Negociações entre quem?

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) não esteve presente na reunião que decorreu no ministério, mas fez chegar uma proposta para o Governo discutir com o sindicato, segundo Pedro Nuno Santos. [Expresso]

A ANTRAM não esteve presente. Apenas participou o sindicato e o delegado do patronato, perdão, o Governo.

Negociar significa discutir os pontos em desacordo para se encontrar uma solução que sirva ambas as partes. Que legitimidade tem Pedro Nuno Santos para negociar em nome da ANTRAM? Este episódio não passou de uma cortina de fundo para alimentar um enredo onde este sindicato não aceitou, quando os outros aceitaram.

Comments

  1. ACruz says:

    Que azar para os motoristas não haver uns Transportes j. Manuel Cordeiro, Lda.

    • Rui Vistas says:

      E não é que havia uns Transportes Francisco São Bento, Lda que,azar dos azares, foi liquidada no final de 2017?
      O j. Manuel Cordeiro saberá se o presidentte do Sindicato é mesmo camionista e em que empresa trabalha?

      • j. manuel cordeiro says:

        Isto?
        https://www.facebook.com/danieloliveira.lx/posts/2340427666024667?_rdc=1&_rdr

        Se é para falar do carácter dos protagonistas, vamos também falar do boy do PS que está na ANTRAM? Esse mesmo que foi nomeado presidente de dois tachos pelo actual governo e que é irmão do adjunto do secretário de Estado da Economia.

        Que há muitos passarões nos 3 lados da barricada todos nós sabemos. A questão que importa responder é, porém, outra. Têm ou não os camionistas razões para estar em greve? Parece que é um tema que não interessa.

    • j. manuel cordeiro says:

      Azar é os motoristas não estarem na função pública. Nesse caso teriam direito a 35 horas semanais e 5 dias de trabalho por semana em vez dos 60 horas semanais dos camionistas e com 6 dias de trabalho. E teriam sido também abrangidos pelas reversões de que Costa tanto se orgulha. Assim, são apenas portugueses de segunda.

      • Acruz says:

        Tem a certeza do que afirma?
        Mostre lá um recibo de um camionista e vai ver que temos muitos funcionários públicos a concorrer para esse lugar.
        Ninguém é obrigado a ser camionista e, nestes tempos de Costa, o que não falta é trabalho (6,3% de desemprego).

        • j. manuel cordeiro says:

          Não é o recibo que lhe dará respostas. Mas pode ler o acordo entre ANTRAM e FECTRANS actualmente em vigor. Tem um sumário aqui https://aventar.eu/2019/08/14/ponto-de-situacao-os-protagonistas-e-as-reivindicacoes-em-cima-da-mesa

          Sobre essa de não haver desemprego e etc. consta que na escravatura, os escravos têm emprego de 100% e nem por isso andavam contentes. Vá lá saber-se porquê.

          • ACruz says:

            Eu vi o que está no link quando alguém o publicou para seu esclarecimento.
            Não diz se já percebeu o valor que decorre desse acordo – na altura disse não conseguir avaliar – mas se já recebiam à volta de 1 500 euros (ouvi um motorista da TorresTir dizer que não conhecia ninguém nessa Empresa que recebesse líquidos menos do que isso), em 2020 deve aproximar-se dos 2 000.
            É pouco? Bom, provavelmente um piloto da TAP ganhará mais mas o mundo ainda não é perfeito e a vida é assim.
            Se tem empregada doméstica, deve pagar-lhe menos do que ganha, não é?
            Mas o que eu gostava mesmo de saber é se o presidente do Sindicato é mesmo camionista e em que empresa trabalha. Alguém pode esclarecer?

          • j. manuel cordeiro says:

            E eu a pensar que o Rui Vistas é que queria saber mesmo isso dos Transportes Francisco São Bento, Lda. Não se enganem nos nicks LOL

        • Paulo Marques says:

          O pleno emprego agora é 6,3%, daí a pressão salarial e pelos direitos laborais de todos. Para nem falar do êxodo à uberização.
          Juízo, pá.

