O capitalismo tem uma relação amorosa com a discriminação

Fotografia: EPSILON

Depois de se recusar a usar biquíni durante os jogos, a Selecção feminina de andebol de praia apareceu em campo de calções, tal qual os atletas da Selecção masculina, do mesmo desporto.

Por tal, enfrentam, agora, uma multa, pois, diz a Federação Europeia de Andebol que é mais “atractivo ao espectador” e, também, “gerador de mais patrocínios” que as atletas se dispam – o contra-senso é tão grande que espanta-me que a FEA não se aperceba disso.

Não espanta, ainda assim, que o machismo estrutural (que – e lá chegaremos – anda de mãos dadas com o capitalismo selvagem imposto pelo neo-liberalismo que hoje vigora nas sociedades ocidentais) se revele, mais uma vez, de unhas para fora e dentes afiados, escorrendo baba, qual predador pronto a atacar a sua presa com uma dentada no pescoço. Mas a questão é que atletas de alta competição, sejam de que género forem, são isso mesmo: atletas. E o único factor de atractividade deve ser, como é lógico, a qualidade do desporto que praticam e não a roupa que usam ou os atributos físicos de que dispõem.

E num Ocidente cada vez mais virado para o conservadorismo bacoco de antanho, como História que se repete de forma cíclica, polarizado entre os que querem voltar atrás e os que gostariam de progredir um pouco, as contradições são óbvias. E basta usar exemplos recentes. Senão, vejamos.

Se uma aluna usa um decote mais vistoso: “tapa-te!”.

Notícia do PÚBLICO

Notícia JN

Se atletas usam equipamentos menos “sugestivos” (isto, na visão do organismo) e isso não vende – sim, camaradas, ainda há gente que até no desporto sexualiza as mulheres e usa os seus corpos como um meio para atingir um único fim, o lucro: “dispam-se!”.

E outra; se uma muçulmana usa uma burkha na Europa: “tira!”.

Notícia DW.

Já não entendo o capitalismo e a sua relação amorosa com o machismo estrutural e todas as outras formas de discriminação. Quer dizer, entender entendo, pois um não sobrevive sem o outro.

Por fim, os meus parabéns às jogadoras da Selecção de andebol de praia da Noruega pela posição que tomaram.

Mulher é Ser Humano, não é carne para canhão nem o lucro do patrão.

Comments

  1. Abstencionista says:

    Andebol de praia nunca vi mas deve ser interessante!

  2. Paulo Marques says:

    Não, não, se for muito curto também é mau

    https://www.theguardian.com/sport/2021/jul/19/paralympian-olivia-breen-dismayed-after-being-told-sprint-briefs-too-short

    O importante, percebe-se, é que não decidam sobre a sua vida, mas apenas se conformem.

  3. POIS! says:

    Esta polémica já existiu no voleibol de praia. E muita gente pôs em causa a exigência dos bikinis. Cada pessoa é diferente e, certamente, há mulheres que gostam menos de usar bikini, o que se tornava um fator de exclusão estranho à qualidade desportiva das atletas.

    As andebolistas norueguesas têm o meu inteiro apoio. Ninguém tem de ser “modelo à força” como reza a canção do Zeca.

    A exigência do bikini foi abolida, salvo erro, nos Jogos Olímpicos de Londres. Bem, rezam as crónicas que se pôs um “briol” de tal calibre que, à noite, as duplas tiveram mesmo de envergar camisolas e “leggings”. Mas claro que não foi esta a razão.

    A Federação Internacional terá acabado por ser sensível aos protestos de mulheres atletas de países onde, sendo já difícil o acesso das mulheres á prática desportiva, tal “dress code” se tornava em mais um obstáculo. Estou-me a lembrar por exemplo da Turquia, do Egipto, da Tunísia ou da Argélia. Ou mesmo do Irão.

    Precisamente em 2016, no Rio, estreou-se uma dupla do Egipto em que uma das mulheres, inclusivamente, usou “hijab”. Dos 127 atletas que o Egipto levou ao Rio apenas 37 eram mulheres. Na altura, foi considerado que a simples participação desta dupla tinha sido uma vitória. Veja-se o DN da altura:

    https://www.dn.pt/desporto/rio-2016/perderam-mas-fizeram-historia-5327340.html

    A luta das mulheres em muitos locais do Mundo (e até cá pela Europa, embora a outro nível) é feita, muitas vezes, de pequenos progressos.

