A tragédia de Borba e um Governo sem-vergonha

Acabo de ouvir o ministro Pedro Marques a dizer que até havia uma estrada alternativa à que ruiu.
Era de esperar. Afinal, a culpa é de quem morreu. Não fosse por ali.
A desfaçatez e a falta de vergonha deste ministro já tinha batido no fundo com a CP. Mas ele ainda conseguiu escavar mais.
Numa altura em que nunca ninguém tem culpa de nada, é sintomático que a primeira declaração dele seja para culpar os mortos.
O que é preciso para se demitir? Um emprego na Mota-Engil?

Comments


  1. Claro, que outra coisa se pode esperar?

  2. Manuel Silva says:

    Ricardo:
    Se a demagogia pagasse imposto, você estava lixado.
    A estrada é municipal, afinal, de quem é a responsabilidade?
    Da Câmara ou do Governo?
    Era como culpar o Presidente da Câmara por causa dos problemas da CP, que são da responsabilidade deste Governo (desde 2015).

    • Ana A. says:

      … e entretanto, o Presidente da Câmara disse que estava de consciência tranquila…

      • Manuel Silva says:

        A consciência tranquila é o produto (imaterial) existente em maior quantidade em Portugal.
        Até o Burro de Carvalho e o Mustafá estão de consciência tranquila.
        Talvez fosse a altura de começarmos a exportar esta mais-valia para melhorar a nossa balança comercial.

  3. Anonimus says:

    Calma.
    O Costa ainda há-de fazer uma piada sobre o assunto.

  4. César P. Sousa says:

    A Mota Engil é o “Gulag ” do partido socialista.Quem se portar mal vai de castigo passar lá 3 anos. Não é assim Jorge Coelho ?

  5. Cesar P. Sousa says:

    A Mota Engil é o “Gulag” do Partido Socialista.Quem se portar mal vai lá passar 3 anos. Não é assim Jorge Coelho ?

    • AntigoclientedoBPN says:

      O que vale é para o BPN, foram todos voluntariamente, Ninguém foi para lá castigado. Não foi assim Dias Loureiro

    • Jacinto_capelo_Rego_o_submarino says:

      A Mota Engil é o “Gulag” do cds.Quem se portar mal vai lá passar 4 ou mais anos. Não é assim paulo portas?

  6. Ricardo Silva says:

    O fascismo que nos governou entre 2011 e 2015 continua a fazer vitimas, e ataca-se o governo actual…..

  7. Luís Lavoura says:

    O ministro tem toda a razão.
    A estrada “oficial” entre Borba e Vila Viçosa não é aquela. É outra, de boa qualidade e sem perigo, mas 2 quilómetros mais longa.
    Por isso toda a gente prefere tomar a estrada antiga e perigosa. Por isso essa estrada antiga e perigosa nunca foi encerrada: porque as pessoas gostavam de a usar.

    • Manuel Silva says:

      As pessoas têm de ser constrangidas em nome de valores mais altos: como a segurança e a vida.
      O relatório que o empresário José António Batanete mostrou hoje numa longa entrevista à SIC-Notícias, a partir das pedreira, datado de 2014, e todas as explicações claras, concisas e rigorosas que deu, mostram de quem é a culpa neste caso: da Câmara.
      A Direcção Geral de Minas e Energia alertou, clara e veementemente, para os perigos e sugeriu o encerramento da estrada.
      Os empresários apresentaram uma solução alternativa, com a construção de 2 rotundas para servir as pedreiras.
      A Câmara mostrou-se sensibilizada e parecia que decidida a encerrar a estrada.
      Depois, alguns empresários roeram a corda e defenderam que era exagero tantos receios.
      A câmara recuou.
      O desastre aconteceu.
      Portanto, é claro neste caso de quem é a culpa.

      • Ricardo Ferreira Pinto says:

        Não me leve a mal, mas não sei até que ponto é credível o depoimento de alguém chamado Batanete. 🙂
        Agora a sério, o Governo não tem o poder de encerrar uma estrada se, na sua opinião, essa estrada é perigosa?
        Estou a perguntar porque não sei mesmo. Se não tem esse poder, devia ter.

        • Manuel Silva says:

          O seu mau gosto, de facto, não tem limites.
          Que culpa tem alguém do nome de baptismo que lhe cabe em sorte?
          O senhor não se enxerga mesmo.
          As Câmaras têm tanta legitimidade democrática e legal como os Governos.
          Cada um deve agir no seu âmbito sem interferência dos outros.
          Afinal, temos 308 Câmaras para quê, se para encerrar uma estrada municipal tem de ser o Governo a intervir.
          Dirija os seus odiozinhos de estimação para os múltiplos telhados de vidro deste Governo e deixe-se de colocar posts demagógicos só para ser engraçadinho.

