Ser pai em tempos de guerra

Não sei se vai ficar tudo bem. Gostava de ter a certeza, mas não tenho. É impossível ter certezas durante uma guerra, mais ainda quando o agressor é um tirano sanguinário e sem escrúpulos, frio e calculista, que de louco não tem nada, por muito que aparente ser.

Ainda assim, recuso fazer parte do coro que anuncia o holocausto nuclear, porque as lições da Guerra Fria ainda estão bem presentes e a escalada é altamente improvável, mais ainda quando a NATO não intervém directamente no conflito. Contudo, no imediato, a situação com que nos deparamos é muito preocupante, por outros motivos que já todos conhecemos, e torna-se cada vez mais difícil de processar, principalmente para quem, como eu, tem filhos. Felizmente, estamos no conforto da paz, a 3400km daquele inferno. Se lá estivesse, “preocupante” não seria a palavra que utilizaria.

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Saudades do Calimero

“Temos neste momento um clima de maior incerteza”, reconheceu, e, ao ser questionada sobre se atribui a mesma ao ‘chumbo’ do Tribunal Constitucional ao regime de mobilidade na função pública, disse que a mesma efetivamente contribuiu para o aumento da incerteza.

Sim, claro.

O clima de incerteza é mesmo contributo do Tribunal Consitucional.

Isso e o desemprego, a diminuição de pensões, o aumento de impostos, a perda de direitos, a perda de confiança dos agentes económicos, o convite aos nossos jovens para emigrar, etc.

Ah! Saudades do Calimero, mas o original.

A propósito da greve dos professores,

Passos Coelho, naquele seu estilo altaneiro e paternalista a que jamais nos habituaremos, afirmou e reafirmou que os professores não têm o direito de lançar o caos na vida das famílias, fazendo com que deixem de saber com o que contar no futuro. Pergunto: alguma família sabe com o que contar desde que o Governo de Passos Coelho subiu ao poder?