Na prisão,

Rui Pinto nomeado para prémio que distingue denunciantes.  Bem merece.

Comments


  1. O Rui Pinto teria a simpatia geral se fosse um Robin dos Bosques que roubava aos ricos para dar aos pobres. Mas não tem, porque infelizmente afinal descobriu-se que era só um Sheriff de Nottingham que roubava determinado rico para proveito doutro rico e dele próprio. E isso não é fazer o bem geral; é só esperteza saloia.

  2. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Temos o que merecemos.
    Às segundas quartas e sextas saltamos para as páginas das redes sociais clamar por justiça contra os ladrões dos governantes. Mas votamos neles, ano após ano, década após década.
    Às terças quintas e sábados, saltamos para as páginas das mesmas redes clamar pela inocência de pilha-galinhas como é o caso deste Rui Pinto.
    Excelente coerência.
    Confundimos, no caso presente o ladrão que pratica actos de extorsão sob identidade falsa, com um qualquer Assange que sempre disse ao que vinha e nunca tentou fazer dinheiro com o produto do roubo.
    Confundimos “Whistle-blower” com “cheira-cus” ou “lambe-cus”.
    Temos o que merecemos.

    • César P.Sousa says:

      O Exmº.sr. dr. eng. Ernesto não consegue disfarçar a azia,que o Rui Pinto provoca à seita salazarenta da 2ª circular.
      E já que o Dr. Eng. Ernesto falou em “lambe – cus”,ficamos desconfiados que às tantas o Ernesto andou a lamber o dito ao
      seu correligionário e colega de curso César Boaventura.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Para lhe responder, teria que descer ao seu nível, coisa a que me recuso.
        Tenho pena é que gente da sua laia se esconda atrás de páginas como estas para maltratar quem emite opiniões, coisa que o sr. não faz, partindo directamente para o insulto.
        Debater é um actoi nobre. O seu é um acto sujo e cobarde que define completamente a sua pessoa.


    • Estou de acordo consigo inteiramente, Ernesto Ribeiro !

  3. Ana Moreno says:

    Muito se escreve sem conhecimento de causa….:-(
    Por acaso não imaginam que o grupo parlamentar europeu GUE/NGL tem acesso a conhecimento bem melhor fundamentado e podem por favor tomar nota de que nomeou Rui Pires, tal como nomeou Julian Assange?

    Mas não, toca de difundir ideias não fundamentadas e claro, quem precisa de ser protegida é a dubiosa Doyen e são todos os outros esquemas, não é? O ser humano é muito estranho.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Não tem nada que ser estranho, cara Ana Moreno.
      Serei tão estranho nas minhas opiniões quanto a senhora nas suas.
      O Grupo Parlamentar europeu pode saber muita coisa, mas o que faz pode não ser o correcto.
      Não será estranho para si que o mesmo grupo parlamentar europeu reconheceu Juan Guaidó como presidente auto-proclamado de um país soberano. O que quererá dizer que no melhor pano cai a nódoa.
      Quanto ao conhecimento do tema, pronuncio-me sobre FACTOS, como a tentativa de extorsão sob identidade falsa, repito FACTOS PÚBLICOS.
      Ninguém está aqui a proteger a Doyen. Quero que a Doyen se dane e se tiver que ser julgada, pois que seja. O que não defendo, por coerência e por princípio, são assaltantes extorsores.

      • Ana Moreno says:

        Caro Ernesto,
        Luxleaks, Panama Papers, Paradise Papers, FootballLeaks, tudo veio a público através de wistleblowers. Negócios tributários sórdidos de grandes corporações, empresas de caixas de correio ilegais e evasão fiscal em larga escala; de nada se saberia se não fossem eles. E os prejuízos para todos nós são milionários. Exactamente por reconhecer o seu papel fundamental, a UE acabou de aprovar legislação que protege os Whistleblowers. Acha preferível nada disso vir a público? Pois eu não. O que foi de facto para além do que está em causa, foi o de extorsão na forma tentada; não, não está bem; mas que com isso tivesse querido ver a reacção dessa mafia, faz-me sentido. E essa máfia, vai parar aos banco dos réus? Pois, é a justiça. É uma questão de dimensão.

