No fim da Guerra, um dia de sol


Quem se passeie pela net, decerto encontrará sites e foruns nos quais mutuamente se agridem nacionais dos mais diversos países. Se os ingleses “são por regra” bêbados, os holandeses são uns parolos de soca nos pés e chibata na mão, os alemães são todos militaristas, os franceses nunca tomam banho e os italianos pertencem todos – e mais alguns – à Mafia. Quanto a nós, portugueses, ficamos-nos pelos tipos com 1,45m de altura, bigode, boné de presilha e escarro nas paredes. A perfeita tradução para a banda desenhada, fê-la a dupla Goscinny-Uderzo num album do Asterix, talvez O Domínio dos Deuses, não tenho a certeza.

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Obrigado a TODAS!

A questão parece simples sendo verdadeiramente complexa: a Mulher precisa de um dia internacional? A Mulher ocidental certamente que não mas existe mundo para lá do nosso quintal.

Aliás, o nosso quintal teve ontem um belo conjunto de guardadoras de rebanhos, que isto da tradição já não é o que era. Dúvidas? As visitas são uma boa resposta: quase 2000 visitas únicas e mais de 4700 page views, uma das melhores segundas de sempre! O motivo: óbvio, a elevada qualidade do que aqui foi escrito neste Dia Internacional da Mulher por todas estas fantásticas bloggers:

Carolina; Maria Noémia Pinto; Zita Formoso; Isabel Diogo; Maria de La Fontaine; Mimi; Salomé Correia; Carla Romualdo; Ilda Rodrigues; Lurdes Rocha Girão/Paula Salema; Tereza; De Puta Madre; Ana; Ângela Castelo Branco; Maria Pinto Teixeira; Tindergirl; Rita Santos Rocha; M João RijoRenata Moreira de Sá Cruz e Ana Paula Fitas.

Foram 21 colaboradoras de luxo. O nosso muito, mas mesmo MUITO obrigada a todas vocês e a todas(os) as leitoras(os).


Uma História (muito) mal contada


O convite (com muito mau hálito) para a sessão inaugural da Assembleia Constituinte de 1911: mulher NÃO entra!

Neste 8 de Maio e em todo o Portugal, múltiplas instituições comemoram o Dia Internacional da Mulher, num oportuno enxerto com as comemorações oficiais da República. O lema? A Mulher e a República.
A verdade é bem diversa daquela que nos querem fazer crer. Nem sequer dando muita ênfase ao facto de Portugal ter tido duas mulheres que acumularam a Chefia do Estado com a de comandante-em-chefe das forças armadas, há ainda que considerar as regências que se sucederam ao longo de séculos e onde brilharam nomes como Catarina de Áustria ou Luísa de Gusmão, entre outras. A I República excluiu as mulheres da vida cívica, considerando-as como seres inferiores e ameaças ao regime de 1911, atribuindo-lhes um pendor religioso contrário aos postulados vigentes. Neste artigo publicado no pró-Partido Democrático jornal Humanidades (1913), torna-se evidente a contradição entre a retórica de hoje e a verdade da História de ontem. Aqui vai um naco da prosa, para aguçar o apetite:
“As mulheres na sua maioria são verdadeiras crianças, com caprichos singulares, excêntricas exigências, são histéricas, nervosas, morbidamente tímidas, deploravelmente ignorantes. Em frente desta fotografia, o que pretendem as feministas, onde quer que elas existam?
Para disfarçar a sua infantilidade, os seus caprichos, as suas exigências, envergam um trajo tanto ou quanto possível semelhante ao do homem, para proteger o nervosismo, o histerismo, e a sua timidez, usam pistola e para acabar de vez com a ignorância, uma formatura. (…) Basta que ela saiba ser mãe para o que é preciso aprender. Uma parte desta sublime missão sabe-a ela instintivamente, outra desconhece-a geralmente – a educação dos filhos.Para isto é preciso despartilha-la; despi-la de muitos preconceitos que a perseguem e gritar-lhe bem alto ao ouvido: não sacrifiques a tua saúde ao rigor artístico dos figurinos porque ao desenhista nada custou a manejar o lápis sobre um pedaço de papel! “


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Dia Internacional da Mulher…no Aventar:

A questão parece simples sendo verdadeiramente complexa: a Mulher precisa de um dia internacional? A Mulher ocidental certamente que não mas existe mundo para lá do nosso quintal.

Independente da opinião de cada um sobre a matéria, a realidade é simples: o dia existe. Por existir, entendeu a equipa do Aventar (por maioria) que o mesmo merece um Aventar especial. Assim decidido, cada um fez o seu trabalho e amanhã, excepcionalmente, os machos deste espaço folgam.

No dia 8 de Março temos um Aventar exclusivamente no feminino. Elas ditam as regras, escrevem as postas e nós remetemo-nos à nossa verdadeira insignificância, quietinhos, a salivar pelo dia 9 e a gastar as balas nas caixas de comentários.

Vai ser um Aventar diferente. Estilo “turma do bolinha” ao contrário: menino não posta!

8 de Março de 2010