Eleitoralismo? Naaaaaa, isso é velhaca maledicência

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Em declarações ao Expresso, António Costa comprometeu-se com aumentos salariais na função pública e investimento no SNS. A quatro meses das Legislativas, e com os olhos postos numa improvável maioria absoluta, Costa pisca o olho a uma fatia significativa do eleitorado e poderá muito bem cumprir a sua promessa, até porque tem recursos para o fazer. Se correr mal, cativa-se tudo e não se fala mais nisso.

Quem investe num país dirigido por comunistas? As multinacionais que fazem fila para se instalar em Lisboa

Aventar

Pelos vistos, e apesar do Diabo que um dia ainda há de chegar, existe, segundo o semanário Expresso, uma fila de dezenas de multinacionais à espera de uma oportunidade para se instalar na capital desta infame ditadura governada pela implacável frente de esquerda.

Fica, portanto, provado, uma vez mais, que o capital não escolhe ideologias. Escolhe em função dos ganhos que pode obter. Esteja quem estiver no poder. Como se explicam estas coisas nas universidades de Verão é que é algo que me ultrapassa. Mas deve ser um exercício interessante de se ver.

Lembrete aos membros do Parlamento Europeu

É hoje que o Parlamento Europeu vai votar o Acordo de Protecção do Investimento da UE com Singapura (EUSIPA), juntamente com o acordo “de comércio livre”, mas “sabiamente” separados para descomplicar o processo de ratificação, pois o primeiro, de “competência partilhada”, está sujeito às imprevisibilidades das votações nos parlamentos nacionais. Já o negócio em si é da “competência exclusiva“ da UE, por mais que mexa com as normas que afectam todas as áreas do nosso quotidiano.

Com a actual relação de forças no PE, assistiremos provavelmente a mais uma funda machadada contra os cidadãos e o planeta e a instalação de mais uma bem oleada alavanca para a supremacia das empresas transnacionais sobre os estados.

O acordo “em matéria de protecção dos investimentos” prevê um ISDS (investor– state dispute settlement) maquilhado, denominado ICS (investment court system), o mesmo que já foi contrabandeado no CETA (acordo UE-Canadá).

Sim, de facto este sistema de “resolução de litígios investidor-estado” apresenta leves melhorias (sistema bilateral de arbitragem com 15 árbitros permanentes e um órgão de recurso). Porém, são melhorias processuais e a serem custeadas com o contributo dos cidadãos, para conforto dos investidores estrangeiros nas suas investidas contra legislação que possa, real ou potencialmente, afectar os seus lucros.

Tal como o ISDS puro, o ICS:

  • Não estabelece limites para indemnizações a investidores estrangeiros, atribuindo-lhes um poder desmesurado, especialmente em relação a estados mais fracos.
  • Os árbitros continuam a ser remunerados com base em honorários e não em salários fixos e, portanto, têm interesse em encorajar a ocorrência de mais casos, o que propicia decisões em favor dos investidores.

  • Contém normas legais que favorecem os investidores, como a protecção de “expectativas legítimas”, um conceito que já foi interpretado de forma tão abrangente, que põe em causa a capacidade de legislar dos estados.

  • Representa um enorme risco de intimidação regulatória. A simples existência de um sistema unilateral de arbitragem entre investidor e estado já demonstrou efeitos notórios sobre tentativas de melhorar a regulação ambiental e social. É bem conhecido o caso Vattenfall vs. Alemanha I, em que o governo do estado de Hamburgo reverteu regulação destinada a restringir a poluição no rio Elba. [Read more…]

Era uma vez um centro de inteligência artificial que afinal era um call center

CC

A tecnológica portuguesa OutSystems anunciou que se prepara para abrir um centro de inteligência artificial em Linda-a-Velha. O projecto, que implicará a contratação de 30 engenheiros, é na verdade mais uma fachada, criada pela impiedosa máquina de propaganda comuno-socrática, para a instalação de mais um call center, em linha com o recente embuste da Google, confirmado pelo director de Assuntos Internacionais ibérnicos da empresa. Terríveis, estes bloquistas.

A propósito deste embuste, mais um, recordo aqui uma série de tweets de um conhecido activista dos direitos da minoria liberal-conservadora, cujo pensamento é injustamente confundido por alguns como representativo da versão portuguesa da alt-right norte-americana. Ou, como diria o saudoso Passos Coelho, “mas quem é que põe dinheiro num país governado por bloquistas e comunistas”? A menos que seja para mais um call center, claro.

