Resumo do último Prós e Contras

O Prós e Contras de ontem foi dedicado à Educação e constituiu um retrato fiel do modo como o tema é habitualmente debatido em Portugal: dá-se a palavra, sobretudo, aos ignorantes atrevidos (o problema está, como sempre, no “atrevidos”), sendo que, para cúmulo, o programa é apresentado por uma candidata a jornalista que não aprendeu nada.

O Paulo Guinote, o único professor presente, teve direito a algumas intervenções, as únicas que valeram a pena. Corporativismo? Claro, dirão alguns dos comentadores idiotas que passam também pelo Aventar. Por mim, num programa sobre Medicina, terei sempre preferência pela opinião dos médicos.

Quem quiser (re)ver o programa, pode seguir a ligação. Tem a vantagem de poder passar à frente as partes que não interessam.

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    O Paulo Guinote, o único professor presente, teve direito a algumas intervenções, as únicas que valeram a pena. Corporativismo?

    Não esteve presente, e falou, nenhum pai de um aluno? Não esteve presente, e falou, nenhum aluno? É que eu acho que os pais de alunos e os alunos também teriam muitíssimo a dizer.

    Eu, por exemplo, enquanto pai de alunos, teria a dizer de uma professora de matemática que só dá para aí metade das aulas a que está obrigada, sendo que nas outras está ausente da escola por doença, já fazendo isto há anos a fio.

    Teria também a dizer sobre trabalhos de casa extensíssimos e de nível de complexidade completamente desajustado, que na prática são supostos ser realizados não pelos alunos mas sim pelos seus encarregados de educação (os alunos jamais teriam capacidade de os fazer), mas que revertem para a (boa ou má) classificação final dos alunos.

    • António Fernando Nabais says:

      Em primeiro lugar, é importante não ouvir os professores. O Paulo Guinote, no fundo, estava lá a mais.
      Depois, num debate sobre Educação, era fundamental que alguém fosse falar de experiências puramente individuais: faria tanto sentido estar lá alguém a elogiar um determinado professor como ouvir o Luís Lavoura a criticar uma certa professora.
      Para mau entendedor, nem vinte parágrafos chegam.

    • Paulo Marques says:

      É uma chatice não se poder acabar com a praga das pessoas que ficam doentes, nem com os hospitais nos mínimos dos mínimos.
      E porque não um empresário que abandonou a escola a dizer que esta não é precisa para nada?


  2. Esteve uma Encarregada de Educação no programa e o Paulo Guinote também é pai.

    • António Fernando Nabais says:

      Pois, mas, para os lavouras deste país, os professores nunca são pais ou encarregados de educação.

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