Os professores também podem faltar ao trabalho no primeiro dia de aulas dos seus filhos?


Não sendo uma notícia do dia 1 de Abril, não deixa de ter piada: os funcionários públicos podem faltar ao trabalho no primeiro dia de aulas dos filhos.
Eu que sou professor e que por acaso até tenho duas filhas menores de 12 anos, fiquei todo contente: No primeiro dia de aulas, aviso já, vou faltar ao trabalho para acompanhar o primeiro dia das minhas filhas.
Por isso, lamento mas não vou estar na escola. Claro que também corro o risco de não encontrar os professores das minhas filhas, porque eles próprios também estarão a faltar para acompanhar os seus filhos.
Mesmo que eu não falte, a escola não poderá funcionar, porque os funcionários terão ido ver o primeiro dia dos seus filhos. Onde não encontrarão ninguém, porque os seus colegas das outras escolas terão feito o mesmo.
Não contente por discriminar entre funcionários públicos e os restantes trabalhadores do país, como se estes fossem gente menor, o Governo vai mais longe e discrimina também entre os próprios funcionários públicos.
Uma lei que é um aborto, produzida por um Governo que é um aborto. Tudo nos conformes, pois.

Nem toda a deficiência é visível

Ricardo Antunes
cadeira

 

Ao fim de 21 anos numa cadeira de rodas senti discriminação. Que sentimento horrível!

Nunca pensei passar por isto no meu país, em 2016 e, numa cidade como Lisboa.

Este fim-de-semana, fui sair com um grupo de amigos à discoteca Bosq, que fica na Rua Rodrigues de Faria, 103, na Zona de Alcântara, em Lisboa.

Quando cheguei à porta, ainda na rua, inserido no tal grupo – éramos 15 – vi logo que algo se passava por ter reparado nos seguranças a segredar uns com os outros. Amigos houve que, após se dirigiram aos seguranças, tiveram permissão para entrar. No entanto, quando repararam em mim, algo mudou. [Read more…]

Nada escapa à fúria soviética da geringonça

nem a pobre da alheira transmontana. Oremos.

Oferta de trabalho para mulheres o mais fisicamente apelativas possível

Sandra arezes

Foi com o que se deparou Sandra Arezes, que em resposta à candidatura a um cargo de atendimento de caixa descobriu a exigência da gerência da empresa contratante: ser o mais fisicamente apelativa possível. Sim, chegamos a isto. Na era da precariedade e da banalização da exploração no trabalho, a discriminação impera e a lei laboral existe para ser violada. Sandra Arezes teve a coragem de denunciar. Mas quantas Sandras se sujeitam a este tipo de marginalização todos os dias?

Europa Querida Europa

Estás cada vez mais à beira do abismo. Em França, mais uma vez.

 

 

Dia das Vítimas de Discriminação Religiosa

mulherDesde ontem que, cada vez que abro o Facebook, essa rede social que há quem «odeie» e veja como «agência de namoros», sou inundada com publicações a elogiar as mulheres, dizendo o quanto somos fantásticas, especiais, únicas e mais uma série de lugares-comum, elogios quase sempre partilhados ou redigidos por mulheres.
Hoje, como sempre, não vou escrever coisas bonitas sobre as mulheres. Não me vou, directa ou indirectamente, elogiar. Sou mulher, como milhões de outras, da mesma forma que milhões de homens são homens. Não especialmente meiga, carinhosa, delicada, companheira, amiga, etc. [Read more…]

Vitória na AR contra a discriminação na questão das doações de sangue

  Hoje no Parlamento ,graças a uma importante iniciativa do Bloco de Esquerda,conseguiu-se com o apoio de toda a esquerda,incluido o PS, uma importante vitória anti discriminação,na questão da doação  do sangue  de homens que fazem sexo com outros homens.O critério de análise, vai mudar,e vai deixar de ser “grupos de risco”,mas “comportamentos de risco”,como devia ser há muito tempo e sempre defendi.Mais um preconceito homofóbico que se salta.Parabéns ao Bloco , à sua bancada parlamentar,e ao dr.João Semedo!

Cumpra-se a igualdade de direitos e oportunidades e fiquem lá com o Dia da Mulher

Se há celebração do Dia da Mulher que me parece enternecedora é aquela em que os maridos, com olhinho pisco e sorriso cúmplice, dizem docemente às esposas: “Hoje vamos jantar fora, querida. Não te quero na cozinha, que hoje é Dia da Mulher”. Lembrarão inúmeras vezes no decorrer da refeição que a excepcional ida ao restaurante é uma celebração do “teu dia, querida”, e ao cair da noite não deixarão de recordar quão amorosos foram. E uma vez que ela até nem deve estar assim tão cansada, tendo ficado arredada da cozinha todo o serão, espera-se que seja generosa e que retribua, no seu dia sobre o qual está prestes a cair o pano, o carinho do esposo com toda a ternura de uma mulher amorosa.

Amanhã voltará para a cozinha, e não se falará mais no assunto, claro está. É sabido que até os escravos tinham direito a alguns dias de folga, pelos quais deviam agradecer aos seus amos. [Read more…]

Adopção por casais «gay»: Uma discriminação inaceitável

O Governo acaba de aprovar uma proposta de lei que permitirá o casamento entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, ao arrepio das normas constitucionais, considera que há casais de primeira e casais de segunda em Portugal: os casais de primeira são constituídos por duas pessoas de sexo diferente e podem adoptar crianças; os casais de segunda são constituídos por duas pessoas do mesmo sexo e não podem adoptar.
Concordo, obviamente, com a adopção por parte dos casais «gay». As crianças ficam tão bem entregues como se o fossem a um casal heterossexual. Mas não é isso que está em questão. Estou apenas a falar de Justiça e, em última instância, de Constitucionalidade. Dizendo a Constituição que não pode haver discriminações a este nível, esta legislação, a ser aprovada pelo Parlamento, vai colocar casais que são iguais em tudo perante a Lei mas que, afinal, não têm os mesmos direitos. Contrariando aquilo que, no fundo, os nossos Tribunais já fazem no dia-a-dia, ou seja, entregar a guarda de crianças a pais que vivem em uniões de facto com pessoas do mesmo sexo.
Trata-se, pois, de uma discriminação intolerável. E de uma inconstitucionalidade. E as inconstitucionalidades são para ser removidas, como, penso, acontecerá muito em breve.
E ver que os apoiantes da causa «gay» andam todos contentes por serem discriminados perante a Lei…

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