As falazes divisões debilitadoras da Esquerda

As relações entre os sexos são, sabidamente, um tema complexo e virulento. Não sou especialista no assunto de género, mas não sou cega e basta olhar em volta para ver, na mercearia, mulheres com nódoas negras sobremaneira suspeitas; basta conhecer os números sobre salários para ver as diferenças; basta atentar ao número de mulheres em cargos de poder e compará-lo com o dos homens; basta ler sobre a violência doméstica e ver os números, basta ter, quando jovem, sentido o desconforto de ouvir bocas sexistas na rua. Enfim, basta olhar e ver. Como gosto muito de cinema, noto particularmente que, mesmo na grande maioria dos filmes verdadeiramente bons, a apresentação do acto sexual transporta sobremaneira os clichés de uma fantasia bem masculina.

Vem isto a propósito do programa Prós e Contras sobre o movimento #MeToo. Só vi a primeira parte, e chegou. Aliás, chegou logo ao ouvir Raquel Varela a desqualificar todo o movimento, porque acha que os homens ficam cheios de medo. Porque acha o verbo “importunar” muito bonito e reivindica o direito de tocar. Afirmando que o movimento mete tudo no mesmo saco, mete ela própria tudo no mesmo saco, ao reduzir o movimento à questão da presunção de inocência. Daí, dá o salto e etiqueta arrogantemente o movimento #MeToo de conservador, anti-democrático. E claro, só as lutas de classes é que são progressistas. [Read more…]

Resumo do último Prós e Contras

O Prós e Contras de ontem foi dedicado à Educação e constituiu um retrato fiel do modo como o tema é habitualmente debatido em Portugal: dá-se a palavra, sobretudo, aos ignorantes atrevidos (o problema está, como sempre, no “atrevidos”), sendo que, para cúmulo, o programa é apresentado por uma candidata a jornalista que não aprendeu nada.

O Paulo Guinote, o único professor presente, teve direito a algumas intervenções, as únicas que valeram a pena. Corporativismo? Claro, dirão alguns dos comentadores idiotas que passam também pelo Aventar. Por mim, num programa sobre Medicina, terei sempre preferência pela opinião dos médicos.

Quem quiser (re)ver o programa, pode seguir a ligação. Tem a vantagem de poder passar à frente as partes que não interessam.

Prós e Contras das Vacinas

Um dos cientistas participantes do último Prós e Contras da RTP sobre a questão das vacinas, é financiado pela fundação de Bill Gates.

A actual discussão pública em torno da questão das vacinas revelou, mais uma vez, algumas características muito peculiares desta sociedade “democrática”, nascida com o 25 de Abril de 1974. Se durante a Ditadura havia dogmas indiscutíveis, como Deus ou a Pátria, a Democracia trouxe-nos o ar fresco de outros dogmas indiscutíveis. Não falemos da “Crise Permanente”, nem da “Dívida Eterna”. Atentemos, por ora, na absoluta e inviolável segurança científica das vacinas e na infalibilidade da Ciência, coisas da ordem do dia.

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Bilhete do Canadá: Prós e contras

Segunda-feira discutiu-se a Eutanásia.

Qual não foi o espanto, aquém e além mar, do lado Contras estavam as mesmas damas que se bateram contra o Aborto. Usaram a mesma argumentação e o mesmo discurso. Não sei se os cabelos são pintados. Só sei que são loiras.

A Direita não aprende nada. E depois, queixa-se. Haja pachorra, Fátinha, haja pachorra.

O desespero do PàF atinge o climax

quando o deputado do PSD Hugo Soares cita José Sócrates no Prós e Contras para reforçar o seu argumento. Aplausos!

Efectivamente: excepcionais

RTP excepcionais

There were more urgent emergencies than mine.

Sam Shepard

***

Esta imagem, do Prós e Contras de ontem, merece três breves comentários (*):

  1. Depois de ‘selecção‘, de ‘Egipto‘ e de ‘pára‘, voltamos a verificar que o AO90 não é nem adoptado, nem necessário.
  2. Devido ao AO90, em português europeu, é criada a grafia ‘excecionais‘ e eliminada a grafia ‘excepcionais‘— contudo, em português do Brasil, a grafia ‘excepcionais‘ mantém-se.
  3. Octávio Ribeiro é o autor da frase:

A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, caro Leitor, quando já ninguém estranhar a palavra “facto” escrita sem cê.

