Resumo do último Prós e Contras

O Prós e Contras de ontem foi dedicado à Educação e constituiu um retrato fiel do modo como o tema é habitualmente debatido em Portugal: dá-se a palavra, sobretudo, aos ignorantes atrevidos (o problema está, como sempre, no “atrevidos”), sendo que, para cúmulo, o programa é apresentado por uma candidata a jornalista que não aprendeu nada.

O Paulo Guinote, o único professor presente, teve direito a algumas intervenções, as únicas que valeram a pena. Corporativismo? Claro, dirão alguns dos comentadores idiotas que passam também pelo Aventar. Por mim, num programa sobre Medicina, terei sempre preferência pela opinião dos médicos.

Quem quiser (re)ver o programa, pode seguir a ligação. Tem a vantagem de poder passar à frente as partes que não interessam.

Prós e contras

 

Ontem liguei a televisão mesmo a tempo de apanhar, no “Prós e Contras” dedicado ao caso BES, a Fátima Campos Ferreira a lançar a pergunta “Acha que os portugueses estão muitos entretidos a sobreviver?”

E de repente pareceu-me obsceno que alguém que junta na mesma frase entretenimento e sobrevivência possa conduzir um programa informativo.

Mas nenhum dos presentes pareceu ficar incomodado com a pergunta e eu, vencida pelo dia ou pelo sono ou pela impotência, desliguei a televisão e fiquei a remoer o sentimento de que este país já não é para pessoas.

Cavaco confunde a “Era do Vazio” com a Vera no bacio

cavaco2Estávamos à espera de um discurso do PR e afinal tivemos um discurso de um vogal de uma confederação de agricultores.

Grotesco, penoso, patético! A senilidade tomou conta do mais alto cargo da nação. Temos de remover este funcionário público. Alguma ideia?

“O presidente da República não governa e não é responsável pelos actos do Governo”, afirma, categórico, Cavaco Silva, à Fátima Campos Ferreira, na RTP 1, nos prolegómenos ao Prós & Prós.

E quando o Governo viola de forma sistemática a Constituição que o PR jurou defender? Também não é responsável por permitir essa violação reiterada?

Apelo: um Programa ‘Prós e Contras’ dedicado aos ‘sem-abrigo’!

Helena Roseta é das mulheres mais generosas e activas da política portuguesa; infatigável nas funções e tarefas a que se dedica. Sem subserviência a aparelhos partidários, teimou em trilhar o caminho da independência. Com os apoios e admiração colhidos no movimento ‘Cidadãos por Lisboa’, foi eleita vereadora da Câmara Municipal da capital.

O cargo não é fácil, pelo âmbito do pelouro – Desenvolvimento Social – e pelas vidas infelizes com que se confronta; por força da crise e das políticas de austeridade, autênticas obsessões do alucinado e errático Gaspar – ter um PM sem preparação facilita a vida de incompetentes atrevidos, e desonestos intelectualmente. Não acerta uma!

No cenário de sofrimento social de rua na capital, diz a arquitecta Roseta, estima-se atingir cerca de 2.000 pessoas ‘sem-abrigo’. O desemprego, a penúria económica onde se inclui a pobreza envergonhada constituem traços transversais da população de indigentes lisboetas. O número não é certo e Roseta lembra que, em 2012, se calculava entre 700 e 800 o número dos ‘sem-abrigo’ a dormir nas ruas da capital. Roseta levanta várias hipóteses para aliviar sofrimentos dos atingidos, a nível da criação de estruturas.

Percorro o País, como muitos e em particular os governantes. Sei que não se trata de um problema apenas lisboeta. Sucede no Porto, em Coimbra, em Setúbal, em Faro e, em algumas vilas e cidades do interior, onde há anos seria inimaginável chegar a este fenómeno de progressão geométrica da pobreza em desfile pela rua, nas 24 h do dia, de forma tão evidente e pungente.

Os números da indigência, já incluem muitas crianças famintas e não cessarão de dilatar, sob as altas temperaturas das políticas neoliberais do actual governo, incentivadas pela Europa do Centro e Norte com o desprezo pela sensibilidade social – lembre-se a divisa de Pedro Passos Coelho: “temos de empobrecer, custe o que custar”. Foi-lhe sugerido por Gaspar e pelo garoto, filho de comunista, Moedas, um ex-Goldman Sachs. O interesse é salvar bancos e o capital. [Read more…]

Fátima Campos Ferreira, uma jornalista modelo

Os espectadores do Prós & Prós recebem 10€ para a ouvir.