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Eu não sei se quer realmente entender a questão de fundo. Mas eu insisto para que não restem dúvidas.

          Por mim, separo duas questões:
          1 – a questão de um roubo
          2 – a questão do julgamento do material roubado.

          1 – A cara Ana parte de um princípio que, quanto a mim, é errado. Rui Pinto não é nenhum whistle-blower. É um ladrão, porque tentou negociar o produto antes de vir com a cara de anjinho, claramente sob sugestão do advogado. Trata-se de um oportunista que está a tentar vender uma imagem que já foi publicamente desmascarada.
          Um whistle-blower deve, estou de acordo, merecer respeito, porque o que faz não é utilizado em proveito próprio, antes para o bem da sociedade.
          E o Parlamento Europeu, na minha óptica, comete um gravíssimo erro de direito, ao classificar esse cavalheiro da forma que o classifica. Mas de um Parlamento europeu que atura Orban e protege Guaidó, não podemos esperar grande coisa.

          Para mim, um roubo é um roubo. Terá uma atenuante , quando o mote do roubo for, como bem diz, para proteger um sistema, seja ele fiscal, seja ele de segurança. Isto é o que faz um whistle-blower.
          O que me espanta no caso vertente, é quererem fazer de uma pessoa que roubou e tentou extorquir dinheiro sob falsa identidade – factos provados, repito – um herói e um Robin dos bosques impoluto. Nessa, desculpar-me-á, não alinho e muito menos, tolerar o epíteto de whistle-blower..

          2 – A outra questão, é o produto do roubo ser investigado e existirem consequências se se demonstrar prevaricação. Aqui, 100% de acordo, mas repito, separo as águas e cada uma tem seu timing.

          De resto, eu acho que estamos num estado de direito que, por definição, considera ilegal intrusões em matéria de propriedade privada. A figura jurídica é clara e a lei penal, existente. A menos que haja um mandato, é ilegal. Se se pratica, é um roubo. Com atenuante no caso de whistle-blower, sem qualquer atenuante quando é obra de um pilha galinhas. E Rui Pinto, ao que se sabe e é público, não passa disso mesmo.
          Cumprimentos.

          • Ana Moreno says:

            Olá Ernesto, pois discordamos, acontece. Não sei porque lhe chama pilha galinhas; Os dados trazidos à tona por Rui Pinto já foram importantíssimos, serviço público; como deve saber, a revista Spiegel é uma das mais reconhecidas e antigas que faz jornalismo de qualidade e de investigação na Alemanha. Como chama a Rui Pires? Whistleblower: http://www.spiegel.de/sport/fussball/football-leaks-whistleblower-rui-pinto-soll-nach-portugal-ausgeliefert-werden-a-1256382.html
            O Spiegel escreve: “Com base nos dados, foram publicadas mais de 800 artigos com revelações em toda a Europa que conduziram a numerosos processos preliminares e veredictos criminais.”
            Tenho por hábito informar-me em fontes de reconhecida qualidade e em que confio. Ora pilha galinhas, só lhe chamam em Portugal; a França trabalha com Rui Pinto, “os investigadores franceses ofereceram-lhe um programa de protecção de testemunhas e quiseram utilizar os seus dados para iniciar novas acções penais nas áreas do branqueamento de capitais, evasão fiscal, corrupção e peculato.”
            E é a tal coisa: os pequenos apanham com toda a severidade da justiça; os grandes, andam para aí à solta, a roubar milionariamente.
            Na própria justiça há colisão entre valores e há uma hierarquia de valores; o da dimensão das consequências não pode deixar de o ser. Estamos a falar de formigas de um lado e de feras de outro. Queira-se ou não, há que ter isto em conta.
            Cumprimentos e uma boa semana.

