Contra o Orçamento do Estado para 2025

Hier sitz’ ich zur Wacht, wahre den Hof,
wehre die Halle dem Feind.
— Hagen (Götterdämmerung)

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Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, entrega o Orçamento do Estado para 2025 na Assembleia da República.Foto: Antonio Cotrim/Lusa

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, entregou ontem a proposta de Orçamento do Estado (pdf) ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

A pergunta que se impõe, depois dos desastres de 20122013201420152016201720182019, 20202021, 2022 [1] e [2], 2023 e 2024, é a seguinte: os ministros das Finanças lêem aquilo que vão entregar? A dúvida que me assola todos os anos por esta altura é se o ministro das Finanças tem efectivamente alguma intervenção directa no texto. Se não tem, é mau. Se tem, é péssimo. Porque o documento que Miranda Sarmento entregou ontem a Aguiar Branco contém:

Exactamente: contato. Na página 320.

E, para amostra, estes exemplos do completo falhanço do projecto AO90:

reafectação de fundos entre projetos meritórios” (p. 28)

“Análise de resultados da afetação das dotações dos Programas Orçamentais aos ODS” (p. 76);

reafectação dos trabalhadores entre entidades” (p. 69);

carácter estrutural” (p. 41);

“investimentos de caráter estrutural” (p. 5);

sectores estratégicos da economia” (p. 49);

“instabilidade laboral de vários setores profissionais da Administração Pública” (p. 26);

“Lei de Financiamento do Sector Social, que defina com rigor, objetividade e previsibilidade” (p. 63);

“o subsector da Administração Local” (p. 137);

“ao subsetor da Segurança Social” (p. 64)

“Aquisição líquida de activos financeiros (excepto privatizações)” (p.175);

“enquanto em contabilidade pública são registadas como ativos financeiros” (p. 102);

PROTECÇÃO SOCIAL DE BASE” (p. 231);

“no sistema de proteção social de cidadania” (p. 130);

“014 – SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICAS – PROTECÇÃO CIVIL E LUTA CONTRA INCÊNDIOS” (p. 242);

“027 – SEGURANÇA E ACÇÃO SOCIAL – ACÇÃO SOCIAL” (p. 242);

“processo de avaliação do sistema de ação social” (p. 40);

vêem-se a braços com uma carga fiscal” (p. 18);

prevêem-se 200 000 participantes” (p. 29).

Neste documento, o Governo diz que irá prosseguir “uma estratégia de valorização do espaço lusófono e da língua portuguesa” (p. 27). Curiosamente, ao referirem “o novo quadro de Governação Económica da UE” (p. 79), os autores remetem numa nota de rodapé (n. 7) para a versão em inglês da Directiva 2024/1265. Eu ajudo. Eis a versão portuguesa, a oficial, aquela que deveria ser mencionada, em contexto português, num documento que o ministro das Finanças entrega ao presidente da Assembleia da República.

Até breve.

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Comments

  1. JgMenos says:

    A palhaçada anda toda à volta de graveto.
    O que seja o país, o seu prestígio e o seu futuro não ocupa governo nem a esquerdalhada de que resolveu depender.

    • O que é que isso tem a ver com a ninhada de Coelho?

    • POIS! says:

      Pois bem se lamenta Vosselência.

      Isso de andar à volta do graveto provoca tonturas e pode ser perigoso.

      Com efeito, uma queda inusitada pode provocar a quebra de alguma extremidade de Vosselência deixando-o, no mínimo, esteticamente afetado, com o prestígio e o futuro seriamente comprometidos.

  2. A direitalha é que gere bem os negócios…..
    Os verdadeiros e únicos génios da alta finança……..
    Que segundo fonte segura já tem os financiadores para toda a dívida mundial.
    São os marcianos.
    O Elan, o tal que é o mais rico cá do burgo, já está a patrocinar as viagens para depois lhes vender os títulos, com comichão claro!!!!!!!!!!
    A dívida vai passar de mundial para universal e seremos todos……………..

  3. Manuel M. says:

    Língua em cacos.
    **** que os pariu.

  4. Asnonimo says:

    Na práctica, pouco me afeta. A língua é fluida, como os contractos.

  5. Figueiredo says:

    O Orçamento de Estado (OE) para 2025 não serve o Interesse Nacional nem os Portugueses, é mais um documento igual aos anteriores para permitir o saque aos Dinheiros Públicos.

    «…A democracia portuguesa não vai resistir a isto. Não é possível que num regime em que a gatunagem funciona predominantemente a democracia sobreviva. E sobretudo num terreno de grande pobreza e com horizontes muito difíceis…» – Medina Carreia

  6. FinTechZoomUs There is definately a lot to find out about this subject. I like all the points you made

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