Desproporção (ou inoperância) policial

Durante as últimas semanas tem-se verificado um acréscimo nas acções das polícias (PSP e GNR) em operações stop, colocação de radares e carros descaracterizados, à paisana, naquilo que, na minha opinião, é um aproveitamento do MAI das fragilidades das pessoas. Vivemos tempos difíceis, por conta da pandemia. Os rendimentos desceram e muitos perderam o trabalho que tinham, tendo, agora, dificuldade em arranjar nova colocação. Por tal, é inadmissível o cerco policial (por outras palavras, a caça à multa) que se tem verificado.

Ontem, durante a noite, em Reguengos de Monsaraz, várias pessoas foram atropeladas, durante uma rixa. A polícia esteve presente, neste caso a GNR, e assistiu ao momento. No entanto, nada fez. A passividade das forças de segurança, neste caso, é revoltante e não serve a população.

A gravidade do caso em concreto é de extrema importância. A polícia, em qualquer que seja o caso, deve estar ao serviço da comunidade, nunca contra ela. Ainda assim, e desde sempre, não é isso que acontece. As forças de segurança estão, historicamente, ao serviço das elites. E isso tem de mudar.

Comments

  1. Júlio Rolo Santos says:

    A GNR devia de início cortar logo o mal pela raiz prendendo o condutor que sai da viatura para agredir um transeunte e não o fez. E isso resultou no cobarde atropelamento, por parte do mesmo mafioso, causando vários feridos.

    • João L Maio says:

      Júlio,

      Daquilo que vi, no vídeo, estavam 2 polícias para um número muito grande de transeuntes.

      Sendo esta a realidade, e a meu ver, deveriam ter sido chamados reforços a tempo. Ou, quando muito, terem tomado nota da matrícula… foi bem à frente deles.

      Ainda assim, sabemos, as polícias servem as elites.


      • Mas eles tomaram nota da matricula e chamaram reforços.
        Estes infelizmente não vieram a tempo. Consta que a GNR ainda não dispõe de serviços de tele-transporte.
        De resto não entendo o que mais os dois guardas poderiam ter feito. Poderiam sacar das armas e com algum azar acertar em algum dos transeuntes.

        • Filipe Bastos says:

          Uma coisa é andarem aos tiros, outra é assistirem a pancada, cadeiradas e atropelamentos como bananas. O que vemos no vídeo são dois bananas.

          No mínimo davam um grito ao trinca-espinhas que desatou aos pulinhos, o pior de todos. Não se vê qualquer reacção; estarem ou não ali é igual.

          Como disse o João Maio, para caçar multas e servir mamões pode-se sempre contar com a polícia. Sempre. São muito valentes quando em grupo e de bastão na mão. Fora isso, nem por isso.

        • Alberto says:

          Os GNR poderiam ter usado o gás pimenta que transportam no cinto. Podiam ter se imposto com uso do cacetete nos desordeiro. Assim deixaram a mensagem que a solução para evitar ser atropelado por um desordeiro é atropelar primeiro.

  2. Alexandre Barreira says:

    …ó da guarda….acudam…..que é polícia…..!!!!


  3. Querem ganhar 430 paus de subsidio de risco ? Mas qual risco ?

    • JgMenos says:

      O risco de terem armas por adorno e terem de enfardar as ‘liberdades’ de todo o fdp..

      • POIS! says:

        Pois tá claro! É um escândalo! É lamentável:

        Ponto um: que aos polícias não sejam fornecidos arrecadas e gargantilhas de qualidade, em vez dos pesados e malparecidos adornos que os caraterizam;

        Ponto dois: que ainda corram o risco de terem de enfardar, pelo Menos, as “liberdades” de todo o dito cujo..

  4. POIS! says:

    Ora bem, João…

    Sinceramente, Acho que o discurso do “serviço ás elites” é um tanto redutor.

    Depois de ver o vídeo e de mais umas coisas nas televisões a minha impressão é que este incidente decorreu assim porque convinha que decorresse. É preciso que se continue a arranjar maneira de justificar o discurso populeiro. E, é claro, a necessidade de permanente crescimento, reforço e despesa das, e com, as “forças da ordem” (entre aspas, porque é a expressão mais utilizada. Desta vez não é ironia).