Continuação de uma óptima semana.

(*) O ‘contra-natura’ da frase de Ribeiro é extremamente interessante, mas neste momento há “more urgent emergencies”.

Prós e contras está de volta e o tema é demasiado mau para ser verdade

justica

 Margaret Scott/NewsArt

O Prós e Contras está de volta e o tema decorre da pergunta de Paulo Rangel “Teríamos um ex-primeiro ministro preso se o PS fosse governo?” Um programa de televisão, que se auto-define como “um ponto de encontro da cidadania”, decidiu retomar as emissões com um spin directamente saído da Universidade (cof, cof) de Verão do PSD.

Oficialmente, o programa irá esclarecer se “há interferência da política na justiça.”  Talvez Macedo venha à baila. É menos provável que Portas e Passos sejam tema. Mas, seguramente, Sócrates estará omnipresente. Antecipa-se que se assista à continuação da campanha da direita para manter o ex-primeiro-ministro na agenda, com o objectivo de o colar a Costa, assim criando o medo de um segundo resgate –
apesar do último ter sido desejado e defendido pela direita.

Há muito para falar quanto à justiça. Mas escolher uma formulação lançada pela propaganda de um partido é demasiado mau. Novamente fica claro que este programa é um braço do poder, independentemente do partido que estivesse no governo.

Adenda

Quem entrevista os candidatos na RTP é (…) Vítor Gonçalves de sua graça.
Amanhã no Prós e Contras, a irmã de um membro deste governo [Fátima Campos Ferreira / Luís Campos Ferreira] modera um “debate” (LOL) onde se pergunta “Se o PS fosse governo havia justiça?” (não é bem assim, eu sei, mas a ideia é essa). E pronto, é isto.
Agora vou ler umas coisas sobre a Coreia do Norte.  [roubado e adaptado daqui]

O futuro aprisionado no passado

fantoche

O season finale do Prós e Contras encheu-se de malta nova para debater o futuro do país. Independentemente da minha concordância ou discordância com as opiniões dos membros do painel, que dentro daquilo que é a sua ideologia política ou pensamento económico souberam argumentar com coerência, não posso deixar de referir a pobreza das intervenções dos líderes das duas maiores juventudes partidárias do país. O líder da JS limitou-se a fazer campanha por António Costa, sendo mesmo acusado por Mendes da Silva de estar a ler o teleponto no telemóvel, insistindo no discurso repetitivo e vago que, em parte e contra todas as expectativas, permitiu à coligação PSD/CDS-PP ultrapassar o PS nas sondagens. Já o líder da JSD regressou à narrativa gasta do confronto geracional, apontando o dedo aos nossos país e avós, responsáveis pela herança de dívida que nós, os jovens, carregamos aos ombros. Uma não-questão. Uma não-questão porque o único erro que os nossos pais e avós cometeram, no limite, foi votarem nos nossos carrascos. Porque quem onerou a minha geração e as que estão para vir foi uma casta de políticos irresponsáveis do chamado arco do poder, cuja incompetência aliada ao eterno embuste eleitoralista, cultura despesista e gestão clientelista em função dos interesses do costume nos trouxe até aqui. Creio, se a lógica não me falha, que Simão Ribeiro estaria com certeza a falar para dentro. Será que os barões do seu partido ouviram?

Prós e Circos

É difícil reestruturar toda esta experiência circense que acabei de ver (parcialmente vá lá, que hoje era dia de Game of Thrones e um homem tem que distrair o pensamento com alguma coisa) e recuso-me terminantemente a puxar atrás e assistir de novo ao triste espectáculo que passou na RTP. Aquilo que vi foi suficientemente esclarecedor.

O tema era a TAP. A TAP, a TAP, a TAP. Às vezes parece que a estratégia para convencer os portugueses a apoiar a privatização da empresa passa pelo massacre via bombardeamento de informação. Toda a gente discute a privatização da TAP. Eu faço parte das 42 pessoas no país que não tem opinião formada. Quer dizer, por um lado até prefiro ver a TAP privatizada do que outras empresas como os CTT. E digo que prefiro porque não tenho grandes alternativas na medida em que a maioria dos portugueses que votaram em 2011 legitimam este governo para o fazer. E este governo quer muito vender a TAP. Parece é não haver muita gente que a queira comprar. Tirando o senhor Efromovich claro. Outros estarão à espera da última fase dos saldos, altura em que as promoções atingem o seu preço mais baixo, eventualmente uma liquidação total. Tudo incluído, aviões e aqueles carrinhos que transportam as bebidas e o snack, a coisa há-de ficar ali nuns 100 milhõezitos. O BPN custou um Hulk, a TAP vai ficar pelo preço do Cristiano Ronaldo.