    • Abstencionista says:

      Não tens emenda!!!
      Ao menos podias referir os sites onde foste cortar e colar o paleio lá de cima.
      (Fonte: Jogo, Reckord, IOL, JN…etc.)

      “As andebolistas norueguesas têm o meu inteiro apoio”.
      Elas estão mesmo à espera do teu apoio hipócrita para lhes dar moral …eheheheh…

      Pois vou-te dar uma notícia:

      Há muitas raparigas portuguesas que nem desporto podem praticar.
      Que não podem namorar, não podem viajar, não podem estudar, não podem escolher com quem casar, não podem escolher uma profissão!
      Que estão casadas e sob o domínio do marido antes dos 18 anos.
      Que muitas, aos 16 anos, já têm filhos para criar e muitas ainda, pois uma já é imenso, aos 14 anos estão na mesma situação!

      E se fosses pró “xaralho” com o apoio às cuecas das norueguesas quando não tens uma palavra de denúncia em relação a essas portuguesas.

      Não passas de um hipócrita!!!

      • POIS! says:

        Pois olha quem fala!

        O Ca(g)çador de “plágios”!

        V, Exa. é um retinto aldrabão e pensa que os outros não toparam. Se quer humilhar tente outra tática. Mas um sistro como V. Exa. não humilha quem quer!

        Pensa que a atividade propagandeira estalinesco-populista, que aprendeu lá pelo Vitorioso Hotel e aprofunda nas Venturosa Residencial passa despercebida. Mas não.

        Ontem disse que eu tinha plagiado um texto da minha autoria, relatando uma experiência pessoal de uma lista proposta por cidadãos DE QUE FUI CANDIDATO. Até hoje não apareceu a tal “obra original”.

        A última versão era que copiava um texto da “imprensa regional”. Do “Correio dos Açores”. Com tanto azar que, confirmei, foi um site que nunca abri!

        V. Exa. pode ter sido tudo. Mas não sei se devemos acreditar. A aldrabice é tão evidente! O resto são “opiniões”. Guarde-as para V. Exa. e partilhe-as com o bobbi

        • POIS! says:

          Na terceira linha é “sostro”. É uma errata importante…

        • Abstencionista says:

          …”retinto”…

          Só pensas no tintol seu cara de “xaralho”!

          …eheheh…

          • POIS! says:

            Pois o que eu poenso é que que V. Exa. é…

            …um RETINTO aldrabão.

            Referências:

            “retinto

            “1. Tinto novamente.

            Que tem cor carregada.
            Que tem o pêlo semelhante ao dos cavalos castanhos (touro).

            “retinto”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/retinto [consultado em 22-07-2021].”

            Confere! Depois disto, pode ter cara do que quiser!

      • POIS! says:

        Ah! E só mais uma coisa…

        Há por aí muito comentário para V. Exa. “fiscalizar”. Pelos vistos prefere perseguir quem quer “humilhar”. Não lhe chega ser aldrabão e arma-se em psicopata de serviço.

        Não vai longe. Chamar-me hipócrita, vindo de V. Exa. é uma honra. É sinal que não sou da sua laia.

        Muito obrigado, portanto.

        • Abstencionista says:

          Querido Pois,

          Eu não te quero humilhar, quero apenas educar-te de forma a que te tornes um homenzinho e não um hipocritazinho!

          …e “puemas” não mandas nada?

          • POIS! says:

            Pois não!

            Já lhe recomendei que vá à “pueta” que o pariu.

            Ela tem lá muitos!

        • Abstencionista says:

          15:06, 15:07, 15:43,…estás a “trabalhar”?

          Também recebes o RSI?

          (parasita)

          …eheheh…

          • POIS! says:

            Pois aqui vai a resposta, ao Herr Abstencionista (plagiada obviamente):

            “18:07, 18.13, 18.19,…estás a “trabalhar”?

            Também recebes o RSI?

            (parasita)

            …eheheh…”

          • POIS! says:

            Pois estou preocupado…

            Com a resposta anterior. Temo que as indigência mental de V. Exa. não lhe permita entender o seu alcance.