        • Anonimus says:

          Também ninguém é obrigado a ser professor no ensino público. O que não falta aí são escolas privadas.
          Ninguém é obrigado a ser funcionário público, o pleno emprego está aí, é fazerem-se a uma vida melhor e mais fácil.
          Na próxima vez, ao invés da greve, ponham a carta de demissão.

          • j. manuel cordeiro says:

            E ninguém é obrigado a ficar no país. Ah esperem, parece que é preciso outros países que os aceitem.

  2. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Se mais não houvesse para provar que desde que Marcelo surgiu com o seu discurso sibilino a divisão veio para reinar, esta é a prova como este corrupto PS anda a mando dos patrões.
    Não estou nem de um lado nem do outro neste conflito, mas leio o que se vê e não posso ficar insensível a esta demonstração de partidarismo obsceno.
    Este não é um governo para os portugueses. É um governo que defende o patronato e os corruptos que levam sistematicamente a falências que é o povo tem que repor.
    Governo da vergonha, mas sem um pingo vergonha.

    • Anonimus says:

      Fosse o Pedrito Conejo a negociar em nome do Patronato…
      Onde andam o camarada De Sousa, a grande Catarina e as Manas Mortágua? A banhos, ou num Sunset num rooftop de um dos prédios do Robles?

  3. ACruz says:

    E, já agora, que azar para os motoristas não haver uns Transportes Ernesto Martins Vaz Ribeiro, Lda.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Caro ACruz:
      Pela amostra do que aqui deixou, acho que já chega arrastar a sua penosa cruz …
      Tem que tentar perceber que nem todos pensam como o senhor, independentemente de terem ou não Companhias de Transportes, tema que só traz à baila por pura demagogia.

  4. ACruz says:

    Engº Ernesto Martins Vaz Ribeiro,
    Com a minha idade, próxima da sua, o que mais me aflige nesta altura da vida é ver a nossa Comunicação Social já ter ter caído do precipício há tanto tempo mas continuar a flutuar e nunca mais se estatelar e desfazer no solo para se recentrar a partir daí.
    Pelos vistos, em breve a TVI passará a ser canal 2 do Correio da Manhã e essa possibilidade deixa-me aterrorizado.
    Já fico doente quando vejo tantos idiotas perorarem nas TV´s sobre tudo e mais alguma coisa sem o mínimo de vergonha ou de noção do ridículo.
    P. Ex., o melhor serviço público que a RTP poderia prestar aos cidadãos deste país era retransmitir os “Prós e Contras” do tempo da decisão sobre a construção da Ponte Vasco da Gama e, mais recentemente, da construção do Aeroporto de Alcochete (o aeroporto de Lisboa, tal como estava, era suficiente para os próximos 50 anos, diziam alguns cérebros que continuam a debitar opiniões sobre tudo).
    O que eu quis dizer nas afirmações anteriores é que o nosso país tem muitas situações injustas mas, parece, um motorista leva para casa mais dinheiro do que, ao contrário do que pareceu sugerir o j. manuel cordeiro, a maioria dos funcionários públicos, inclusivé, na categoria de Técnico Superior.
    Não podemos ignorar que, segundo se soube, o Pardal Henriques, se monitorizado e a manter-se na ribalta, ultrapassaria rapidamente o número de mentiras conatabilizado pelo NYT sobre o Donald Trump.
    Só no timbre de uma carta do seu escritório tem 2 moradas falsas de extensões noutras localidades.
    Melhores cumprimentos.

    P.S.- Respeito muitas das suas opiniões mas não lhe perdoo as que emitiu há algum tempo aqui sobre Mário Soares.
    Entrei ao lado dele no Estádio 1º de Maio, no 1º de Maio de 1975, acompanhei-o depois em situações exigentes de coragem fisica semelhantes e a minha admiração perdurará enquanto por cá andar.

    • j. manuel cordeiro says:

      Não sei se o que eles ganham é muito ou pouco. Mas atenção aos valores brutos/líquidos.

      O que eu sei é que o salário base é de 630 euros brutos e que as horas extras são calculadas com base neste valor (com as devidas regras definidas por lei). Portanto se estes profissionais levam um salário mais chorudo, não é por causa do salário base e dos extras. Há-de haver horas extra com fartura. E, se as há, é porque as trabalharam e pagos com ponto de partida de um salário base miserável.