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Prós e contras

 

Ontem liguei a televisão mesmo a tempo de apanhar, no “Prós e Contras” dedicado ao caso BES, a Fátima Campos Ferreira a lançar a pergunta “Acha que os portugueses estão muitos entretidos a sobreviver?”

E de repente pareceu-me obsceno que alguém que junta na mesma frase entretenimento e sobrevivência possa conduzir um programa informativo.

Mas nenhum dos presentes pareceu ficar incomodado com a pergunta e eu, vencida pelo dia ou pelo sono ou pela impotência, desliguei a televisão e fiquei a remoer o sentimento de que este país já não é para pessoas.

A negação ao direito da cópia privada

Ontem houve programa sobre a cópia privada no Prós e Contras. É curioso que tenha sido este o tema de lançamento do programa, em vez dos temas quentes como o BES ou os desastres em curso na Justiça e na Educação mas isto é assunto para outra ocasião.

O facto é que houve debate e os autores fizeram claque. Curiosamente, de novo, pareciam mais numerosos do que os restantes mas, enfim, o programa foi o Prós e o Contras e as singularidades são frequentes. O debate era sobre a actualização da lei da cópia privada, com a introdução de um novo imposto sobre produtos que contenham capacidade de memória ou armazenamento. O pretexto? Dizem que os consumidores podem fazer cópia privada do produto comprado e que isso traz prejuízo para os autores. Se bem que esse prejuízo não foi demonstrado. Mas adiante.

Acontece que o consumidor está proibido de fazer a sua cópia privada, como se pode ver na imagem abaixo de um dos DVD que comprei (e que é chapa sete nos DVD em geral). E como se pode ler nos CD áudio. Aliás, quanto a CD áudio, as editoras portaram-se tão mal quanto os produtores de vírus informáticos ao imporem sistemas anti-cópia, entretanto abandonamos devido à pressão mediática, os quais criaram sérios de problemas de segurança nos equipamentos informáticos.

dvd

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A cópia privada e a Lei de Moore

O vice-presidente da SPA é muito engraçadinho. Usou do “argumento” de que o iPhone 6 Plus custa mil euros e que uma taxa de 15 euros não é nada. Mais, acabou de sugerir que, com esta nova lei, deixam de andar a prevaricar, sem dizer como. Especialmente quando o direito à cópia privada existe.

A Maria João Nogueira esteve muito bem, pena que lhe tenham cortado a palavra para falar David Ferreira, o qual veio falar em roubo. Roubo de quê? E fala em aumento no máximo de 1.5%. A questão mesmo é que não lhe importa se é justo ou não eu pagar a porcaria da taxa só porque tenho um disco com conteúdos meus.

José Valverde, falando pela indústria, tocou num ponto sensível: esta malta que defende a cópia privada quer pretender, sem o assumir, que a cópia privada será uma forma de resolver o problema da pirataria.

Agora fala o SEC dizendo uma mentira. Sim, mentira, porque dizer que o montante a pagar é um valor nos dias de hoje, baixo, na ordem dos cêntimos, é falsear, a realidade. E é na parte da realidade que entra a Lei de Moore. Esta lei, postulada por Gordon Moore, diz que o número de transístores dos circuitos electrónicos duplica a cada 18 meses. É um estimador que tem previsto muito bem a evolução da tecnologia. É uma lei que também tem servido para prever a evolução de outras tecnologias tais como a capacidade de armazenamento e de memória em uso nos dispositivos. A mentira do SEC, mentira por omissão, consiste em não dizer que os valores máximos deste imposto serão atingidos em apenas 5 anos.

