[Miguel Carvalho*]
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Muito interessante, então fala-se de “jornalismo ” ?
Tem imensa piada… A comunicação social está infestada de direitolas… Jornalismo, existe muito pouco… O que abunda é v#jornalixo !!!!
Desculpe-me mas este artigo é até bastante assertivo. Diria mesmo que é uma análise muito fria e racional sobre como foi possível ao “Chega chegar aqui”.
É verdade que há muito meio de CS com agenda bem definida. Nunca tive dúvidas disso. Mas nem por isso o texto do artigo aqui editado, deixa de ser incisivo. Nomeadamente no seu último parágrafo, com o qual concordo em absoluto.
A globalização acarinhada de forma acéfala pela maioria dos partidos ditos tradicionais, com especial ênfase os sociais democratas europeus, deixaram um mar de excluídos no mundo do trabalho, sem que alguém tivesse pensado que eles ainda existem. Se lhe juntarmos a isso a corrupção, o tráfico de influências, a endogamia, e uma forte pitada de populismo, estão encontrados os ingredientes para fazer do Chega um partido com uma base eleitoral, no mínimo, agressiva.
Ouvi um dia, já lá vão mais de quarenta e cinco anos, o Dr. Sá Carneiro dizer isto:
” É no caudal dos descontentes e excluídos que o Partido Comunista vai buscar os seus adeptos”.
Hoje isto serve em boa parte para o Chega.
Sim, Sá Carneiro disse isso. E para evitar que alguns dos excluídos não engrossassem as hostes do PCP, convidava alguns para os comícios. Já aqui relatei que assisti pessoalmente a um comício na Guarda onde metade da plateia era da comunidade cigana.
Por isso acho muito estranha, muito estranha mesmo, a posição do Venturoso Escolhido pela Divindade para encarnar a herança de Sá Carneiro sobre a comunidade. Antigamente eram muito amigos. Parece que se zangaram
Há apesar de tudo uma diferença entre os excluídos desse período e os desta época.
Nessa altura os excluídos eram pessoas cuja pobreza económica tinha sido sempre a sua condição.
Os excluídos de hoje, são em boa parte os ressentidos de uma classe média baixa que se desmoronou por várias vias, desde o encerramento de pequenas e médias empresas sem capacidade para resistir às mudanças tecnológicas, licenciados e mestrados com empregos mal remunerados e precários, retornados e seus descendentes que ainda não esquecerem o velho império, etc, etc…
Perfeitamente de acordo. Apenas quis lembrar aos seguidores do Venturoso Enviado Escolhido que o passado, que ele não tem porque foi escolhido anteontem enviado agora mesmo, mas invoca, não é bem como pensam.
Sá Carneiro, por exemplo, para a Direita é tudo. Desde ser o autor da receita das batatas com bacalhau, o inventor do kiwi ou o divulgador da 70ª posição do Kama Sutra, que possibilitou uma verdadeira explosão demográfica em Barrancos, a lista de feitos não tem fim. É aliás, semelhante á do Glorioso Infante, que descobriu o mundo todo sem ter de sair de casa.
Aliás, o passado só interessa para os adversários dos Venturoso. Acusou Ana Gomes de ter militado no MRPP e de ter destruído “empresas e famílias”. Durão Barroso, que foi membro do Comité Central e, mais que isso, destacado ideólogo, não destruiu nada. Só escrevia coisas que outros interpretavam mal, coitadinho.
Mas, ao mesmo tempo, gaba-se de estarem todos os dias a aderir “antigos comunistas” à Venturosa Legião. Presumo que o Enviado Escolhido venha com procuração da divindade para relevar os pecados através da adesão à Venturosa Coisa.
Mas o Venturoso Enviado não deixa de ter alguma razão. Nos assaltos a sedes de partidos de esquerda, principalmente no Norte, havia gente do PPD, do CDS, e…do MRPP, todos em feliz confraternização. Nessa altura eram muito amigos.
Sá Carneiro ajudou, inclusivamente, militantes maoístas a legalizar partidos de “extrema-esquerda” (AOC, PCP-ml) e o então PPD concorria em listas conjuntas com eles às comissões de trabalhadores e aos sindicatos. O MRPP, aliás, apoiou Eanes nas primeiras presidenciais, o que foi amplamente divulgado e louvado pela malta da Direita, que os apresentava como uma “extrema-esquerda boazinha”.
Dir-se-á que ninguém já liga a essas coisas, já passou muito tempo e, que definitivamente, são histórias que não interessam. Não é bem assim.
Tudo isto ajuda a criar um envolvimento ideológico, uma narrativa que pretende colocar os que, desde há largos anos, vêm praticando “o mal” em confronto com a Venturosa Legião “do bem” cujos chefes, por terem sido Escolhidos e Enviados agora mesmo, estão num estado de luminosa pureza tão brilhante que até encandeia.
“Já aqui relatei que assisti pessoalmente a um comício na Guarda onde metade da plateia era da comunidade cigana.”
Em 74/75 a tropa de choque que protegia o General Galvão de Melo, eram ciganos
Isto é tudo um pu..tedo ! (Arnaldo de Matos)
Esta gente não sabe que o 25 de Abril 74 foi feito justamente para correr com o faxistas do chega ?
É claro que o CDS vai desaparecer e o PSD irá ficar reduzido.
Toda a faxaria que regressou de Espanha e do Brasil mais os legionários irão encher o Chega. Onde está o segredo ?
Pois não sei!
Mas ainda noutro dia desencostei, por engano, a porta de uma tasca em Portalegre e lá por trás estavam mais de 400 legionários! E ainda encontrei três pides atrás do balcão frigorífico e uma estátua do Mussolini que, vim a descobrir porque se mexeu, era o próprio tasqueiro.
Uma desgraça, é o que é! Não sei como escaparam durante todo este tempo!
Pelo menos eu, quando me refiro ao jornalismo, não me refiro ao jornalismo sério de investigação, o pouco que existe e muito mal recompensado.
Não, o jornalixo é chamar extremistas a partidos com um discurso com ligeiras, mas mesmo muito ligeiras, críticas ao sistema, quer nacional, quer europeu, só para defender o caminho único de centrismo agressivo. O caso do Syriza, que cumpriu os acordos muito além de Passos, ser referido como extrema-esquerda é um insulto à inteligência e uma lavagem política. Ou as imparáveis críticas pela não reacção do governo ao programa de recuperação que só agora existe, ainda sem capital. Ou a insistência em criticar tudo e o seu contrário na resposta à pandemia. Ou o constante foco em se o BE e o PCP assinam ou não assinam de cruz o que o governo propõe, como se isso melhorasse a vida dos portugueses e não as propostas discutidas todos os dias na assembleia, onde há mais partidos a contribuir (e a aprovar até mais, diga-se). É falar sempre em Sócrates e nunca em Macedo, Carlos Costa, Marco António Costa, Paulo Portas e por aí em diante. Até lhes pagam.
Não sei se é o caso do autor, mas, sim, os seus colegas entregam metade do discurso ao coisito. E, por muito que haja virgens arrependidas agora, muito editorial xenófobo, racista, falso, e de falsas equivalências continua a ser produzido e bem pago. E para isso não contribuo, o Pingo Doce, a Sonae e quejandos que paguem a sua própria propaganda, que lhes dá muito proveito. Por muito que gostasse que houvesse mais investigação como a que refere, o patrão é que manda, e com ele é com o que mantém eu não posso aguentar.
Acho que a história da “falta de oxigénio” fala por si.