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via Uma Página Numa Rede Social

Confirma-se: Passos Coelho tinha razão

PPC

Fotografia via Beira News

Depois do anúncio da Google, eis que somos hoje confrontados com uma nova tragédia, que apenas vem reforçar a genialidade, clarividência e intuição do primeiro-ministro no exílio, Pedro Passos Coelho.

Segundo o Jornal de Negócios, a Amazon poderá a próxima gigante tecnológica a aterrar em Portugal. E – espantem-se – diz-se por aí que poderá aterrar no Francisco Sá Carneiro, e não no Humberto Delgado, contrariando a lógica centralista que impera no rectângulo.

A confirmar-se este rumor, podem os passistas regressar à garagem para pegar nas suas bandeiras, não sem antes remover os autocolantes de Santana, e sair à rua para festejar. O querido líder tinha razão e o processo de venezuelização em curso, que lhes permitirá um dia emergir por entre os escombros, continua imparável.

O drama, a tragédia, o horror.

 

Coisas do diabo

PPC

Fotografia: Rafael Marchante/Reuters@Dinheiro Vivo

Como explicar a instalação de um centro tecnológico da Google em Portugal, bem como o anúncio do Bispo Cosgrave de que outros gigantes do sector se seguirão, à luz da filosofia política passista que versa sobre os investidores que não investem em países governados por bloquistas e comunistas? Só pode ser coisa do diabo.

Mais uma para o dossier “quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?”

Lidl vai investir 70 milhões de euros em Portugal até ao final do ano.

Continental Mabor, a mais recente vítima do regime soviético da Geringonça

A razia soma e segue e o tecido empresarial português continua a ser dizimado pela fúria soviética. A Continental Mabor, quarta maior exportadora do país, prepara-se para levar a cabo um investimento na casa dos 100 milhões de euros, depois dos 50 milhões já aplicados na construção de uma nova unidade de fabrico de pneus agrícolas, que resultará na criação de 200 novos postos de trabalho. Ora, estando nós no tal país em que investidor algum poria o seu dinheiro, ou não fosse ele governado por perigosos bloquistas e comunistas, este novo investimento da gigante alemã não faz qualquer sentido. Até porque os alemães não são conhecidos por gastar mal gasto o seu dinheiro. Será que os comunistas raptaram a família do senhor Elmar Degenhart e ameaçaram comer os seus filhos ao pequeno-almoço?

Imagem via Jornal de Negócios

Magnata comunista investe em Portugal

Passos Coelho bem tentou avisar, mas este povo esquerdalho, ingrato e preguiçoso, fez ouvidos de mercador. Com a chegada do PS minoritário ao poder, apoiado parlamentarmente pela temível máquina soviética da Geringonça, investidor algum voltaria a pôr o seu dinheiro no rectângulo. Era um dado adquirido. Só que não.

A verdade é que Passos partiu a loiça toda. E isso ninguém lhe tira. Acontece que o investimento, não sendo o desejado, lá foi aparecendo, pela mão dos franceses da Renault ou dos alemães da Eberspaecher, apenas para citar alguns casos, aos quais acrescento a insólita fila de espera de milionários estrangeiros que sonham adquirir um imóvel de luxo em Cascais. Apesar do violento imposto sobre o património. A explicação mais lógica, a meu ver, é bastante simples: tratam-se de investimentos sacados à bruta, com ameaças e chantagem à mistura, aos quais os pobres investidores não conseguem resistir sob pena de ver as suas famílias raptadas e entregues a comunistas que comem crianças (e adultos) ao pequeno-almoço.  [Read more…]

Mais um investimento sacado à bruta

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O grupo alemão Eberspaecher, líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de sistemas para a tecnologia de escape, emitiu na passada Segunda-feira um comunicado, citado pela Geringonça, onde se pode ler que a empresa se prepara para investir numa nova fábrica em Tondela. Este investimento, previsto para o terceiro trimestre de 2017, irá criar 120 postos de trabalho no próximo ano, estando já planeada uma ampliação da unidade até 2020, que criará um total de 500 postos de trabalho. [Read more…]

Renault, um fabricante automóvel vergado ao totalitarismo bolivariano que assola Portugal

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Passos Coelho tinha razão: não há meio de haver um investidor que queira pôr o seu dinheiro neste país controlado por comunistas e bloquistas. O Diabo espreita ao virar da esquina e os investidores fogem a sete pés. Perante esta verdade absoluta da Igreja do Neoliberalismo da Catástrofe dos Últimos Dias, o acordo firmado entre trabalhadores e administração da Renault Cacia só pode ser compreendido à luz de um qualquer esquema totalitário, assente no recurso à violência mais atroz. [Read more…]

Boa, Passos, partiste a loiça toda!

