Ana Catarina e a beleza de normalizar fascistas

Foto: Leonardo Negrão/Global Imagens

Durante a ditadura, o regime glorificado por grande parte dos militantes e apoiantes do CH perseguiu, prendeu, torturou alguns daqueles que viriam a fundar e a militar no PS.

Há uma semana, o PS enviou Ana Catarina Mendes à convenção da extrema-direita, contribuindo para a sua normalização. Soares, com todos os seus defeitos, e Sampaio nunca permitiriam tal coisa. Porque tinham memória.

O PS não tinha nenhuma obrigação de participar no conclave. E, mesmo assim, decidiu fazê-lo. Podemos argumentar que foi o governo que ali esteve presente, não o partido. Mas mesmo assim, não existe nenhuma obrigação institucional que exija a sua presença na convenção. Foi, objectivamente, uma decisão política de António Costa. Uma decisão que, a meu ver, vem reforçar ainda mais a ideia de que este PS tem interesse no fortalecimento do CH. Porque sabe que isso enfraquece a direita como um todo e reforça, no imediato, a sua posição. Não que a direita tenha obrigação de acolher a extrema-direita. Mas não podemos continuar a assobiar para o lado perante os factos. O PS faz parte do problema. E pagará cara essa factura no futuro.

Comments

  1. JgMenos says:

    Pois há sempre essa questão das ‘vítimas do fascismo’.
    Toda a cambada de inúteis e treteiros que enxameiam o país se associam ao estatuto de vitimados para se arrogarem o domínio sobre a opinião e o controlo da linguagem.
    Andamos nisto há mais de 48 anos, e se o Estado Novo sempre evoluiu no tempo, esta praga dos tadinhos antifascistas parece querer eternizar-se na sua imbecilidade.

    • Paulo Marques says:

      E, mais uma vez, quem continua a ser calado, agredido, e por aí afora, não são os lambedores de graxa; pelo contrário, são uns lingrinhas que ficam chateados quando lhes tiram um bocadinho mínimo de palco e pedem respeito.

    • POIS! says:

      Pois foi!

      Não “evoluiram” porque, felizmente, acabou. Há 48 anos!

      E é verdade! O Estado Novo sempre evoluiu! Por exemplo, a PVDE passou a PIDE. Foi uma grande evolução. Os pides eram muito mais humanos. Benziam-se antes dos “interrogatórios” e tudo. E os bastões? Eram muito mais fofos!

      E a Censura? Evoluiu muito! Lembram-se das cheias de 1967? Até permitiram que os jornais publicassem que foram provocadas por água! E que a água veio da chuva, não foi um comunista que deixou uma torneira aberta, como já tinham confessado quatro tipos depois de torturados pela PIDE.

  2. Anonimo says:

    Normalização? Mas eles não são normais? No último boletim de voto que vi estavam lá lado a lado com os normais.
    O Chega chegou. As opções são “normalizar”, ilegalizar (há pressupostos para tal, é colocá-los nos locias correctos), ou ignorar (vai dar imenso resultado).
    Não sei se ela foi lá normalizar, abençoar, ou apenas fazer aquilo que o Sun Tzu recomendava nos seus livros.

  3. jose valeriano says:

    Este tipo de comentários são simplesmente uma anedota.
    Falar do CHEGA nesta altura e compara-lo a Salazar são mesmo anedotas pois estes ainda nunca se pronunciaram sobre a perda de LIBERDADE que é coisa que os ditos democratas estão fartos de meter em causa.
    È velos desde comentadores pagos, ao Presidente da Assembleia da Republica e agora até mesmo a grande Dra. Cristina Ferreira que se estão a disponibilizar para uma DITADURA democrática.
    Estes são os democratas que vos querem calar, silenciar acabar com a vossa liberdade e são aqueles que vocês aplaudem.
    Viva a vossa democracia.

    • POIS! says:

      Ora pois! “CHEGA” com maiúsculas?

      Então é uma sigla, não é? E o que significará? Aceitam-se palpites.

      Assim, tipo: Cambada Horda de Energúmenos e Gajos Atamancados.

    • Paulo Marques says:

      É, comparado com os meus pais, sinto inveja de não saber só aceder às notícias que o regime quer, e ter que negar que os meus olhos viam crianças descalças na rua, ou que os negros são gente, ou que a minha mulher só tem liberdade para o que eu deixar. E nem me obrigam a gostar dos roubos da catedral apoiados pelo quarto pastorinho!

      • JgMenos says:

        Lá vem o choradinho dos horrores do fassismo!
        Coirões ignorantes e treteiros, imbecis que fingem ignorar o que antecede o Estado Novo e calam a bandalheira que lhe sucedeu.
        Os negros têm-nos por tão boa gente que os abandonaram às mãos de criminosos corruptos, amparados por imperialismos que sempre por cá encontraram serviçais seguidores.

        Erro maior do Estado Novo foi não lhes dar a liberdade de mostrarem as suas verdadeiras cores de treteiros sem um pingo de vergonha nas trombas.

        • POIS! says:

          Pois foi!

          E entre os maiores horrores do fassismo estão os pontapés. E não me refiro aos da PIDE. Estou a falar nos na gramática.

          Como aquela divisa que dizia: “Eu fasso, tu fasses, eles fassem, uma ditadura fassista!”.

          Lamentável!

        • Paulo Marques says:

          Então não sabemos, andaram a disputar quem tinha direito de ser o chefe maior do respeitinho através da pontuação de cadáveres. A PIDE, honra lhe seja feita, era modesta, mas só por falta de valentia face ao império do bem com o qual a graxa nunca tem problemas.
          Só não explica porque é que os nossos criminosos corruptos eram melhores, e porque alimentamos os que lá ficaram, e porque é que os seus camaradas gostavam tanto da Isabelinha, mas não posso saber tudo.

  4. Amora de Bruegas says:

    Eh, eh, eh…. Típico artigo que fomenta a ignorância e o ódio, baseado em falsificações históricas e numa inversão de Valores…onde abortistas e traficantes de diamantes de sangue, passam a ser bonzinho. Hipócrita!

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