    Os liberaleiros de serviço vendem-nos frequentemente que a evolução do capitalismo irá aproveitar a todos, e que o triunfo da racionalidade e da eficiência económica se irá traduzir em mais e melhor emprego.

    Ora, o que está a acontecer é precisamente o contrário. Os setores que têm crescido, em termos de emprego, são precisamente os que vivem da irracionalidade. São exemplos disso as áreas da segurança (pública e privada) e dos setores ligados ao ambiente (reciclagem, etc.). E, como sempre o da guerra, muita dela feita atualmente por autênticos exércitos privados.

    Entre os maiores empregadores deste país estão as empresas de segurança privada. E qual é a “matéria-prima” de que vivem? Pois a…insegurança! O mesmo se passa com a reciclagem. Vive de quê? Do desperdício e da irracionalidade consumista.

    Ultimamente as “forças da ordem” têm sido agitadas por várias movimentações. Entre estas está o venturoso “Movimento Zero”. E alguns dos sindicatos que pululam às, literalmente dezenas nas tais “forças”. Não há fome que não dê em fartura: depois de largos anos a lutar pela sindicalização que lhes foi negada, formaram-se dezenas de sindicatos, alguns dos quais tinham tantos sócios como dirigentes e delegados sindicais, com as respetivas dispensas de trabalho. (*)

    Ora, já dizia o outro que “não peças a um tipo que conheça um determinado facto quando o seu emprego depende da sua ignorância”. Que aqui poderia ser adaptado para “não peças a um tipo que promova a segurança quando o seu emprego depende da desordem”. Veja-se, a outra escala, o que se está a passar em Cabo Delgado e o negócio das “empresas de segurança”, vulgo mercenários, russas e sul-africanas, entre outras.

    Atenção: não quero generalizar. tal como quando se apontam etnias, raças, origens, classes sociais, “classes” profissionais, ou seja lá o que for qualquer generalização pode ser preconceituosa e injusta. Já presenciei muitas ações eficientes e corretas das “forças da ordem”. Também, felizmente em menor escala, já presenciei o contrário.

    Nota: quando digo “presenciei” estou a referir-me apenas ao que vi pessoalmente, não ao que passa nos “media”. E penso que os guardas da PSP e da GNR devem ter um estatuto profissional e remuneratório justo, que lhes permita o que deveria ser o maior dos objetivos: o de que trabalhassem o menos possível, por não ser necessário.

    Este capitalismo estúpido em que vivemos já por variadas vezes condenou á miséria ou á inexistência os promotores de eficiência. Mandaram-se professores para casa porque o insucesso escolar diminuiu. Fecharam-se hospitais porque a procura diminuiu, instituições de apoio a comportamentos aditivos porque a política de descriminalização das drogas levou a uma baixa no consumo de heroína (que é a praga mais devastadora).

    Sinceramente, não quero que se venha a passar o mesmo com a segurança pública.

    (*) Por muito que alguns não acreditem, é muito mais fácil constituir legalmente um sindicato que uma comissão de trabalhadores (CT) de empresa!

    Meia dúzia de tipos legalizam um sindicato. Uma CT passa por várias fases, todas elas carregadas de burocracia e só é possível de constituir se a maioria dos trabalhadores de uma empresa assim o votarem. Noutra oportunidade poderei desenvolver melhor, incluindo as razões por que tal continua a acontecer, na minha opinião.

    • Filipe Bastos says:

      Pois não acho que o discurso do “serviço às elites” seja redutor. Acho que é precisamente para isso que a polícia foi criada, e que é essencialmente para isso que continua a servir.

      Tem razão quanto ao lobby da segurança, que vive do medo, ao aproveitamento do Chega e aos chulecos dos sindicatos. E há realmente uma contradição: quanto melhor trabalham certos sectores menos são – ou parecem – necessários.

      É bom não darmos pela existência da polícia ou dos bombeiros; é bom nunca termos de visitar um hospital. Como os árbitros dos jogos, quanto menos trabalharem melhor.

      O capitalismo não consegue lidar com estes casos, tal como não consegue evitar que privados lucrem com desgraças, sejam empresas de segurança, de armamento, prisões, farmacêuticas, ou as que beneficiam com os fogos.