            Mesmo assim arrisquei. Se causei a V. Exa. um qualquer agravo, as minhas sinceras desculpas.

      • POIS! says:

        Só mais uma!

        O texto do Maio é sobre a comunidade cigana? Não é, pois não? Podia ser, mas não é, pois não?

        Então porque teria eu de falar sobre isso aqui?

        E porque razão V. Exa. deixou a coisa em meias-palavras? É para parecer “bonzinho”?

        Ficam-lhe bem essas “lágrimas de crocodilo”. Aliás, lá na minha terrinha a expressão em voga é mesmo “pranto de Abstencionista”. É mais moderno!

        Quanto ao tal “xaralho”, desconheço o que seja. Já procurei nos melhores dicionários e não encontrei.

        Mas atendendo a que V. Exa. traz tal coisa sempre à mão, deve ser uma algo que lhe dá muita satisfação e contentamento.

        Que lhe faça bom proveito.

        • Abstencionista says:

          16:10… só podes ser um avençado a “trabalhar”!

          • POIS! says:

            Pois sim. Eis a resposta, obviamente plagiada:

            “18:20… só podes ser um avençado a “trabalhar”!”

          • POIS! says:

            Pois estou igualmente preocupado…

            Com a resposta anterior. Temo que as indigência mental de V. Exa. não lhe permita entender o seu alcance.

            Mesmo assim arrisquei. Se causei a V. Exa. um qualquer agravo, as minhas sinceras desculpas.

      • Paulo Marques says:

        Ufa, pensei que estivessem proibidas de sair sozinhas até terem 18, e só com camisolas, em nome dos bons costumes.
        Imagino que tenhas números, então.

        • Abstencionista says:

          O teu mundo é muito pequeno, porque a tua ignorância é muito grande.

          Aí vai:
          (Fonte: Estudo sobre as comunidades ciganas; Investigadores Manuela Mendes, Olga Magano e Pedro Candeias; Edição do Alto comissariado para as migrações (2014)).

          No entanto sei de uma investigação mais recente, julgo que de 2017 ou 2018, levada a cabo por uma equipa de investigadores do ISCTE, da qual li alguns excertos nos jornais, com estatísticas abundantes e muito detalhadas.
          Vou ver se um dia destes googlo o original.

        • POIS! says:

          Paulo, os estudos não revelam tudo, e a situação é muito mais complexa do que parece à primeira vista.

          Do contacto – sempre limitado, por ser um tanto formal – que tive com uma mulher da comunidade (que era, ela mesma, um caso atípico) retirei a impressão de que há forças muito contraditórias em ação. Por exemplo, a filha dessa senhora completou o 12º ano e tem uma profissão não habitual na comunidade. É trabalhadora independente.

          Segundo me disse a neta também frequentou o secundário, mas tinha ficado incompleto ( faltava-lhe concluir duas disciplinas). E tinha acabado de ser mãe mas. segundo me disse, iria tentar a conclusão mais tarde.

          Apesar de tudo, e fruto de uma correta discriminação positiva (quando é possível) o número de oriundos e oriundas da comunidade a frequentar o Ensino Superior também tem aumentado.

          Bem e, ao mesmo tempo, há notícias de que se intensificam os “casamentos” precoces. A minha interlocutora expressou-me isso mesmo (ela própria tinha sido vítima dessa prática).

          Num programa da TSF (“Botequim”) ouvi uma curiosa explicação (dada por uma socióloga cigana): a influência das igrejas evangélicas. Penso que se referia, particularmente, á “Igreja de Filadélfia”, criada no seio da comunidade e alinhada com os seus costumes e tradições. Faço notar que, de um modo geral, a ação dessa instituição tem sido louvada porque levou a um abrandamento das atividades ilegais e das ocasionais lutas de clãs.

          Segundo compreendi, a proibição estrita de contactos sexuais antes do casamento, que antes era tolerada nos rapazes, leva a que a “única solução” seja agora a de…apressar os “casamentos” para evitar os “pecados”.

          O programa deve estar em “podcast” no site da TSF e merece uma audição atenta.

          • POIS! says:

            Se quiser fazer algum comentário…

            Veja bem as horas a que o faz, Paulo! O fiscal dos horários de trabalho não perdoa!

            Por favor Abstenha-se de comentar entre as três e as seis da tarde! Pode ser fatal!

