Sim, estes tipos continuam a achar que somos todos parvos. Talvez por isso continuem a anos-luz de sequer sonhar com a possibilidade de ganhar as eleições de 2019.

Comments

  1. Domingos Torres says:

    “há uns meses atrás”?

  2. João Mendes says:

    Domingos Torres e Nina Santos, peço-vos que perdoem a minha ignorância. O erro foi corrigido. Agora vou ali a um canto autoflagelar-me, que é para aprender a não ser ignorante.

  3. A. Pera says:

    Parece que o sumo da notícia são os erros gramaticais. Nada mais errado. Cresçam…

    • Rui Naldinho says:

      “Podemos ser enganados, comidos por lorpas, fazerem-nos trinta por uma linha, …
      Nada disso importa diante da nossa confrangedora iliteracia.

      Até podem fazer um acordo ortográfico de “merda”, em que o erro passa a ser a forma correta, porque “incorrecta” é a confusão em que nos lançaram. Somos um país em que alguns sábio mais parecem pacóvios.
      O que não podemos é recuar, “há uns anos atrás”, porque isso nos pode tirar o sustento.
      Há aldeias aqui no Norte, desculpem a maiúscula, mas já estou velho para mudar de opinião, em que o povo até diz:

      “Aqui há atrasado encontrei o seu pai no cinema.”

  4. Bento Caeiro says:

    Mais um banco na calha – Montepio
    Querer não quero, mas já me estou a preparar para desembolsar mais uns euros para salvar este banco. Claro que não quero, contudo parece – pelo que se vê – que o Governo da Nação e as entidades responsáveis estão a fazer – nada fazendo – que o desfecho seja este. Sina de Contribuinte.

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