      • POIS! says:

        É redutor, na medida em que há muita motivação de caráter particular, de interesse imediato, que está para além disso. É aí que quero chegar. Não duvido que continue a servir os interesses das elites.

    • Abstencionista says:

      Estou curioso acerca do teu debruçar sobre as CTs para me rir um pedaço! …eheheh…

      P.S. Por falar em rir: já há muito tempo que não me dedicas um “puema”.
      Estás com falta de inspiração?

      • POIS! says:

        Pois não.

        Simplesmente V. Exa. daqui não leva mais troco. Até porque não mete piada nenhuma.

        Se se sentir muito só, pois vá dando beijinhos ao bobbi.

        • POIS! says:

          Ah! E em breve falarei sobre isso das CTs, pelo que V. Exa. se vai rir muito. Muito mesmo.

          Como toda a gente sabe, qualquer néscio do calibre de V. Exa. se ri a bandeiras despregadas quando quer disfarçar a idiotice.

          É isso e armar-se em caç(g)ador de “plágios”. Está tudo nos livros de Psicopatologia.

          • Abstencionista says:

            Apesar da minha conhecida modéstia, tenho a informar que estás a lidar com o ex-coordenador daquela que foi uma das maiores, mais influentes e eficazes CT do país.

            Lutando de forma inaudita contra essa minha modéstia, mais informo que ao nível da “minha” CT só descortinava a da Auto-Europa, no tempo em que o BE priorizava os portugueses em vez das ideologias divulgadas pelo NYT.

            Sem pertencer ao partido, que procurava nas CTs o que não conseguia nos sindicatos, conhecia melhor o Hotel Vitória do que tu conheces o parque.

            P.S. Depois não te vás queixar ao maio que eu te humilhei publicamente.

          • POIS! says:

            Pois é!

            Louvo aqui publicamente a inusitada modéstia de V.Exa. Vou mesmo hoje propor que seja condecorado com uma comenda. Quando o Berardo devolver a dele, talvez se arranje qualquer coisa.

            Deve ser por isso que há milhares no país! É pela facilidade de constituição e funcionamento! E porque a burocracia sindical gosta muito delas! Eu é que não tinha reparado!

            A mim não me humilha quem quer! Muito menos gente da sua laia.

            Deve ter razão em relação ao Hotel Vitória. Nem sei do que vem a propósito tal conversa. Até pode conhecer melhor, não é difícil. Eu não conheço o tal “parque” de lado nenhum!

          • POIS! says:

            Pois, e já agora…

            Estou à espera que apareça o tal artigo do “jornal regional” que eu plagiei.

            Já que V. Exa, por uma vez, se armou em “sério”, ficava-lhe bem que aparecesse. É que nem sei de que região é: Alaska? Patagónia? Arrentela? Mogadiscio?

          • Abstencionista says:

            Confessa que ficaste varado com a minha experiência na luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores, na primeira linha de fogo e não na primeira linha da treta.

            “Correio dos Açores” porque pediste com educação.

          • POIS! says:

            Pois não fiquei nada varado!

            Conheço de gingeira muitos “defensores” da própria carteira e da sua promoçãozinha que fizeram carreira nesses locais. Também conheço outros que não.

            Quanto a V. Exa, dispenso-me sequer de querer conhecer. Uma gajo que se gaba de humilhar os outros deve dar um ótimo coordenador de CTs. É uma ótima qualidade, para começar. Onde é que treinou tal capacidade?

            “Correio dos Açores”? Tá bem! Tive medo que fosse de mais longe! Estava à espera de qualquer coisa tipo “Notícias da Ilha de Páscoa”.

            Nunca o li, que me lembre. Diga lá o artigo e o local do plágio!

            Fico à espera! V. Exa. sabe perfeitamente que está a mentir! Já uma vez meteu as patas de trás pelas da frente!

  5. Paulo Marques says:

    Fica esclarecido para o que serve, e para o que não serve, a polícia tal como existe. Não era o subsídio de risco nem era treino adequado, embora necessários, que transformavam os dois agentes no Jonh McLane; nem a força letal parecia mais segura até ao imbecilidade inaceitável. Tal como estes também não resolviam problemas em intervenções desproporcionais no sentido oposto. Tal como mais importante seria tornar boa parte da polícia redundante evitando os problemas sem correr atrás do prejuízo.