      Sei também que um ponto de discórdia entre patronato e camionistas é a tal clausula 61, na qual os trabalhadores passam a receber apenas 2 horas extras, independentemente das que fizerem (e o que o CCT diz é que o conceito de dia de trabalho são 24 horas contadas a partir do início da jornada). Se isto não é motivo para greve, escapa-me o que o será.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Caro A. Cruz.
      Para começar, por favor não me trate por Engº. Aqui sou o Ernesto ou Vaz Ribeiro se preferir.
      Agradeço desde já.
      Pois eu respeito também a sua opinião, o que não quer dizer que esteja de acordo com ela.
      Acredite que na actual problemática dos camionistas, não sou nem por eles, nem contra eles. Acho que travam uma luta de quem, para ganhar mais uns cobres, reduzem o seu tempo de descanso … a trabalho, com os perigos que isso acarreta. É só.
      Depois, custa-me ver que numa luta de direitos, manifestamente os contendores estejam desequilibrados, porque manifestamente o sr. das selfies lançou o seu comentário sibilino e o governo actua como a “Maria que vai com as outras”.
      Eu separo as águas. Se PPH é o que dizem, pois que o julguem como malfeitor. Juntar de um modo oportunista como tenho visto ser feito, a pessoa (fulanização) partindo daí para atacar uma reivindicação, considero injusto e não o tolero. E por isso reajo, não para defender A ou B, antes pelo meu conceito de justiça.

      Estou completamente a seu lado nas suas preocupações quanto à comunicação social. Hoje isso não existe. Existem uns “lambedores de carpetes” a cumprir as ordens de um qualquer “His Master’s voice”.
      Também estou a seu lado nas inúmeras situações de injustiça que vivemos. Conheço muitas, a pior das quais, a que se passa com o sistema financeiro e o que nos obrigam a pagar. Uma justiça que só não funciona para as pessoas “bem cotadas na bolsa dos valores ingratos”.

      Sobre a opinião que tenho de Mário Soares, ela é das mais negativas que pode imaginar, independentemente de não negar ao caro A. Cruz a sua razão. Mário Soares foi um deportado que sempre viveu em “gaiolas” de ouro e aquilo porque passou deveria ter-lhe pesado para que não cometesse erros gravíssimos que cometeu, proporcionando o avanço da direita mais extrema.
      Pois pode não perdoar, mas sempre pensei e pensarei assim.
      Não é por uma razão qualquer que hoje ele é uma figura quase esquecida ou pelo menos, que não faz jus à imagem que poderia ter.
      As pessoas não são nem ingratas, nem estúpidas e aquele jogo dúbio que ele sempre fez, alimentou papões salazaristas e fomentou o avanço das forças que, se pudessem, até o fritavam em lume brando.
      Acho muito bem que o defenda. Não me verá emitir qualquer opinião de “não perdoo” por tal motivo. É um direito que lhe assiste.
      Eu é que não penso assim.
      Foi um prazer. Um grande abraço e sobretudo, relevo a sua educação. Cumprimentos.

  5. César P. Sousa says:

    Alguém com pachorra bastante deveria explicar ao ACruz a diferença real entre os 2000 euros pagos a um motorista e o mesmo valor pago a um técnico superior.A senhora Helena Borges ,nunca mandou um inspector tributário averiguar porque
    raio os associados da ANTRAM usam o estafado esquema de vigarice das “AJUDAS DE CUSTO”para para pagarem em média 45% do vencimento aos trabalhadores.
    Os técnicos superiores também são remunerados assim ?
    Quando um motorista se reforma ou fica de baixa é que se percebe a diferença.Para além do roubo que a ANTRAM faz aos fundos da Segurança Social através desta burla ao estado.
    Há muitos técnicos superiores,que justificam o dinheiro que nós lhes pagamos,mas também há aqueles que só são técnicos superiores porque ajuizadamente andaram a lamber o cú aos Soares,Gamas,Sócrates e demais Ali-Bá-Bás do partido Xuxialista.Não sei se este será o caso deste hominídio que se identifica no Aventar por “ACruz” .

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