RDP e Angola – Relvas silencia vozes corajosas

O João José Cardoso já denunciou, aqui e aqui, a decisão do governo português, através do Torquemada de Tomar, Miguel Relvas, de silenciar vozes incómodas para  negócios entre Portugal e Angola – o desassombro de Raquel Freire e Pedro Rosa Mendes custou-lhes o afastamento da RDP.

Conheço Angola. Sem nunca ter sido residente, obrigações profissionais levaram-me àquele país mais de uma dezena de vezes por ano. Durante duas décadas. Tenho longas histórias dos meandros dos negócios locais, grandes e pequenos, assim como de homens do poder.

Estabeleci também relações de amizade com angolanos honestos que, hoje como ontem, não puderam ou quiseram enveredar por negócios espúrios, geradores de fortunas tão céleres quanto ilegítimas. Esses amigos, no fundo, são gente sensível à pobreza extrema de milhares e milhares de compatriotas – crianças, mulheres, idosos e jovens estropiados da guerra. Uma multidão de vítimas ainda submetidas a vidas bem duras em ‘musseques’, lá para os lados de Viana e de outras zonas afastadas da ‘sala de visitas’ que é a renovada baixa luandense.

O jornalista Rafael Marques, citado por Pedro Rosa Mendes, é este homem. Em finais do último ano, teve a coragem de fazer uma queixa-crime contra diversos generais angolanos: o poderoso ‘Kopelika’, Vaal da Silva, Armando Cruz Neto, Adriano Mckenzie e os reservistas João Matos, Luís Faceira e António Faceira. França Ndalu (além do mais, representante da De Beers em Angola) também foi citado. O processo inclui crimes de assassinato e mutilações.

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Pedro Rosa Mendes, a Antena 1 e mais 4 cronistas por tabela

António Granado, Gonçalo Cadilhe, Rita Matos, Raquel Freire e Pedro Rosa Mendes faziam a crónica Este Tempo na Antena 1. Agora já não fazem. Isto não tem nenhuma relação de causalidade com esta crónica do Pedro Rosa Mendes que desmonta a farsa relvista da RTP em Angola, ao serviço da nação, com a omnipresença desse expoente do servilismo conhecido por Fátima Campos Ferreira.

Vou indignar-me? dizer que é censura? chamar nomes ao Relvas? dantes dizia-se que uma imagem vale mais que mil palavras, velhos tempos. Hoje um vídeo pode-me poupar um milhão:

(obrigado pelo vídeo Dario, estou-te a dever uma)

Fátima Campos Ferreira vai ser Mandatária para a Juventude do PS


Todos sabemos que José Sócrates gosta de decidir sozinho tudo o que pode ser relevante para o seu futuro político. Para o novo momento eleitoral, por exemplo, já escolheu o seu Mandatário para a Juventude. Trata-se da jornalista Fátima Campos Ferreira, que desempenhou um papel inestimável, ao longo de seis anos de mandato, no programa «Prós & Contras» da RTP.
A juventude de Fátima Campos Ferreira foi um factor especialmente relevante para José Sócrates e foi esse o factor de desempate em relação aos outros dois candidatos ao lugar, Emídio Rangel e Carlos Magno.
Parece ser uma tendência actual dos Partidos, a de escolherem para o lugar de Mandatário da Juventude gente com uma grande juventude interior. Com efeito, o Aventar está em condições de avançar que, na área da Esquerda, José Barata Moura e Vitorino Salomé serão, respectivamente, os mandatários do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda; e que, no que concerne aos Partidos de Direita, Simone de Oliveira será a Mandatária do PSD e João Almeida o do CDS, sendo que em relação a este último permanecem dúvidas relativamente ao facto de a sua tenra idade permitir a ocupação de tal cargo. Espera-se, neste caso, a autorização dos progenitores.
Pelo meio, o Aventar não pode deixar de notar o bom gosto do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda na escolha dos seus mandatários.

Mordeu-me uma mosca, carago