
Já me tinha cruzado com ele numa destas noites, a cidade ainda celebrava e uma figura sonâmbula deambulava pelas ruas. Tapava-se com um cobertor como se fosse um manto, caminhava com passos incertos sob o seu cobertor verde na noite fria. Vi-lhe o rosto de relance e não percebi que fosse tão novo, 17 anos de fugas e solidão. O Jornal de Notícias conta hoje a história do Afonso, o miúdo cigano a crescer sozinho nas ruas, entregue à bondade dos estranhos, à indiferença da maioria, ao descaso das autoridades, à crueldade de quem acha graça a vê-lo alcoolizado. [Read more…]







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