PPC

Adorava ver o deputado Pedro Passos Coelho repetir a pergunta, com aquela indignaçãozinha tão ternurenta que lhe vimos na TV, na presença dos camaradas do Partido Comunista Chinês, com quem tão boas memórias e negócios partilhou:

Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?

Era capaz de ter a sua piada. Ter piada e ser piada porque, apesar da hibridez do regime, a China é um país dirigido por comunistas onde quase toda a gente quer investir. A Apple põe lá o seu dinheiro, a Google põe lá o seu dinheiro, a indústria automóvel põe lá o seu dinheiro, os grandes bancos e restantes piratas da alta finança põem lá o seu dinheiro, enfim, seria difícil um desabafo mais trapalhão mas a propaganda é o que é e os comícios de políticos desesperados precisam destas bacoradas.  [Read more…]

Não levantarás falso testemunho

Os números divulgados hoje pelo INE, relativos ao Inquérito de Conjuntura ao Investimento, apontam para um crescimento do investimento empresarial, em 2016, de 6%. Estes números do organismo oficial de Estatística não confirmam a propaganda negativa da direita.

CRISTAS

#escola6

O Paulo lançou a ideia num texto publicado há uns dias no Público:

A Educação low cost é o grande pacto educativo nacional para o século XXI, unindo todos aqueles que defendem a existência de serviços públicos esqueléticos com lógicas de “racionalidade financeira”, proporcionados apenas aos que neles ainda confiam ou que deles não podem escapar, apenas variando os ritmos e matizes da implementação das medidas

Os números, de facto, mostram que há um fundo de verdade nesta afirmação, embora, o que pareça igual, nem sempre o é. Mas, no essencial concordo.

educacaopib

Os dados são públicos e mostram que a despesa em Educação baixou na ditadura de Crato para níveis de 1992. E, uma análise per capita não deixa os últimos anos em melhor estado: [Read more…]

Professores – vamos lá fazer o luto? Maria de Lurdes ou Crato?

Este post nasce de uma troca de posts no Face com o Paulo e não é um texto final. Digamos que pretende ser um draft de algo que ando para fazer há muito tempo e que, hoje, pode começar a nascer, ainda que torto. Obviamente, vai ser para levar pancada, mas acho que temos mesmo que fazer isto para poder avançar.

Vamos lá então!

Durante os quatro anos de Nuno Crato houve uma discussão recorrente nas nossas salas de Professores:

Maria de Lurdes Rodrigues ou Nuno Crato, qual deles foi pior?

Quero começar por dizer, algo que aprendi no mundo sindical – a dimensão pessoal não é um argumento a usar e por isso, no plano pessoal, ambos me merecem o máximo respeito pessoal. No entanto, no caso de Maria de Lurdes Rodrigues, 8 anos depois, penso que podemos dizer que houve muito de emocional na luta contra as políticas da senhora. A 14 de setembro de 2008, às 23h32, quando encerrei o meu blogue escrevi: [Read more…]

Investimento a fugir do país com medo de um governo de esquerda?

Estes investidores não parecem concordar com a premissa. Devem estar a soldo do papão comunista.

Será que alguém explicou a Pires de Lima o que se está a passar?

PdL

Parece que não. De outra forma não se percebem as mais recentes declarações do ainda ministro da Economia que não deve ter percebido onde a administração do grupo VW quis chegar quando afirmou que os investimentos que “não são absolutamente vitais serão cancelados”.

Portanto ou estamos hoje perante um novo caso de mentira e/ou incompetência, a que se junta agora um momento de irresponsabilidade ao melhor estilo cavaquista, ou o homem não sabe mesmo o que se está a passar. De outra forma não se compreendem declarações como esta:

Não temos nenhuma razão para duvidarmos ou estarmos ansiosos em relação a este investimento, tem sido sempre considerado pela Volkswagen como essencial ao desenvolvimento da sua actividade comercial.

Não se trata aqui daquilo que se considerou ou deixou de considerar. Trata-se da reavaliação a que todos os investimentos do grupo serão alvo numa mudança drástica de contexto. E “considerado essencial” não é bem a mesma coisa que “absolutamente vital”.