            (A não ser que seja um “parasita” e esteja a receber o RSI. Aí já pode!).

          • Abstencionista says:

            Pois…tens uma grande lata!!!

            Lá foste ao estudo que enviei ao P. Marques e não resististe ao vício do corta e cose.

            “Do contacto – sempre limitado, por ser um tanto formal – que tive com uma mulher da comunidade … ”

            Apesar do contacto ser formal a senhora contou-te muita coisa!!!!!!

            Grande aldrabão …eheheh…

          • POIS! says:

            Pois foi.

            Contou sim! V. Exa. conhece-me de algum lado para duvidar? É claro que não coloquei aqui nem metade do que sei. Estou sujeito a uma coisa que V. Exa. Badalhoca nem sonha: o segredo profissional!

            Agora tenho de agradecer penhoradamente a V. Exa. é a “divulgação” do estudo. Só um génio como Sua Excelência Abstencionista nos poderia facultar tal obra, que não está ao alcance de qualquer um!

            Bem, o ser a primeira a “saltar” no google, pode ter ajudado, mas só um bocadinho.

            Estou farto de conhecer tal estudo.

            Diga lá CONCRETAMENTE onde está o “corta e cose”, seu retinto aldrabão, venturoso propagandista estalino-populeiro!

          • Abstencionista says:

            Ouviste no “Botequim”?

            Não estás a confundir com a “Tasca da zarôlha”?

          • Abstencionista says:

            “Estou sujeito a uma coisa que V. Exa. Badalhoca nem sonha: o segredo profissional!”

            És padre?

            Desculpa…com a religião não brinco!

          • POIS! says:

            Pois tá bem Excelência badalhoca!

            Onde vai o “Abstencionista” “paternalista” e “sério”, assim tipo “pai de família”.

            Tudo se começa a confirmar em relação a V. Exa.

            A resposta é tão atrasada mental que nem merece comentário.

            “Tasca da zarôlha”? Não frequento. Deve ser no Brasil. A avaliar pelo acento circunflexo, pelo menos.

            Ou então, o que é mais realista é que V. Exa. ou leu mal a tabuleta à entrada, ou já não atina com as teclas.

  4. JgMenos says:

    Quando as gajas se despem, é o direito à imagem -nada de sexo.
    Se se tapam, estão reprimidas pelos machos – coisas do sexo.
    Se se despem no varão – fazem pela vida.
    Se se tapam em jogo de praia, para logo se despirem para ir ao banho – algo como igualdade de género ou o desporto por si.

    Ser progressista é cá uma dose de análise; e dizem-me que chegam a interessar-se por sexo, aquela coisa que já os neandertais praticavam!

    • Paulo Marques says:

      Também quer mandar um pénis para perto do espaço para se sentir realizado?

      • POIS! says:

        Pois, desculpe, ó Paulo, mas não lhe deu a alternativa.

        Era se não quer antes mandar o espaço para um pénis.

        Talvez se sentisse, quiçá, pelo Menos, mais realizado.


    • Desculpe lá, mas qual é o problema de serem as gajas a decidirem o que vestem?

    • POIS! says:

      Pois é!

      E, segundo consta, V. Exa pode conformá-lo, porque praticou.

      Foi em…não, foi daquela vez que…calma, terá sido em…ora! Foi!

  5. Filipe Bastos says:

    Bom. Primeiro: bardamerda para o andebol de praia, de montanha ou de roupeiro, para a federação e para os/as ‘atletas’ de tal bodega.

    O mundo tem demasiados pseudodesportos que só ocupam tempo que podia ser ocupado de forma mais produtiva para a sociedade, incluindo a carneirada que segue tais bodegas. Pior, a treta da ‘alta competição’ perverte valores e normaliza a desigualdade.

    Segundo, quando li que as tipas apareceram de calções pensei que fosse apenas de calções. Já ultrapassei a decepção.

    Terceiro, já enjoam as histórias das vítimas disto e daquilo, que são na verdade privilegiadas relativamente à vasta maioria das pessoas que têm de ganhar a vida trabalhando bem mais por bem menos. Tadinhas das meninas, não querem usar bikini.

