Rússia – Os amanhãs que cantam

A Rússia é uma espécie de elefante na sala que muitos fazem de conta que não está ali mesmo, no centro da sala. Para muitos não é a Rússia, é Putin. Como ontem não era a Alemanha, era Hitler. O problema é que Bucha como tantas outras aldeias, vilas ou cidades da Ucrânia demonstram que Putin não está sozinho na insanidade.

Se foi Putin a dar a ordem para a invasão da Ucrânia foram, estão a ser, os seus soldados, os seus militares a transformar a tomada de territórios num horror inqualificável. Matar cidadãos indefesos, com as mãos amarradas atrás das costas é a insanidade potenciada ao extremo. Ouvir o testemunho de médicos a explicar que estão a receber crianças de Mariupol com lacerações vagino-anais é mais do que revoltante, é a demonstração plena de que não existe um Putin, existe uma parte de um povo que está disposto a cometer todas atrocidades possíveis e imaginárias em nome de uma tal de “Mãe Rússia” a quem nem de rameira podemos aplicar porque estas são incapazes de tais atrocidades.

A Rússia está a sublinhar o que dela já muitos sabiam. A brutalidade dos Czares foi substituída pela brutalidade do comunismo e agora os amanhãs cantam mais umas décadas de brutalidade com Putin. São séculos de insanidade. Considerar que não é característica de um povo mas apenas e só dos seus líderes é não querer ver o elefante que está na sala…

Comments


  1. Segundo FMS, só existe um problema no mundo, uma única encarnação do mal. Do lado ucraniano, não há nunca houve massacres nem torturas e a NATO quando intervém só pratica bombardeamentos humanitários. E depois são os outros que não vêm o alifante.

  2. Paulo Marques says:

    Estou à espera que se abram os campos de internamento para tão vil povo, mas pode-se começar por, ao menos, banir Rand das livrarias antes de Tolstoi?

    • POIS! says:

      Ora pois! Até porque a guerra está a provocar uma crise de escassez de papel higiénico. entre outras coisas.

  3. António says:

    Que texto fascistóide. Primeiro é baseado em alegações ainda não provadas. Nesta guerra já várias vezes foram alegadas coisas semelhantes que vieram a ser demonstradamente falsas. Esperemos por inquéritos imparciais para julgarmos devidamente. Se substituirmos rússia/russos por judeus, comunistas, pretos ou outros quaisquer temos aí um belo texto pronto para toda a propaganda 😉

    • balio says:

      Excelente comentário.

    • Paulo Marques says:

      O “demonstradamente falso” não está, de longe, perto de negar atrocidades, quando muito só algumas intenções presumidas.
      Guerra é sempre isto, por isso é que é preciso ser contra todas e contra o seu prolongamento.

  4. Rui Naldinho says:

    Os amanhã que cantam, já cantaram ontem e anteontem, e podíamos recuar no tempo que não faltariam exemplos “cânticos bárbaros”, onde as atrocidades faziam parte da rotina de muitos territórios, bem mais longínquos do que a Ucrânia. E no caso em apreço também metia Russos, com mísseis e bombas. Não, não vou falar das guerras que não metem bolcheviques, pois essas sempre foram “guerras boas”, segundo algumas agendas mediáticas. Falo do só nas guerras “Putnicas”.

    “ Síria: Pelo menos 384.000 mortos desde o início da guerra, mais de cem mil eram civis”

    https://observador.pt/2020/03/14/siria-pelo-menos-384-000-mortos-desde-o-inicio-da-guerra-mais-de-cem-mil-eram-civis/

    Estou a citar, o “insuspeito Observador”, jornal que por sanidade mental, consumo pouco. É ler o artigo todo e perceber o que ali se passou.
    Dito isto, se é verdade que a guerra da Ucrânia mostra em todo o seu esplendor, o tenebroso panorama do que é um conflito armado, da barbárie sem contemplações à imensa hipocrisia dos vários intervenientes em todo este processo, há no entanto algo que me faz sentir intrigado. Nunca um conflito foi tão mediatizado como a invasão russa da Ucrânia, neste início de 2022. Nem sequer o da Ex Jugoslávia. E mesmo esse teve seguramente mais vítimas do que este.
    É verdade que esta guerra deixa um rasto de milhões de deslocados. Apesar de tudo, sorte a deles, que puderam sair para vizinhos mais cordatos, com predisposição para os acolher em paz, mesmo que com algumas limitações. Os Sírios não tiveram tanta sorte, pois à sua volta, outras guerras se erigiam, ou os vizinhos nem de longe os queriam ver por perto. O único caminho de fuga era o mar, ou em alternativa, um “mar de atropelos à dignidade humana”, através da Turquia.
    A guerra da Ucrânia terá provocado seguramente umas dezenas de milhares de baixas, entre civis e militares. Mas nunca por nunca chegará a um número próximo daquilo que aconteceu na Síria.
    É precisamente esse facto que me deixa perturbado.
    Então e os Sírios são não contavam?
    Seriam eles um povo selvagem ?
    Ninguém chorou por eles, a não ser os próprios?
    Ou, se os Russos bombardearem cidades, vilas e povoações sírias, matando indiscriminadamente, isso pouco importa, pois estamos a falar de muçulmanos?
    Não, não há um elefante no meio da sala. Há sim uma sala cheia de elefantes. Só que uns vem mais ornamentados do que outros.

  5. balio says:

    A brutalidade dos Czares foi substituída pela brutalidade do comunismo

    Isso tanto é verdade para a Rússia como é verdade para a maior parte da Ucrânia.

  6. balio says:
  7. Odeio Fardas says:

    um homem fardado é um homem fardado. ponto final.

  8. JgMenos says:

    Da grunharia só há a esperar violência.

    A violência militar é o meio de compensar a ineficácia e a imbecilidade reinante num exército extraído de uma sociedade que sempre produziu, a par de talentos e nobres espíritos, massas de brutos comandados por bestas.
    A bravura do soldado soviético sempre teve um particular estímulo: quem recua morre.

    • Paulo Marques says:

      Agora explica a bravura de Abu Ghraib e Wiriamu. Para começar.

      • JgMenos says:

        Conheço Wiriamu:
        No mato não se usam divisas nem os chefes vão em lugar de destaque.
        O pelotão de tropa deteve-se em Wiriamu por algum tempo e não ouve incidentes.
        Pouco depois de saírem houve um disparo e só o oficial no comando foi abatido.
        Era estimado pelos seus soldados, e seguiu-se não a bravura mas a vingança.

        • Paulo Marques says:

          Uma intervenção especial do bem, portanto.

        • POIS! says:

          Pois, e Vosselência…

          Esqueceu-se de mencionar que, no fim, até deixaram uma nota a pedir desculpa. Estava pendurada no pescoço de uma das galinhas que deixaram viva.

          Estava escrita nas costas de uma receita de “frango de fricassé”.

          Eram muito humanos! Mas tinham dias.

    • POIS! says:

      Pois não me diga…

      Que agora é que Vosselência vai mesmo partir tudo!

      De qualquer modo, obrigado pelo aviso.


  9. Os Militares Russos Vão Começar a Executar Sumariamente os Nazis Que Forem Capturados na Ucrânia:

    https://torama-mejanica.blogspot.com/2022/04/militares-russos-vao-comecar.nll

    • POIS! says:

      Pois pois, ó Terroranjo!

      Que historinhas tão lindas! Ficámos todos muito sensibilizados.

      Falta lá aquela do capuchinho vermelho ser uma bombista disfarçada e de os sete anões serem membros de um batalhão que encolheu com a lavagem.

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