Tabela ilustrando o crescimento de SD storage, segundo a Lei de Moore, partido do caso do iPhone 6 Plus

Letria, da SPA, acabou de confirmar o que já aqui foi escrito: nem 40% do imposto recolhido pela cópia privada chega aos autores. Esta é que esta. Na verdade, o valor que chega aos autores é, de facto, mais baixo. Letria fala das dificuldades dos autores. Mas acontece que, e isto Letria não o diz, muitos autores estão a ganhar um novo fôlego, precisamente, porque conseguem chegar directamente ao seu público através do digital e das novas tecnologias, sem intermediários como AGECOP e afins.

Pelo caminho, seremos todos taxados, com ou sem justa causa.

Adenda: petição “Impedir a aprovação da proposta de lei n° 246/XII, da Cópia Privada

Editado (link para a Lei de Moore em inglês e legenda da tabela)

A lei da cópia privada no Prós e Contras

Está a começar o programa Prós e Contras na RTP1, desta vez sobre a proposta de lei da cópia privada. Eis algumas questões que gostaria de ouvir respondidas pelo SEC, pela AGECOP e pela SPA:

  1. Como é que demonstram que a cópia privada tem prejuízo para os autores?
  2. Como é que é possível exercer o direito de cópia privada se os DVD e CD vem protegidos tecnica e legalmente contra a possibilidade de fazer cópia privada?
  3. Qual é a percentagem de dinheiro recolhido pela cópia privada que chega aos autores?
  4. Como é que determinam que autores é que recebem dinheiro vindo da cópia privada?
  5. Porque é que quem não exerce o direito da cópia privada tem que pagar este imposto (sim, é um imposto)?
  6. Como é que quem paga o direito da cópia privada nos produtos digitais não irá pagar duas vezes o mesmo imposto?
  7. Com que base é que os meus equipamentos usados para fins profissionais e pessoais onde não irei exercer o direito da cópia privada terão que pagar esse imposto?

 

Finalmente, a praxe

Sendo que sou estudante e estou inserida no sistema de ensino superior português penso que tenho alguma legitimidade para falar sobre este assunto.

Devo confessar que – devido à  natureza e à história da minha universidade – até há relativamente pouco tempo eu achava que as praxes nas universidades públicas eram brincadeiras em que a malta era pintada e faziam flexões e todos bebiam cerveja por 50 cêntimos. Sabia que Coimbra era uma excepção mas sinceramente não fazia ideia que na maioria das universidades a praxe era tão divulgada e tão universal. Entretanto, comecei a ler umas coisas e a falar com pessoas e a desenhar algumas conclusões. Escusado será dizer que a minha faculdade não precisa de retirar legitimidade da “tradição académica”. Isto tudo para explicar que a partir do momento em que entrei para a faculdade nunca me foi incutido que a tradição académica era importante para avaliar o valor de uma universidade, seja ela qual fosse.

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Apelo: um Programa ‘Prós e Contras’ dedicado aos ‘sem-abrigo’!

Helena Roseta é das mulheres mais generosas e activas da política portuguesa; infatigável nas funções e tarefas a que se dedica. Sem subserviência a aparelhos partidários, teimou em trilhar o caminho da independência. Com os apoios e admiração colhidos no movimento ‘Cidadãos por Lisboa’, foi eleita vereadora da Câmara Municipal da capital.

O cargo não é fácil, pelo âmbito do pelouro – Desenvolvimento Social – e pelas vidas infelizes com que se confronta; por força da crise e das políticas de austeridade, autênticas obsessões do alucinado e errático Gaspar – ter um PM sem preparação facilita a vida de incompetentes atrevidos, e desonestos intelectualmente. Não acerta uma!

No cenário de sofrimento social de rua na capital, diz a arquitecta Roseta, estima-se atingir cerca de 2.000 pessoas ‘sem-abrigo’. O desemprego, a penúria económica onde se inclui a pobreza envergonhada constituem traços transversais da população de indigentes lisboetas. O número não é certo e Roseta lembra que, em 2012, se calculava entre 700 e 800 o número dos ‘sem-abrigo’ a dormir nas ruas da capital. Roseta levanta várias hipóteses para aliviar sofrimentos dos atingidos, a nível da criação de estruturas.

Percorro o País, como muitos e em particular os governantes. Sei que não se trata de um problema apenas lisboeta. Sucede no Porto, em Coimbra, em Setúbal, em Faro e, em algumas vilas e cidades do interior, onde há anos seria inimaginável chegar a este fenómeno de progressão geométrica da pobreza em desfile pela rua, nas 24 h do dia, de forma tão evidente e pungente.