Tomara que o ministro esteja certo e que a mais recente catástrofe provocada pelo capitalismo sem freios passe ao lado da nossa Autoeuropa. Mas exige-se mais contenção e bom senso a Pires de Lima. A situação não está para brincadeiras ou discursos fáceis. Existem razões para estarmos preocupados e o tempo de enganar os portugueses terminou há uma semana.

Foto: Nuno Veiga@SIC Notícias

 

Liberalismo do PàF no seu melhor

Ryanair diz ter urgência na utilização do aeroporto do Montijo e até quer investir mas não a deixam. Nem a proposta de criar uma rota para a ilha Terceira foi aceite. Sem direito a explicações.

Portugal, o porta-aviões dos camaradas do PCC

CapChina

Houve um tempo em que receber rasgados elogios de um oligarca chinês com estreitas ligações ao Partido Comunista Chinês poderia ser considerado como algo de extremamente negativo. Tanto mais se esse elogio fosse enviado para a direita do espectro. Mas os tempos mudam e o governo de Pedro Passos Coelho terá poucos e tão leais amigos como a armada chinesa que tão bem tem sabido aproveitar a época de saldos de quatro anos que o actual governo lhes proporcionou.

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Brincar aos pobrezinhos a preço de saldos

Depois de Vilamoura, o investimento americano no turismo está de volta e desta vez o alvo é a Comporta. Levam tudo por 400 milhões. Lá vão as tias todas recambiadas para Lisboa…

A Escola de hoje explicada aos que não são professores

Cada um de nós tem um ponto de vista sobre a Escola e a Educação, quase sempre muito marcado pelo “no meu tempo“. No meu tempo os professores eram respeitados, no meu tempo os alunos aprendiam, no meu tempo… é que era.

Nada mais falso! Ou antes, nada mais presente. Isto é, eu explico.

Durante as duas últimas décadas do século passado a Escola foi confrontada com o desafio do crescimento. Em 1991 a taxa média de escolarização era de 4,6 anos e em 2011 era de 7,4 anos. Em 1970 a taxa de analfabetismo era de 25,7% e  em 2011 era de 5,2%. E, mais espantoso ainda, em 1991 o abandono escolar nos alunos entre os 10 e os 15 anos era de 12,6% e em 2011 de apenas 1,7%. Nos alunos entre os 18 e os 24, no mesmo intervalo de tempo, esta taxa passou de uns inacreditáveis 63,7% para 27,1%.

Obviamente, tudo isto foi possível com investimento. Segundo os dados disponíveis, em 1972 o investimento do Estado em percentagem do PIB era 1,4. Em 1980 3,1; em 1990 3,7; no ano 2000 de 4,8%, tendo atingido um máximo de 5,2% em 2002. Estamos, com Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, pela primeira vez, em muitos anos, abaixo dos 4%, algo absolutamente inacreditável no contexto europeu.

Em síntese, a Escola evoluiu e muito, algo só possível com investimento público. Claro que, com maiores taxas de sucesso, temos mais portugueses a acederem a mais formação e isso é um património que melhora a vida de cada um de nós, quer individualmente, quer no plano colectivo. [Read more…]

Bipolaridades ditatoriais

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A condição de ditador/opressor é, regra geral, uma questão ambígua. Principalmente quando observada com os óculos moralistas do Ocidente. Os mesmos EUA que treinaram e armaram a Al-Qaeda também os perseguiram até ao dia em que apanharam, mataram e atiraram ao mar Osama Bin Laden – or so they say – não fosse a sua sepultura tornar-se local de culto. Como se isso mudasse alguma coisa. Ainda no campo do financiamento norte-americano a grupos fundamentalistas islâmicos, é importante sublinhar que muitos dos actuais soldados jihadistas do Estado Islâmico são precisamente aqueles que receberam armas e outros recursos de Washington para combater Al-Assad mas que, em determinado momento, decidiram mudar de guerra. Estavam fartos daquela, precisavam de novos desafios. Empreendedorismos.