    Trazer à baila as ridículas burkas ou a hipocrisia puritana dos EUA é forçado, para não dizer absurdo. Entre andar de bikini e andar vestido de Mancha Negra há, convenhamos, um vasto meio-termo. E a canalha americana não é exemplo para ninguém.

    • POIS! says:

      Ora lá está!

      Não podem as meninas ocupar o tempo de forma mais produtiva para a sociedade?

      Quem não vê que o andebol de praia é um desporto degenerado? Bardamerda! Queime-se! Talvez até tenha sido inventado por algum judeu e pelo sim pelo não…

      Estas tipas de gajas, se tivessem de fazer “strip” para ganhar a vida queixavam-se menos. Não querem mostrar o material à maralha! Tadinhas!

      Fossem todas assim e não veria a luz a insigne Obra do Kundera! Era só literatura chula e mamona!

    • João L Maio says:

      C’a grande javardola, ó Bastos.Espero que a sua senhora não sofra muito… veja lá, sou descrente mas até vou rezar por ela.

    • Filipe Bastos says:

      Maio, sabe que não aturo histerias woke. Falar deste tema, no tom deste post, é isso mesmo.

      A primeira estranheza devia ser como raio há tempo e recursos para ‘andebol de praia’; a segunda por que raio tem a Noruega uma selecção – feminina ou masculina – de tal coisa. Vá lá não falar da selecção de esqui alpino do Iraque.

      Depois descobriu a pólvora: há quem veja mulheres jovens com belos corpos aos pulos, seja de calções ou de bikini, de forma “sexualizada”. Nunca deve ter visto o Top Gun e outros filmes com tipos descascados a jogar voleibol na praia; ou deve julgar que a larga maioria dos espectadores de desporto – que são homens – assistem a jogos entre mulheres pelo… jogo.

      E depois admira-se de a esquerda ser ignorada ou gozada por todos que não estão para aturar estes dramas de merda, num mundo onde quase mil milhões passam fome. Para cúmulo, responde com um ad hominem. Francamente.

    • Paulo Marques says:

      Sim, esse desporto amador fazedor de milionários, onde nem o treino da actividade não exclusiva é trabalho.
      É a tal consciência de classe de quem preferia que também passassem fome.

  6. Abstencionista says:

    Querido Xô Pois,

    Percebi pelo teu postal acima que desconheces os horários do mundo do trabalho.

    Tens sorte por teres arranjado um tacho de avençado aí junto das ratazanas pois parece que não tens de cumprir horários.

    No entanto sempre te vou informando que há pessoas que trabalham sujeitas a horário, como eu e milhões de portugueses.
    Por exemplo: entrar às 8h00 sair às 12h00 para almoço; reentrar às 13h00 e sair às 17h00.
    Por isso os meus postais são emitidos sempre fora dessas horas porque…nas outras horas estou a trabalhar.

    Percebeste estúpido?
    Estuda e aprecia o poema que te envio.

    • POIS! says:

      Pois folgo imenso!

      Que, ao contrário de milhares de portugueses V. Exa. tenha arranjado um tachinho com horas e emprego certo!

      E entra ás 8 e sai às 17. Parabéns!

      Valeu a pena ter aprendido o que aprendeu lá no Hotel Vitória!
      V, Exa. resolveu o seu problema!

      Parabéns!!!

      NOTA: talvez existam portugueses com outros horários…Não consta que o “Turno Abstencionista” seja único!

      NOTA 2: V. Exa. é mesmo burro que nem uma porta! Não é preciso mais!

  7. Abstencionista says:

    Aqui vai um mote, bem glosado por mim, dedicado ao parasita do rsi Xô Pois!

    Título: “O Pois tem dois amores””

    Sax: buééééééé–

    “O Pois do largo do ratos
    Com a alma depravada
    Tem dois amores dominantes
    Na sua vida agitada.”

    “O primeiro dos amores
    É fácil de descobrir
    Deseja como ele sabe
    As ratazanas encobrir.”

    “O segundo dos amores
    Que o torna num extravagante
    Vou dizer-vos muito em segredo
    É o vinho verde rascante!”

    Coro:
    eheheheheh…
    eheheheheh…
    eheheheheh…
    eheh…eheeh

    Bombo: catrapum…catrapummmmmmm…

    • POIS! says:

      Pois fico bastante esclarecido! Aliás, ficamos!