Os números da indigência, já incluem muitas crianças famintas e não cessarão de dilatar, sob as altas temperaturas das políticas neoliberais do actual governo, incentivadas pela Europa do Centro e Norte com o desprezo pela sensibilidade social – lembre-se a divisa de Pedro Passos Coelho: “temos de empobrecer, custe o que custar”. Foi-lhe sugerido por Gaspar e pelo garoto, filho de comunista, Moedas, um ex-Goldman Sachs. O interesse é salvar bancos e o capital. [Read more…]

O puto explorador – de pequenino se torce o pepino

Quer lá saber que os operários ganhem o ordenado mínimo. Desde que venda as suas camisolas.

Os mal amados

Portugal, por incompetência e negligência crónica dos políticos, é um exportador habitual de emigrantes. Ao longo dos séculos, e até ao presente, as crises provocadas pelos maus governos têm lançado o nosso povo na penúria e têm-no empurrado para fora das fronteiras, num sofrimento que “é bom ter pudor / de contar seja a quem for”, como disse o (grande) poeta e (grande) esquecido José Régio. Mais: ciclicamente, maus governos que não aguentam críticas têm obrigado a exilar-se centenas de pessoas a quem foi negado o direito da livre expressão e de viverem na pátria. [Read more…]

Prós e Contras: a televisão pública no seu pior

Realiza-se esta noite na RTP1 um programa “Prós e Contras” sobre o aparecimento de grandes manifestações em vários países da Europa e os desafios que elas colocam à ordem estabelecida. Alguns subscritores e subscritoras do apelo da manifestação de 15 de SetembroQue se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” foram abordados pela produção do programa para estarem na plateia esta noite, juntamente com “a jovem Adriana que abraçou um polícia”. No palco, a escalpelizarem longamente as manifestações e as suas características, foram convidados a estar o director nacional da PSP, um responsável da GNR e dois antigos ministros da Administração Interna.
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O criminoso volta sempre ao local do crime

Ângelo Correia no Prós & Prós discutindo as nossas secretas. Para a semana Vale Azevedo e Duarte Lima falam sobre os problemas da justiça.

Ensino na promiscuidade de PPP dissimulada

Pum! Pum! Pum! – dei três murros no tampo da mesa e exclamei : “Que merda de país é este!”. Ontem, ao assistir ao ‘Prós e Contras’, na RTP1.

O ex-juiz do Tribunal de Contas, Carlos Moreno, publicou o livro  “Como o Estado Gasta o Nosso Dinheiro”, em Outubro de 2010, acentuando que PPP (Parcerias Público-Privadas) têm efeitos perversos no uso de dinheiros do Estado e, consequentemente, dos contribuintes . Da direita à esquerda,  políticos e cidadãos aplaudiram a denúncia. Os discordantes, se é que existiram, não tugiram, nem mugiram.

Os “contratos de associação” entre Ministério de Educação e estabelecimentos de ensino particular e cooperativo, digam o que quiserem autores de laboriosas teorias, não passam de fórmula dissimulada de Parceria Público-Privada´.

Os citados “contratos de associação” foram estabelecidos ao abrigo de enquadramento legislativo existente desde 1980.

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Prós e Contra – os Fretes da RTP

“Exma. Sra. Drª Fátima Ferreira,

Gostávamos de ver o S.O.S Movimento Educação e a APEPCCA (Associação de Professores do Ensino Particular e Cooperativo com Contrato de Associação), no painel principal do debate do dia 31 de Janeiro.
Neste debate que se quer plural, falta a voz do Movimento que tem liderado a luta dos pais e encarregados de educação pela liberdade de escolha da escola e falta a voz dos professores, principais vítimas das medidas do Ministério da Educação.
Não entendemos a presença neste painel da Drª Isabel Soares, directora do estabelecimento de ensino que pratica a política mais discriminatória deste país no acesso à escola e que mais combate a inclusão e a igualdade de oportunidades.”

2 000 pessoas controlam o país !

O Prof António Hespanha, ontem no Prós e Contras disse alguma coisa que todos vêm mas nem todos têm a coragem de dizer. Há uma elite , no país, que passa do governo para as empresas públicas, destas para as privadas e destas novamente para o governo e do governo para os bancos, num circuíto fechado e de janelas nada transparentes.

