Grupo Impresa: falido acima das sua possibilidades

Talvez nos cruzemos com eles numa qualquer comissão de inquérito no futuro, em que a Mariana Mortágua de então os entalará sem piedade, apenas para ficar a saber que todo o seu património se resume a um palheiro. Ou a uma mota de água. Como o vigarista protegido pelo bandido recentemente condenado, André Ventura. Ou como aquele grande empresário dos tempos do passismo, que tinha metade do passismo no bolso das moedas. Sem ter que pôr o Moedas a funcionar.

A comunicação social portuguesa, no geral, está financeiramente enterrada num buraco sem fundo. Quando a coisa rebenta, os bancos encaixam mais uma imparidade, que, mais tarde, pela via da gatunagem político-empresarial, acabará transferida e assumida pelo cofre fiscal de todos os portugueses. Porque, neste país, quem paga dívidas são os remediados e a periclitante classe média. A elite dos empreendedores parasitas não paga, reestrutura. E foge para o Brasil, ou para uma ilha paradisíaca qualquer, quando a coisa dá para o torto.

O que não se percebe, é como o Grupo Impresa mantém tantos canais no ar e títulos nas bancas. Como paga salários astronómicos a Ricardo Araújo Pereira e equipa. Como adquire formatos estrangeiros de sucesso. Como se financia uma instituição tão enterrada em dúvidas? Melhor: quem financia tal instituição? Aparentemente, não falta quem. Como não falta quem viva acima das suas possibilidades, ainda que falido.

Comments

  1. João Tigeleiro says:

    O aventar já teve melhores dias.
    Nao fosse o Expresso desmentir a notícia .
    Já só se faz comentarios de noticias de jornal, mesmo que esse jornal não mereça nenhuma credibilidade.

    • POIS! says:

      Pois tem V. Exa. toda a razão! Não vai falir assim do pé para a balsemão!

      Sei de fonte que, daqui a uns dias, o Expresso vai publicar umas coisas bombásticas sobre vigarices no Panamá! Acho que vai denunciar um caso chamado “Panamá aos Papéis”.

      Esperem e vão ver! Vai vender-se aos milhares! Milhões! Qual falência, qual carapuça!


  2. Deve ser por isso que abandonaram o anteriror edifício térreo e se mudaram para um sumptuoso arranha-céus.
    Quem paga é o urso…qual o problema?????

  3. JgMenos says:

    Desde que a cambada, para quem poupança é idiotice, acredita que o dinheiro sempre vem do Estado, que nada produz e que nem notas fabrica, entretêm-se a imaginar que isto sem empresas é que seria o paraíso.

    • POIS! says:

      Pois aqui está! Finalmente!

      Uma pequena amostra da sublime teoria económica de JgMenos!

      Sim, porque o resto vem tudo explicado na sua obra seminal “Teoria Geral dos Lagares de Azeite”, elaborada na sequência do não Menos importante “Manual Prático de Saneamento Básico”.

      Duas obras que ainda não li, porque não tive tempo. Mas espero que façam o filme e depois vou ver.

    • Filipe Bastos says:

      …entretêm-se a imaginar que isto sem empresas é que seria o paraíso.

      Sem empresas não, Jg: sem os mamões. Isto sem mamões não era o paraíso, mas era bem melhor. Para todos.

      Menos para os mamões, claro.

  4. JgMenos says:

    Quanto às dívidas do Estado, sempre acreditam que será problema para out,ros que não elels.

    • POIS! says:

      Pois lá está! Já lá reza o célebre “Fado Menos”:

      “Pensavas qu’a cachaça é água,
      Mas já reparaste que não.
      Já nem acertas nas teclas,
      Tás c’um granda camadão”

    • Paulo Marques says:

      O BCE vai ficar sem bits e a gente não sabe. Ai, não, é a perigosa inflação automagicamente, a menos que seja para pagar rendas aos teus clientes. É, claro, continua por explicar onde está o sucesso da destruição criativa bem acima do que recomenda até o vosso querido FMI.
      Não, aquilo que ficamos é sem jovens, que nem emprego, nem habitações, sem ambiente, que os recursos reais são para estourar, e sem infraestruturas a funcionar, que são um luxo só para países ricos. Mas, se nos portarmos bem, os donos da colónia vêm encher de entulho os nossos prédios e ruas, e podem comprar a nacionalidade e tudo. Isso é que é uma visão de futuro, ó menos.

  5. luis barreiro says:

    Uma pessoa lê o escrevinhado e associa logo o passos coelho, a múmia cavaca, mas os verdadeiros xulos e mamadores que até colocam o irmão á frente do grupo comunicacional nem aparece.

    • Porque no te callas ? says:

      Lá está mais um distraído a falar do que não sabe.
      Ainda o irmão não sonhava ser Primeiro Ministro de nada, e já o outro “meio”, atenção que é só “meio irmão”, era director do Expresso.
      Quando o irmão se candidatou a Secretário Geral do partido, o outro “meio” no dia seguinte pediu a demissão do cargo que ocupava. O grupo Impresa recusou e manteve-o no lugar.
      Já o pai dos dois, o único traço comum aos irmãos, era do PCP.
      Quando não souberes do que estás a falar, come uma laranja inteira de uma só vez, talvez se faça luz nessa cabecinha.

  6. Abstencionista says:

    Quando uma empresa de propaganda do regime resgata 30 milhões de euros de obrigações, com uma nova emissão obrigacionista do mesmo valor, faz tocar as sinetas de alarme dos contribuintes.
    Mais a mais quando lhe vai ser pago 3,2 milhões de euros para “publicidade institucional”, que se pretende que seja usada na luta contra o racismo.
    Como não faltam lutas “correctas” neste país, temo que vamos ter de pagar mais “publicidade institucional” á Impresa para apoiar esses combates.

    • Paulo Marques says:

      Enquanto te recusares a ser decente, que remédio.
      Quanto à propaganda do regime… vá, não tem a loira que se esforçou tanto para levares com o FMI que até apanhou cancro, mas, hmmm, onde?

  7. Luís Lavoura says:

    Como se financia uma instituição tão enterrada em dúvidas? Melhor: quem financia tal instituição? Aparentemente, não falta quem.

    Pois não. São os emissores das “obrigações SIC”, que muita gente comprou. Ou seja, muita gente os financia. Não somente bancos.

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.