Sondagens muito convenientes para o centrão

Num repente, mais repentinoso que repentino, aparecem duas sondagens que dão empate técnico entre o PS e o PSD, fazendo desaparecer, noutro repente, a distância de 4 pontos percentuais que os separavam.
Muito conveniente, diga-se, para quem pretende não a vitória, mas secar por completo os pequenos partidos da esquerda à direita.
Semana difícil para os que não aderem ao Bloco Central, mas…, esperem um pouco…, ah, sim, o Costa faz saber, noutro repente, que, afinal, nunca recusou entendimentos à esquerda.

Ora pois! Deve ter sido por isso que já afirmou e reafirmou que apenas um orçamento apresentará caso seja Primeiro-Ministro, aquele que não obteve a aprovação da esquerda que agora volta a dizer pretender abrir a porta.
E siga o baile que a coisa vai bonita de se ver!

Comments

  1. João L Maio says:

    É, de facto, tudo muito conveniente. E, para quem pedia a maioria absoluta, nem parece muito triste.


    • Por uma vez estamos todos de acordo. Estas sondagens são tão encomendadas como as anteriores. Agora, para que o “povo do PS” vá votar – evitando que se repita o que aconteceu ao Medina – e para que o “povo de esquerda” vote PS. O PS não perdia 10 pontos de vantagem numa semana nem que o Costa fosse apanhado a gratificar-se com um ovelha (quanto muito, perdia o apoio do PAN… e daí, talvez não).

  2. Joana Quelhas says:

    Esta ratazana quer ir embora. Vem aí tempos difíceis e ele já se governou. Agora há-de vir alguém que nos vai tirar deste atoleiro que a esquerda ciclicamente nos mete. Porque estaria triste ? Já tem a prateleira dourada para onde irá à conta dos impostos cobrados aos pobrezinhos que lhe vai garantir uma tranquila e abastada reforma. Ainda há de ser conselheiro de estado e ser condecorado.
    Nós somos assim, até o corrupto e criminoso do Lula do Brasil foi Honoris Causa pela Univ. Coimbra.
    D. Diniz que nos perdoe.

    Joana Quelhas

    • Paulo Marques says:

      Não é pobrezinhos, é peste grisalha a viver acima das suas possibilidades a quem devia ser dada a liberdade de não conseguir aceder a um médico.
      Sempre com este vocabulário arcaico, a menina.

    • POIS! says:

      Pois não me diga!

      O D. Diniz agora é santo?

      Bem, podia ser pior se fosse de Direita. Mas a lei das Sesmarias desmente-o imediatamente! A terra a quem a trabalha!

      Uma coisa é certa: parece que a papar virgens e santas ninguém lhe levava a palma. E é capaz de, pelo meio da coisa, ter convertido algumas. Não me admira!

      Até porque é conhecido que se tratava de um grande músico!

    • Melga says:

      Se continuas assim vais tirar o lugar ao Menos 🙂

      • Rosinha Cantadeira says:

        A Joana Quelhas é o Menos, na versão pimba ,da Rosinha.
        Eu levo no 📦
        Eu destaco-lhe a 🍌
        Eu mexo nos telhões do meu 😍

  3. JgMenos says:

    O que deveriam ser candidaturas de deputados, está limitado a candidaturas de partidos.
    Conhecem algum candidato a deputado que tenha sido publicado em mais de uma frase que não seja cabecilha de partido?
    É o puteiro democrático da democracia orgânica, herdeira do PREC comuna.

    • Paulo Marques says:

      Esse instituição comunista, os partidos políticos…
      Têm uma falta de cultura que nunca deixa de surpreender.

      • JgMenos says:

        Ó imbecil!
        Democracia orgânica pode ter ou não multipartidarismo.

      • JgMenos says:

        Para que não entres em loop, o que define a democracia é a liberdade de candidatura eletiva..

        • CHEGA, Menos says:

          Ó asno, o que define a democracia no conceito liberal, é a liberdade de escolha “inter pares”, dentro de regras estabelecidas de forma prévia e aceite por todos, como por exemplo, uma Constituição, ou um Estatuto de uma Associação, Ordem, etc.
          Já a tua Democracia Orgânica é maus do género do Franquismo, ou coisa similar em que a liberdade “inter pares”, pura e simplesmente não existe.
          Mas como tu não passas de um anormal, até no conceito maus básico de democracia hoje em vigor, o liberal, para ti está desatualizada.
          Na realidade não passas de um escarro.

          • JgMenos says:

            Ó anormal, tu, sendo uma besta, podes candidatar-te a Presidente da Républica, recolhendo ou comprando assinaturas sem criar orgão algum,
            Já não te podes candidatar a deputado pelo teu círculo eleitoral sem criares ou seres aceite num dos orgãos antecipadamente criados para o efeito e denominado partido político.

            Entrou-te nesse bestunto o que quer dizer orgânico?

        • Filipe Bastos says:

          …o que define a democracia é a liberdade de candidatura eletiva.

          Acha? Eu acho que é as pessoas poderem escolher. Não apenas políticos ou partidos, como nos impingem, mas tudo que afecte as suas vidas e o seu futuro. Mas sei que é uma opinião impopular.

          Nisto v. está do mesmo lado do Nabais, do Mendes, do Maio, do POIS, de todo o Aventar: todos se contentam com a pseudo-democracia ‘representativa’. Chame-lhe orgânica, bio, zen ou o que quiser.

        • Paulo Marques says:

          Continua sem argumentos para dizer que é que isso tem a ver com comunismo.
          O normal para quem não tem cultura.

    • POIS! says:

      Pois é! Antigamente não era nada disto.

      Para evitar aos portugueses o trabalho de fazer comparações e para os poupar às inevitáveis, dolorosas e angustiantes hesitações na hora da escolha, António de Oliveira da Cerejeira, em 1934 escolheu todos os 90 candidatos da lista única.

      Incluindo três senhoras muito católicas, muito solteiras e muito virgens que conseguiram cumprir brilhantemente o seu mandato e sair exatamente na mesma.

      Eram outros tempos! Já se ouve ao longe o mavioso cântico:

      “Minhas Botas velhas, cardadas,
      Palmilhando léguas sem fim,
      Quanto Menos velhasistragadas,
      Tanto mais vigor sinto em mim”

  4. Paulo Marques says:

    Sou do tempo em fazer questionários aos colegas era coisa para trabalhos da licenciatura, não para sondagens. O facilitismo está cada vez pior.
    Quanto ao aldrabão, o que tem que ser tem muita força.