      Que V. Exa. considere que quem recebe RSI é “parasita”.

      Conheço muito boa gentinha que perdeu o emprego, por vezes em idades avançadas, e nunca o recuperou. O RSI é o que lhe resta para que conserve um mínimo de dignidade e não tenha de dar a mão à esmola Abstencionista.

      Não tiveram a sorte de arranjar um tacho com entrada e saída a horas certas, tipo “Turno Abstencionista”.

      Não, não sou beneficiário do RSI. mas se necessitasse sê-lo-ia sem qualquer problema. E até lhe o confessava, pode crer!

      V. Exa. é mesmo um traste! Que falta de respeito por quem passa dificuldades!

      E foi V. Exa., grande intrujão, “coordenador” de uma CT? E não aprendeu lá nada? Nem quando frequentava o tal “Hotel Vitória”?

      NOTA: Vejo que seguiu a minha recomendação e foi à “pueta” que o pariu. Continue. E fique com o vinho verde. Complementa na perfeição lema de vida de V. Exa.

      • Abstencionista says:

        Título: “Pois…sou um vadio”

        Rabecão: bruuummmmmm…

        “O Pois é um preguiçoso
        Parasita contumaz
        Pois trabalhar dia a dia
        É coisa que não lhe apraz”

        “Prefere ser indolente
        E o RSI roubar
        Aos idosos e doentes
        Ao invés de trabalhar”

        Coro:

        Eheheh…
        Eheheh…
        Eheheh…
        Eheh…eheh…

        Violinos: ziiinnnnnnnnng….

        • POIS! says:

          Pois tá bem!

          Vá sostro! Disfarça!

          Recebo tanto o RSI como V. Exa!

          E foi Vossa Estúpida Excelência que chamou parasitas aos “idosos e doentes”.

          NOTA: está muito bem o coro! Assim já pode ir cantando apesar da borracheira. É só “ehehehs”, V. Exa. está completamente mongoloide!

          • Abstencionista says:

            Título: “A doença do vadio”

            Ferrinhos: tlim…tlim….tlim…

            “Diz o Poio que é doente
            Porque tem os pés chatos
            Por isso recebe avença
            Com os colegas dos ratos.”

            “O seu “trabalho” consiste
            Em poisar no Aventar
            Escrevendo idiotices
            Para a avença ganhar”

            Flauta: fiuuuuuuuuuu…

            Coro:
            eheheheh
            eheheheh
            eheheheh
            eheh…eheh…

          • POIS! says:

            Pois tá bem!

            Vá sostro! Disfarça!

            Recebo tanto o RSI como V. Exa!

            E foi Vossa Estúpida Excelência que chamou parasitas aos “idosos e doentes”.

            NOTA: está muito bem o coro! Assim já pode ir cantando apesar da borracheira. É só “ehehehs”, V. Exa. está completamente mongoloide!

      • Paulo Marques says:

        Sim, mas depois fornece um estudo sobre ciganos que evidencia a necessidade do RSI mesmo ao lado do argumento para a narrativa do momento.

        • Abstencionista says:

          Ó Poio, substituiste o teu alter ego do “Abaixo a padralhada” pelo “Paulo Marques” ?
          Tens que o treinar melhor porque o gajo é mais ignorante do que tu.

          Só por isso vou-te enviar mais um belo poema.

          • Abstencionista says:

            Título: “O Porco”

            Instrumentos (celestiais)

            “E vive contente o porco
            Agora, antes e depois
            Chamam-lhe o “come e dorme”
            Porque é tal e qual o Pois!”

            Harpa; plimmmmmmmmm…

            Coro:
            eheheheh
            eheheheh
            eheheheh
            eheh…eheh…

          • Paulo Marques says:

            Depois do tiro no pé, a desconversa. É isto.

  8. Abstencionista says:

    Título: “A convivência do Poio com o etanol”

    RecRec: recrecrecrec…

    E vive contente o pária
    Com ver o tempo a passar
    Pois prefere a preguiça
    Do que a mola dobrar

    Preguiçoso e mandrião
    Depois da avença ganhar
    Vai Poisar o coirão
    Na tasca se emborrachar

    Pífaro: zaszaszaszas…

    Coro:
    eheheheh
    eheheheh
    eheheheh
    eheh…eheh…

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