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Sim Sérgio, nós sabemos. A Isabel dos Santos costuma vir cá às compras…

Para nós o que interessa é o projeto, não é mesmo a origem do dinheiro. 7.000 milhões de euros em Portugal é bem-vindo (…), não seremos muito esquisitos em criticar a origem do capital desde que o projeto seja bom

Mais Notícias da Horta (isto anda tudo ligado)

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Mais Notícias da Horta

(versão integral)

via João de Sousa / ergoressunt

Para Cavaco só te falta o nariz vermelho

Gaspar: a culpa da queda do investimento nacional é da chuva

O conselho que vem das Falkland (sem taxa e sem termos que esperar pelo Natal)

00-why-they-they-talk-the-talk-and-dont-walk-the-walk-15-09-12David Cameron afirmou, no âmbito da Global Investment Conference – iniciativa que se enquadra dentro dos trabalhos da “UK’s Presidency – G8” –  que o Investimento Directo Externo  (IDE) é a alavanca para o crescimento económico e sublinhou que o Reino Unido já começou a percorrer o seu caminho, sendo exemplo claro as recentes medidas anunciadas pelo Ministro das Finanças, George Osborne, para estimular o crescimento por via do incentivo às empresas, reduzindo o imposto cobrado de 28% para 24%, sendo previsto ainda a redução desta taxa em 20%, em 2015, tornando-se deste modo a mais baixa do G20. Esta medida posiciona o Reino Unido como o território mais competitivo do Mundo para atrair IDE (Investimento Directo Externo).

Em Portugal é suposto o cenário ser mais ou menos o mesmo.

Segundo o nosso Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, temos consciência de que é fulcral  a redução do IRC para nos tornarmos competitivos em termos ficais e conseguirmos ter capacidade de atracção para o tão esperado IDE. [Read more…]

A população de portugal diminue, como também amar

 

Longe de mim alarmar a população de Portugal. Mas as estatísticas reveladas hoje pela imprensa dizem que a população de Portugal começa a diminuir. Há três motivos, no meu ver: o primeiro, a falta de futuro dentro do país: o segundo, não há dinheiro para comer, menos ainda para pagar um parto e alimentar mais uma boca, finalmente, essa falta de futuro leva o povo a emigrar, especialmente os profissionais mais novos que não têm colocação em sítio nenhum. A licença pela que tanto lutaram é

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A parque escolar

em números, para que o investimento na Escola Pública não seja colocado ao nível do Isaltino. Já agora, será que agora ele vai preso?

Fazer mais com menos

No país que não planeia, no país que só pensa em fechaduras depois de ter deixado a chave na porta durante tanto tempo, no país que, por isso, nunca prevê crises, reagindo sempre tarde de mais, o investimento não existe, pelo menos o investimento como acto racional em que os ganhos não se meçam apenas pela redução imediata da despesa.

Um estudo recente demonstra como, a prazo, a intervenção atempada de um psicólogo pode contribuir para a redução das despesas de saúde. Num país sujeito aos ditames bancário-franco-alemães, conclusões destas serão absolutamente desvalorizadas e os recursos humanos fundamentais serão sempre encarados como um desperdício financeiro ou, na melhor das hipóteses, usados com base na precariedade de quem trabalha.

No mesmo país inculto em que o sensacionalismo e o voyeurismo têm sucesso garantido, o país em que os currículos escolares parecem servir o objectivo de garantir a ignorância, uma medida como a de acabar com a gratuitidade semanal de acesso aos museus é, com certeza, poupança, mas dificilmente será investimento. Que Francisco José Viegas, escritor e antigo director de uma revista literária, dê a cara por perdas destas é um sinal de que um homem culto não é necessariamente um defensor da cultura.

Sempre com o objectivo de disfarçar o desinvestimento, o governo continuará a cantar o refrão “Fazer mais com menos”, sabendo-se que, na realidade, as palavras “mais” e “com” só servem para disfarçar.

ai, mísero de mi, ai, infelice

deprimido

Esforçava-me em esquecer os dramas que hoje em dia vivemos, só, sem amigos, doente e sem dinheiro, esse número de desventuras que podem cair sobre nós, quando as empresas e indústrias, também estabelecimentos de ensino de todos os tipos não cumprem o seu dever, e a pobreza nos agarra como um vento de furacão, que nem comer permite-nos.

Com que dinheiro, com que meios vivemos, qual a água que usamos para não pagar esse 40% mais que começa a ser cobrado? Voltamos as velas para nos iluminarmos e fugir dos impostos? Usamos mantas para nos sentar e agasalhar-mos-nos, fugindo do frio e dos impostos? O título do meu texto explica bem, penso eu, a depressão que o sítio causa, especialmente se o encontro é com a gestora dos meus bens, dos poucos que ficam, porque os outros foram-se com o vento da falência portuguesa e da Europa. [Read more…]

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