O negócio tradicional do entretenimento 4/4: a árvore das patacas

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Depois de algumas considerações no texto anterior sobre conteúdos sobre como é que eles chegam até nós, é tempo de olhar para a estratégia que os actuais gigantes dos conteúdos estão a usar para conseguir manter o seu modelo de negócio: fazerem pressão para que seja aprovada legislação que lhes faça chegar dinheiro dos contribuintes.

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O negócio tradicional do entretenimento 3/4: o canal de distribuição

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No texto anterior três  organizações que envidam esforços para fazerem aprovar legislação que lhes fará chegar mais dinheiro dos contribuintes estiveram em foque.  Mas de que conteúdos estamos a falar e como é que eles chegam até nós? É sobre isto que se divagará a seguir.

O canal de distribuição [Read more…]

O negócio tradicional do entretenimento 2/4: os suspeitos do costume

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Na primeira parte deste artigo, divagou-se sobre o mau tempo no canal dos videoclubes. Continuando o tema dos direitos de autor, esta segunda parte foca-se em três organizações que envidam esforços para fazerem aprovar legislação que lhes fará chegar mais dinheiro dos contribuintes.

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O negócio tradicional do entretenimento 1/4: declínio e queda

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O tema dos direitos de autor esteve, novamente, na ribalta durante a passada semana. O assunto resume-se a uma coisa muito simples: o canal de distribuição de conteúdos e mais uma ou outra organização querem receber dinheiro de impostos como forma de manterem inalterado o presente modelo de negócio. Quem são estes que querem dinheiro dos contribuintes, como o pretendem receber e com que fins é do que se tratará em quatro partes.

Declínio e queda [Read more…]

A caça aos gambozinos

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«A associação [ACAPOR] não representa os detentores dos direitos dos videos partilhados na Internet. Mas esta prática de partilha, disse Nuno Pereira, levou à crise dos videoclubes. “Os nossos associados estão a ser verdadeiramente chacinados. A fecharem lojas quase diariamente, não é possível manter esta indústria”.» no Público

Realmente, há qualquer coisa com a malta dos videoclubes. Para além da agenda mediática, há a questão dos argumentos.

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Dia 5 há propaganda aos clubes de vídeo mas já anunciam hoje

A Associação do Comércio Audiovisual de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) vai apresentar uma queixa-crime contra mil portugueses por pirataria de filmes através da Internet.” – conta o Público. E como o vai fazer? entregando uma lista com mil endereços IP’s à justiça. E como obtiveram eles tais endereços? Espiando ilegalmente comunicações privadas entre cidadãos.

Para os leigos na matéria: imaginem que uns caramelos se metiam a interceptar chamadas telefónicas e depois apresentavam queixa porque tinham escutado conversas privadas onde se referiam eventuais crimes. Depois imagine a Procuradoria Geral da República a rir-se.

A estupidez vai mais longe: a Associação dos Chulos do Audiovisual e das Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (que representa entidades arqueológicas do tipo clubes de vídeo) afirma que os endereços  abrangem “todos os distritos do país“. Ora em Portugal é possível saber através de um IP qual o fornecedor de serviço (ou empresa se for o caso) a que pertence. Distritos deixem-me rir: se estiver em Trás-os-Montes o seu IP estará atribuído à empresa que lhe fornece o acesso à Internet, o que pode corresponder ao Porto ou a Lisboa. É certo que por ordem judicial todos os IP’s são posteriormente identificáveis, mas isso é outra conversa.

Nem sabem do que falam. Depois admiram-se que lhes aconteçam acidentes do género que a imagem documenta.