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Bom dia Ana.
          Discordar não é problema. É debate.

          Eu creio que a Ana não leu com atenção o que escrevi ou então, admito que me possa ter exprimido incorrectamente.
          Não lê, em nada do que eu escrevi o que quer que seja que menospreze a importância do material roubado.
          Pelo contrário, sempre defendi, defendo e defenderei que ele deve ser analisado e investigado.
          Sobre este ponto, sejamos claros.

          O outro ponto é a pessoa, o pilha galinhas como eu lhe chamo e justifico.
          Teria a mesma opinião sobre Rui Pinto que tenho de Assange, se Rui Pinto não tentasse extorquir dinheiro a um dos furtados sob identidade falsa. Esta atitude, em qualquer estado de direito, confina um crime e quem o faz é um ladrão liminar a que eu chamo pilha galinhas.

          Penso ser esta questão que nos divide, pois quanto à importância do material roubado e destino (investigação), estamos completamente de acordo.

          Para terminar: Trabalho na indústria há quase 50 anos (já passou por mim a idade da reforma 🙂 umas quantas vezes) e constato hoje, nesta economia capitalista liberal que nos saiu em sortes, que uma das frases que mais se ouve dos nossos “gestores” de sucesso é : “O que interessa é o resultado. A forma como a ele se chega, não conta”…
          Pois bem. Não estou de acordo e discuto com quem a pronuncia sempre que a ouço. Acontece que há valores que deveriam modelar o nosso comportamento. O resultado é um valor com um significado muito diferente de outros valores como a liberdade individual, a honra, a verdade, o dever e o respeito.
          Tenho a certeza que me compreendeu.
          Rui Pinto, nunca entenderá isto.
          Foi um prazer. Cumprimentos.

          • Ana Moreno says:

            Concordo, Ernesto, com excepção do pilha galinhas 🙂 . O próprio Rui Pinto já disse que foi uma asneira; Acho que ele entendeu, sim; e note-se que já na altura, nem sequer a levou até ao fim. Quando isso aconteceu, ele nem 30 anos tinha e nós não fazemos ideia do, digamos, ritmo, em que ele andou. Numa descrição detalhada do Spiegel, é narrado o ambiente de perigo, tensão, medo, em que Rui Pinto passava as informações ao Spiegel. Acho que já foi castigado que chegue. E aliás, nunca mais na vida vai poder ter descanso, suponho.
            Também valorizo muito os valores e os meios – sim, entendemo-nos – mas neste caso preocupa-me cem vezes mais a impunidade dos actores a quem são deixadas mãos livres para golpes de alto nível, que nos prejudicam a todos e que dispõem de advogados refinados e poderosos para se esquivarem e continuarem com os seus negócios sujos. Se não fosse o trabalho de Rui Pinto – e outros – nunca se saberia nada disto; por isso,é um whistleblower. Pena é que não sejam aplicados critérios e meios tão resolutos contra essas mafias, como são a Rui Pinto. Essa é a grande injustiça que aqui mais me preocupa.
            Saudações e até à próxima 🙂


          • Repito .

            Estou de acordo consigo inteiramente, Ernesto Ribeiro .

  4. Julio Rolo Santos says:

    Se Rui Pinto roubou, o que ainda carece de prova, não foi a mim nem a outros semelhantes, mas sim e isso está provado, a outros que fizeram, sobretudo do desporto, a vaca leiteira que os alimentam até á exaustão. Outros países valorizam as suas denúncias e atuam contra os ratos do desporto, em Portugal, pais onde o desporto é que “induca” como dizia o outro, Rui Pinto é apontado como um ladrão da pior espécie. Vamos lá entender o ser humano.

  5. estevesayres says:

    Aqui fica o meu apoio, bem merece, visto que a maioria da comunicação social continuam a navegar em águas muito turvas…

  6. Daniel says:

    Mas, o Rui Pinto denunciou alguma coisa?
    O quê/quando/onde?

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