Serão duas mil pessoas entre políticos, gestores de empresas, banqueiros, empresários que tudo controlam e tudo decidem sempre tendo como objectivo a manutenção do poder. Entre eles contam-se tambem os comentadores encartados que circulam à vez pelas televisões e pelos jornais e que se encarregam de fazer a agenda pública, encobrindo o que não interessa e destacando o que serve à minoria dominante.

Esta elite coloca nos lugares  essenciais gente da sua confiança que trabalha na sombra fazendo o trabalho “sujo”, sendo pagos milionariamente, como ficou às claras agora com os recentes casos vindos a público, em especial a Face Oculta. Se a coisa corre mal, ninguem conhece ninguem, são amigos mas só se falaram muito raramente e sobre o assunto em questão, nunca. As escutas não são prova, os lugares que ocupam tambem não, os vencimentos milionários ainda menos, as nomeações só por acaso é que recaem nos boys do mesmo partido.

É neste abraço de gibóia em que estamos metidos que aperta cada vez mais, que transformou este país no mais pobre da UE e no mais injusto, e o que é mais irónico é que foi pela mão de um partido que se diz socialista e de outro que se diz social-democrata!

Prós e Contras – É a credibilidade, estúpido…

Hoje juntaram-se quatro homens do Direito, para falarem do Estado da Justiça.

 

O que esteve subjacente foi, como não podia deixar de ser, o processo "Face Oculta". Nenhuma opinião consensual para além das que até o homem da rua entende. Tudo o mais opiniões diferentes. Sustentadas pela Lei, por artigos, números, pelas burrices dos deputados, enfim, um rio de saber  que ao chegar ao destino se reparte em mil braços.

 

Em relação à  "Face Oculta" houve uma vertente que ganhou prepoderância com o debate, assomou com muita frequência nos discursos dos quatro magistrados e professores de Direito.

 

A credibilidade de quem exerce funções públicas!

 

O PGR tomou decisões mas a dúvida persiste. Dois magistrados em Aveiro reconheceram índicios de crime grave contra o Estado. Quem tem razão? Na Alemanha em caso idêntico, o PGR deu a conhecer aos cidadãos os índicios do crime que levou aos tribunais o primeiro ministro kron. O povo português não merece saber o que levou dois magistrados a reconhecerem índicios de um crime grave? Ou são dois inimputáveis?

 

Depois há a questão da "relevância social". Resolvida a questão criminal, jurídica, persiste o alvoroço social, a comunicação social, a oposição política, os cidadãos.

 

Este alvoroço seria o mesmo, ou haveria alvoroço, se o político fosse outro ? Cavaco, Soares, Sampaio, Guterres, Eanes alguma vez se viram envolvidos neste circo de descrédito ? Foram muito atacados no plano político, mas no plano da credibilidade pessoal, alguma vez a sua vida privada e política deu azo a suspeitas? Com esta intensidade e com este ritmo?

 

Quem não quer ver que sem credibilidade pessoal não é possível governar, não entende os sinais do tempo. A Fátima Ferreira já ali disse que as escutas vão aparecer na comunicação social, e que  há procuradores do leitor de jornais que, face à inquietação pública, já confirmaram que vão publicar.

 

Em Democracia é assim !

 

 

Prós e Contras

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COMO DE COSTUME, É ASSIM

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Como se sabe, eu não gosto da sra d Fátima. Já o escrevi várias vezes. Desde que fez um programa pretensamente sobre o Porto, ou talvez antes, que cheguei a essa conclusão. A sra é, no meu entender, uma nódoa nos programas televisivos, mas tem audiência, e isso conta muito nos interesses de cada um.

Agora e mais uma vez, a sra está nas bocas do mundo, que é como quem diz, nas bocas dos homens do CDS e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

E o CDS tem toda a razão e legitimidade para fazer queixa contra o programa Prós e Contras e contra a sua apresentadora e responsável.

Como estação televisiva de serviço público, não se admite que num programa sobre o governo, se convidem elementos do governo, do maior partido da oposição e do quarto maior partido da oposição, esquecendo o terceiro e o quinto.

Porque será que os responsáveis pelo programa assim procedem? Será que o CDS incomoda tanto que até num programa de televisão tem de ser calado?

Logo à noite, quem tiver a pachorra de ver o dito programa, logo saberá se voltaram com a palavra atrás ou se acabaram por fazer o programa assim mesmo.

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