Não seja piegas, ministra Temido!

Porventura não, ministra Temido: a competência técnica dos médicos é aquilo que permite diagnosticar, prescrever soluções e salvar vidas dos utentes do SNS, essa coisa subfinanciada e com falta de operacionais em toda a linha que está sob sua tutela.

A solução não passa por mais resiliência. Essa solução, em tempos aventada noutras circunstâncias por Pedro Passos Coelho, não serve o país e os portugueses. Chamar piegas aos médicos não resolve nada. O que resolve é contratar mais profissionais de saúde, de todas as áreas, especializações e competências, para reforçar o SNS. É criar condições para garantir a exclusividade destes profissionais. É tratá-los com dignidade e valorizar as suas carreiras. É investir em vez de simular rubricas orçamentais para cativar.

Portanto, senhora ministra, faça lá o seu trabalho, para o qual lhe pagamos muito bem, com todas as condições e regalias com as quais funcionário público algum sonha, seja médico, professor ou técnico camarário, e não seja piegas, ok?

Comments

  1. Carlos Almeida says:

    Boa malha João Mendes

    Correcto e afirmativo

    Simples e conciso. Mas é isso mesmo

    • Carlos Almeida says:

      Nos anos 70 na Suécia, os Médicos quando acabavam o cursos tinham que decidir logo o tipo de carreira que queriam ter.
      Ou escolhiam o Serviço de Saúde Publico ou iam para o privado.
      Podiam mudar ao fim de alguns anos mas nunca acumulavam.
      Mas isso era em países pobres e atrasados que existiam na Escandinávia, quando o nosso País era riquíssimo e se dava ao luxo de gastar fortunas em Guerras Coloniais e a assistência médica era uma miséria
      Como diriam os nossos liberais, não deixar um medico trabalhar para o Estado e para as clínicas privadas é um verdadeiro “atentado à Liberdade”

      • Filipe Bastos says:

        A saúde privada é uma aberração.

        Há inúmeras áreas onde os privados podem e devem actuar, incluindo a estética. Não a saúde. Esta não pode estar refém de lucros ou accionistas.

        O final dessa estrada está à vista de todos: os EUA.

        Pague-se bem a médicos, a enfermeiros, a professores; mas muitos médicos têm é de perceber que estão em Portugal, não na Escandinávia, na Inglaterra ou outro país. O salário médio em Portugal é 1000€. Ganhar 2000€ a 4000€ é bom. Temos de reduzir a desigualdade, não aumentá-la.

        Se querem ser gananciosos e mercenários, fossem para banqueiros ou futeboleiros. Estão na profissão errada.

        • Paulo Marques says:

          Quais 4000€, carago.
          Sem perguntar como é que melhora a desigualdade cortando na classe do meio; para isso, já temos os anos de neoliberalismo.

        • Filipe Bastos says:

          Quais 4000€, carago.

          https://jobted.pt/sal%C3%A1rio/m%C3%A9dico

          “O salário médio de um médico em Portugal é de 3510 € por mês (46 160€ por ano), 2200€ (+168%) acima da média salarial portuguesa.”

          Os clínicos gerais começam a receber pouco e a progressão é dificultada por falta de concursos. Mas depois é sempre a subir, e podem facilmente passar os 4000€ /mês.

          Isto no público. Depois há o privado – aí é semp’a mamar.

          E a tendência é continuar a subir, devido à escassez causada pela máfia da Ordem, e a debandada dos mercenários do público para a mama estrangeira e/ou privada.

  2. Luís Lavoura says:

    contratar mais profissionais de saúde, de todas as áreas, especializações e competências, para reforçar o SNS

    (1) Quem paga? O João Mendes quer que paguemos mais impostos?

    (2) Não há. Os médicos, etc não estão, pura e simplesmente, dispostos a ir trabalhar para o SNS. Não se consegue contratar.

    • Paulo Marques says:

      1) Quem paga a queda de productividade pelos trabalhadores contarem com um SNS abaixo das suas possibilidades? Mas, olhe, pode começar pelos serviços subcontractados a gerar rendas aos amigos;
      2) paythemmore.jpg . E dêm-lhes carreira, mais autonomia, investigação, meios para não deixar pessoas morrer; aquelas coisas que reivindicam há duas décadas e que os faz mudar de poiso.

      • Paulo Marques says:

        Ou isso, ou fazer contas a quanto custa ver o estado a definhar ao longo de décadas; pode extrapolar as duas do euro, é o nosso futuro.

  3. JgMenos says:

    «É tratá-los com dignidade e valorizar as suas carreiras.»

    Sempre que se fala de carreiras e remunerações a cambada lá traz a palavra dignidade pendurada.
    Tal é o alto conceito de dignidade que nunca o tratam sem ser como acessório do graveto!

    Tudo que corresponde à dignidade com que uma profissão deve ser exercida – organização e meios operacionais, formação e desempenho – nunca merece uma palavra.

    Todo o tadinho ou hipocondríaco pode impunemente ir a uma urgência ocupar um especialista com uma qualquer indisposição ou dor de cabeça, porque é de borla e porque sim; mas isso, se dizem não afectar a dignidade de exercício da profissão, justifica que seja pago pela exigência do serviço que um qualquer funcionário de farmácia poderia prestar.

    • António Fernando Nabais says:

      Era proibir os salários, deviam receber à jorna, não é, filho?

      • JgMenos says:

        A tua jorna de idiota está cumprida?

        • António Fernando Nabais says:

          Sim, sempre que comento o que escreves, querido.

          • luis barreiro says:

            Proibir salários… porque razão o exemplo de cuba e União soviética está aqui metida? Comes gelados com a testa?

          • POIS! says:

            Pois tá bem!

            Vosselência também era capaz de comer um de vez em quando.

            Se tivesse testa. Só que, no caso de V. Exa, até o cérebro é plano. E com tamanho calculado em 1/500 da espessura de uma resma de papel A4.

          • POIS! says:

            Calma!

            A resposta acima destina-se, obviamente ao barreiro. Com cumprimentos à mãezinha, que é perita em ordem pública e bons costumes.

  4. Sampaio says:

    Não percebi o alarido sobre a ministra, só disse verdade
    A hierarquia da saúde controla o país,35 horas semanais no sns e dizem que são muitas horas mas ainda têm tempo para ir para o privado
    São da saúde foi a profissão que escolheram por isso só têm que desempenhar o seu papel

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  1. […] não tinha folgas, para estar sempre a treinar.». Resistência. Resiliência. Ao cuidado do João Mendes e do João L. […]

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