          • Dragartomaspouco says:

            Ó Ricardo Pinto

            Deixa as piadinhas para o teu Presidente “Jorge Viagra” que tem muitos anos de prática e um cortejo de imbecis a aplaudi-lo.
            Isto são coisas sérias, não é futebol.

            Tu até tens colocado bastantes posts com interesse

          • Paulo Marques says:

            Até a não-claque da porta 19 já meteu mais gente no cemitério e no hospital.

      • Luís Lavoura says:

        É claro que alguns empresários têm vantagem em que a estrada seja encerrada: em ela sendo encerrada, pode passar-se a explorar o mármore que se encontra por debaixo dela…
        Mas essa vantagem só reverte para os empresários que já exploram pedreiras confinantes com a estrada; os outros, que têm pedreiras mais longe, não são beneficiados com o encerramento da estrada, pelo contrário, são prejudicados por os seus concorrentes ficarem com um filão maior…
        Tudo isto para dizer que não nos devemos fiar muito nas opiniões de empresários avulsos!

        • Manuel Silva says:

          Lavoura:
          A pedra debaixo da estrada e também nas bermas de segurança (cerca de 6 metros de largura, no total) pertence à Câmara.
          Os empresários das pedreiras contíguas, para a explorarem, têm que a comprar à Câmara se esta a quiser vender.
          E esse dinheiro tinha chegado para construir 2 rotundas no final do troço que seria interrompido, para permitir o acesso a todas as variantes que partem daí para todas as pedreiras.
          Isto está no plano entregue pelos empresários à Câmara, em 20154, na altura da reunião tripartida: Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG); empresários; Câmara.
          E esta, na altura, pressionada a fechar a estrada pela DGEG, e por alguns empresários, parecia ir fazer visso. Depois virou o bico ao prego,v´-se lá saber porquê?
          Influenciada por outros que diziam que os colegas estavam a inventar problemas onde não existiam?
          Por desleixo?
          Viu-se os resultados,.
          Enquanto estes incompetentes e irresponsáveis não forem parar com os costados às prisão, continuaremos a ter pontes de Entre-os-Rios e Pedreiras de Borba.
          Candidatos não faltarão por esse país afora, país de desleixo e de desleixados.

      • Luís Lavoura says:

        As pessoas têm de ser constrangidas em nome de valores mais altos: como a segurança e a vida.

        Permito-me discordar.

        Se as pessoas se querem colocar em risco, isso é lá com elas. Se querem circular por uma estrada que corre o risco de colapsar, devem ter o direito de o fazer. As pessoas devem ter liberdade e responsabilidade.

        • Manuel Silva says:

          Ó Lavoura:
          Se eu me quiser drogar em público, o problema é só meu?
          Se eu quiser vender droga em público, o problema é só meu?
          Se uma pessoa não quiser vacinar os filhos pequenos, não cumprindo o Programa Nacional de Vacinações, obrigatório, o problema é só dessas pessoas?
          Demagogia pura.

          • Magda Guimarães says:

            Se assim fosse não seria obrigatório o cinto de segurança nos carros, nem o uso de capacete para as motas. Um doente, inválido ou morto é sempre um encargo para o estado por isso este tem que promover a segurança dos cidadãos.

        • Miguel Fonseca says:

          Quantos milhares de pessoas lá devem ter passado sem conhecer a estrada?
          O que você diz não tem qualquer fundamento!
          Em entre-os-rios os que lá morreram foi por opção própria?
          Os que ficaram presos nos fogos deviam ter ido por onde?
          A primeira obrigação do estado é criar condições de segurança aos seus cidadãos, para isso pagam impostos!
          Já agora, sabe dizer onde não devemos passar? É que tenho a v«certeza que outra tragédia está á espreita!…

  8. JgMenos says:

    Não devem faltar entidades fiscalizadoras de minas e estradas, e comissões de análise e reflexão aplicáveis ao caso.
    Só faltava uma comissão de inquérito…

  9. esteve,ayres says:

    Demissão imediato do ministro e do presidente da CMB (Empresário), e prisão para os principais responsáveis…

    • Manuel Silva says:

      Demagogia, demagogia.
      É por causa de o país estar cheio de gente como o senhor que isto funciona assim.

  10. ZE LOPES says:

    Já que V. Exa. pede uma resposta em termos de lugar de emprego futuro do Sr. Pedro Marques, respondo: na Goldman Sachs! A contar as armas de destruição maciça!

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