De Kyiv a Jenin: abaixo a ocupação!

Fourth Palestinian dies after being shot by Israeli soldiers

Em menos de dois dias, as forças armadas israelitas mataram quatro palestinianos. Entre as vítimas mortais estão um adolescente (17 anos) e uma mãe, viúva, que deixa dois filhos órfãos (é provável que estes, como muitos outros, acabem integrados no exército israelita, depois de uma profícua lavagem cerebral). O apartheid israelita na Palestina e a ocupação ilegal tem de acabar. Israel tem de ser responsabilizado pelos crimes que vai cometendo livremente.

Aproveitando o caos na Ucrânia, legitimado tanto por Putin como por Zelensky, Israel voltou a atacar: em menos de 24h matou quatro pessoas, indiscriminadamente. A ocupação israelita nas terras da Palestina dura há mais de setenta anos. E nem as resoluções que dizem “Israel está a impor um apartheid e a cometer crimes de guerra” os param. Nem isso, nem ninguém, porque, aparentemente, há ocupações boas e ocupações más.

A ONU já reagiu. Pede “contenção”. Contenção, imagino, será matar apenas dois em vez de quatro de uma vez. Imagino eu. Pedir contenção não é suficiente. Imaginamos Putin aceder aos “pedidos de contenção” na invasão à Ucrânia? Tenho outra ideia não-peregrina: que tal impor sanções à economia israelita?

Quem olhar para o que a Federação Russa está a fazer na Ucrânia e depois olhe com seriedade para o que Israel está a fazer na Palestina, só pode escolher um lado: o lado do povo ocupado. O lado do povo ucraniano, o lado do povo da Palestina. Neste caso, a Rússia só invadiu… para ocupar. Israel já invadiu e já ocupou. As sanções à Rússia são tão legítimas como seriam as sanções a Israel. Mas por que razão uma ocupação é boa (Israel na Palestina) e uma ocupação é má (Rússia na Ucrânia)? Não vos sei responder, pois quem defende a ocupada Ucrânia mas depois defende o ocupador Israel, só pode ser mentecapto ou, em última instância, troglodita. Como não me enquadro em nenhum dos dois, deixo para que alguns comentadores o justifiquem.

O assassinato aleatório de palestinianos continuará. A ocupação israelita não parará. Israel não descansará enquanto não exterminar todo o sentimento e a identidade palestiniana. A solidariedade de quem se diz do lado da paz… bem, essa está reservada só para alguns. Espero que, tal como a Ucrânia tem direito à sua defesa, os palestinianos se consigam defender com o que têm à mão: escombros. Pode não magoar muito, mas se acertar num tanque israelita já será positivo. Defendam-se, nunca se rendam, o dia chegará:

Palestina vencerá!

Fotografia: AFP

Comments

  1. Luís Martins says:

    Totalmente de acordo.
    Mas não deixa de ser (tragicamente) irónico que o heróico Zelensky presidente de um país ocupado seja apoiante de um país ocupador.
    Tirado do “Polígrafo”: Pouco tempo depois de ter assumido o cargo de Presidente da Ucrânia, Zelensky surgiu lado a lado com Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, em Kiev, no primeiro encontro entre os dois líderes judeus. Não foram muitas as conquistas, além dos acordos bilaterais entre os países, mas o discurso de Netanyahu parece ter agradado a Zelensky, que voou até Israel em janeiro de 2020.
    Este mês de janeiro de 2020 não é irrelevante na história. Pouco tempo antes da visita oficial a Israel (22 e 24 de janeiro), a Ucrânia saíra orgulhosamente do comité da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Exercício dos Direitos do Povo Palestiniano, mais precisamente a 6 de janeiro. Porquê? Porque o conjunto de 25 países que integravam o comité era considerado como demasiado anti-Israel, o que não será de estranhar, tendo em conta o respetivo objetivo de “criar resoluções que critiquem Israel e que sancionem as tentativas de aniquilar a auto-determinação do povo palestiniano”.
    “…a Ucrânia saíra orgulhosamente do comité da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Exercício dos Direitos do Povo Palestiniano…”. A Ucrânia do heróico Zelensky.

  2. balio says:

    Estou grosso-modo de acordo com o post.
    Mas sou contra sanções. Tanto contra sanções à Rússia como contra sanções a Israel. Quem queira fazer negócio com contrapartes desses países deve ter direito de fazer. As relações entre pessoas e entre empresas devem ser livres.

  3. JgMenos says:

    O apartamento de bombistas é uma muito permanente preocupação a ter..
    E como todo o vigário sempre esqueces o registo de ataques deliberadamente dirigidos a civis israelitas.
    Raivas e vinganças são a tua onda…de um só sentido!

    • João L Maio says:

      Pois é, Lavrov. Ainda no outro dia te ouvi a dizer o mesmo em relação à invasão da Ucrânia. O Vladimiro anda a treinar-te bem, já só falta dares a pata.

      • JgMenos says:

        « Ainda no outro dia te ouvi a dizer o mesmo em relação à invasão da Ucrânia.»

        Até a mais descarada mentira te serve para disfarçar a tua indigência mental!

    • Paulo Marques says:

      O que vale é que são argumentos válidos só para o lado que se quer, apoiadas na realidade que se quer passar às televisões.
      Amén, filho.

  4. Caçador de Otários says:

    Curioso que o Joãozinho não fala dos 14 israelitas assassinados…
    Aí vem ele com.os seus insultos…

    • POIS! says:

      Pois é!

      Desde que a Palestina invadiu Israel e o reduziu a um bairrito em Jerusalém que essas coisas acontecem!

      • João L Maio says:

        Ó, ninguém fala dos não-sei-quantos russos assassinados na Ucrânia… ó, ó, disso ninguém fala!

        Olha que isso da caça, nota-se, para ti é pescada de rabo na boca. Por isso tira lá o nariz do esfíncter.

        • POIS! says:

          Pois é, ó Cagador de Otários e Outras Postas de Pescada!

          Antes de Israel ser independente também nunca tinha existido.

          Mas tenha calma que o Salvini está a pensar em restaurar o Império Romano e vai tudo deixar de existir. Sim, porque esse é que é muito mais antigo!

          Sinta-se cagado lolll!

        • João L Maio says:

          “Palestine’s Early Roots

          Scholars believe the name “Palestine” originally comes from the word “Philistia,” which refers to the Philistines who occupied part of the region in the 12th century B.C.

          Throughout history, Palestine has been ruled by numerous groups, including the Assyrians, Babylonians, Persians, Greeks, Romans, Arabs, Fatimids, Seljuk Turks, Crusaders, Egyptians and Mamelukes.

          From about 1517 to 1917, the Ottoman Empire ruled much of the region.

          When World War I ended in 1918, the British took control of Palestine. The League of Nations issued a British mandate for Palestine—a document that gave Britain administrative control over the region, and included provisions for establishing a Jewish national homeland in Palestine—which went into effect in 1923.”

          Chegaste para fazer concorrência ao JgMenos. Otário por otário, caçam-se um ao outro.

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