  6. Luís Lavoura says:

    Os rendimentos desceram e muitos perderam o trabalho que tinham, tendo, agora, dificuldade em arranjar nova colocação. Por tal, é inadmissível o cerco policial (por outras palavras, a caça à multa) que se tem verificado.

    !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Quer dizer que, pelo facto de muitas pessoas estarem desempregadas, a polícia deve deixar de impôr o cumprimento da lei? Quer dizer que uma pessoa, pelo facto de estar desempregada, deve passar a poder violar impunemente a lei?

    Eu nem acredito no que leio…

    • João L Maio says:

      O Luís vem provando, a cada comentário, a sua incapacidade cognitiva na interpretação das palavras.

      Já pensou em tirar o 9.o ano à noite?


      • Estou como o LL. O tem a baixa de rendimentos das pessoas a ver com policias a colocar radares na estrada?

        • João L Maio says:

          Percebo que a vossa compreensão seja limitada, mas volte a ler.


          • Reli 3 vezes e fiquei na mesma…Terá a bondade de satisfazer a minha curiosidade?

          • Abstencionista says:

            O Maio pretendeu escrever qualquer coisa com sentido, mas o condicionalismo do politicamente correcto levaram-no a parir um texto que nem o próprio sabe interpretar.

        • João L Maio says:

          Eu lado algum digo que se deve suspender seja o que for.

          A única coisa que disse é que “Durante as últimas semanas tem-se verificado um acréscimo nas acções das polícias (PSP e GNR) em operações stop (…)”.

          Qual a parte do “acréscimo” que não entendem?

          Parece-me que já não é só o sars-cov-2 o vírus que prolifera, caríssimos.


          • “Durante as últimas semanas” significa o inico da época de ferias. Altura em que muitos portugueses metem a família no carro e zarpam a 200Kmh rumo ao sul. E claro, a policia toma medidas contra esses abusos.
            A parte da quebra de rendimento é que não entendi bem.
            Talvez tenha sido a sua intenção embelezar o texto com um toque de surrealismo.

  7. JgMenos says:

    Quem tem cu, tem medo.
    E a cambada cigana está estribada na sua acção tribal, e no suporte do multiculturalismo da cretinagem progressista.
    O seu horror ao trabalho a horas certas, leva-a a preferir o remanso das cadeias, à disciplina.
    E como as armas da polícia são enfeite de auto-defesa… temos este desrespeito e esta arrogância.
    Se arriscassem levar um tiro nos cornos nada disto ocorria.

    • POIS! says:

      Pois compreende-se. Destaco, ao menos, três apontamentos:

      O fundado receio de V. Exa. tem origem, precisamente, no fundo. Das costas.
      Os polícias enfeitam-se de forma muito sexy. À falta de brincos, usam armas.
      Por razões de índole idiossincatico-frontal V. Exa. tem perfeita noção do risco de ser alvejado.

      • Abstencionista says:

        O que tu precisavas era de levar uma traseirada de um cigano analfabeto, mas com carta de condução, sem seguro, que te pusesse a traseira num cristo e te desse 50 euros para a reparação.

        • POIS! says:

          Pois, e V. Exa. precisava do mesmo, precisamente.

          Mas com uma diferença: nem os 50 euros recebia. O “material” que aí tem não merece!

    • Paulo Marques says:

      Estão à espera que lhes cries emprego de contabilidade criativa. Ou de cowboy das redes sociais.

  8. Júlio Rolo Santos says:

    Todos sabemos que quem se mete com a ciganada leva e a polícia não é excepção. Digo ciganada porque ouvi—os chamar racistas a quem teve coragem para os enfrentar. A polícia encolheu—se para não ter que enfrentar um processo disciplinar e uma condenação em tribunal porque os Senhores Magistrados também receiam serem apelidados de racistas. Há ainda muita coisa por esclarecer sobre os privilégios de que gozam muitos ciganos neste país país..

    • Paulo Marques says:

      A polícia encolheu-se porque eram dois, nem treino de armas recebem, e a maior parte dos confrontos não dão em nada porque os machos são mais bazófia que outra coisa.

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