Dia do Pai

“O meu pai tem olhos d’amor”.

Inês
Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa.
Instituto Piaget
1998

Hoje é Dia do Pai

dia_do_pai_cp_cartazTodas as crianças deviam ter uma infância feliz.

Pai

pai

Ontem Foi Dia

do Pai.

Dia do Pai

dia pai

E no meio de tanta podridão e miséria, ainda podemos celebrar o Dia do Pai.

Este é o primeiro ano em que esta data passa sem que o meu esteja fisicamente presente.

Dedico o dia de hoje aos homens na minha vida que são pais, biológicos, adoptivos, do coração. Pais-progenitores, pais-avós, pais-tios, pais-amigos…

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Nuninho


Era como o meu velho pai me chamava. Quando me portava mal, quando ficava a jogar futebol na Inatel até altas horas. Quando bebia a água que deveria servir para me lavar as mãos.
Era um Nuninho próprio de quem ralhava, mas com carinho. Tenho saudades de ser o Nuninho do meu pai. Nunca antes nem depois disso alguém me chamou assim.
Tenho saudades do meu velho pai, agora que sei que em breve ele nao saberá quem é o Nuninho nem sequer o Ricardo.
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Dia do Pai

Hoje pensamos, com redobrada atenção, nos pais do mundo inteiro. Mas, sobretudo,
naqueles que estão velhos e (muito) sós,
nos que morreram sem a despedida merecida, sem os filhos por perto e sem o aperto das mãos;
também naqueles que sobreviveram aos filhos e choram por eles todos os dias sem compreender – «Porquê?»;
nos que lutam pelo «pão nosso de cada dia»;
nos que já nem isso podem pôr na mesa e passam o dia deambulando de um lado para o outro, sobrecarregados sob o jugo do maldito desemprego;
nos que se viram obrigados a deixar mulher (mães coragem) e filhos para emigrar e não podem ver os pequenos crescer e, por isso, sofrem silenciosamente de outra doença, a saudade.
Ficamos felizes por todos os pais que sabem e querem aprender com os filhos, que os amam e por eles são loucos. Que os adoram a seu jeito, à sua maneira, talvez um pouco como os próprios pais o foram…

E, finalmente, a todos os que se esforçam por conseguir fazer o seu melhor, um abraço.

Um especial para o meu pai!

Hoje dá na net: Feliz dia do Pai

 

O Aventar não poderia deixar passar em branco o dia do PAI. Fica um filme para relembrar outros tempos…

"A meus filhos" – António Osório

A meus filhos
desejo a curva do horizonte.

E todavia deles tudo em mim desejo:
o felino gosto de ver,
o brilho chuvoso da pele,
as mãos que desvendam e amam.

Marga,
meu fermento,
neles caminho e me procuro,
a corpo igual regresso:

ao rápido besouro das lágrimas,
ao calor da boca dos cães,
à sua língua de faca afectuosa;

à seta que disparam os ibiscos,
à partida solene da cama de grades,
ao encontro, na praia, com as algas;

à alegria de dormir com um gato,
de ver sair das vacas o leite fumegante,
à chegada do amor aos quatro anos.

A Raiz Afectuosa (1972)

My Dad

My Dad

He isn’t much in the eyes of the world,
He’ll never make history.
No, he isn’t much in the eyes of the world,
But he is the world to me

My Dad
Now here is a man.
To me he is everything strong,
No, he can’t do wrong,
My Dad

My Dad
Now, he understands.
When I bring him troubles to share,
Oh, he’s always there
My Dad

When I was small
I felt ten feet tall,
When I walked by his side.
And everyone would say “That’s his son.”
And my heart would burst with pride.

My Dad
Oh, I love him so.
And I only hope that some day
My own son will say
“My Dad. Now here is a man.”

Como Se Fora Um Conto – O Meu Dia Do Pai

Chove e o sol não entra pela janela.

Abri as cortinas para que a luz melhor inundasse a sala.

Olho a fotografia. Está junta com as outras, numa prateleira com livros. São muitas as prateleiras e muitos os livros. São poucas as fotografias. Quase todas de familiares. Tios, avôs, pais, filhos, primos. Um a um. Dois a dois. Esta é especial, tem quatro. Os meus quatro filhos. Vejo-os pouco, e eles a mim. A um ou outro mais amiúde, a um ou outro, de longe a longe. Vamos falando pelo telemóvel ou pela internet. Grandes invenções, estas. Não lhes digo nada. Se quiserem aparecem. Às vezes não querem. Às vezes não podem. Às vezes …

Estão lá outras fotografias. Demoro-me na que mais me dói. Sinto saudades. Magoa-me a alma. Já lá vão quase vinte anos e não passa. A dor é quase a mesma. [Read more…]

O Pai – poema de Pablo Neruda

Novo quadro de Van Goghe descoberto. Que melhor paternidade ?

O PAI NA FAMILIA E NA SOCIEDADE

O DIA DO PAI ……………….

A pedido do meu amigo Luis Moreira, escrevi um texto sobre o dia da mulher. Agora a iniciativa é minha e sou eu que faço um desafio a todos os colaboradores do blog, para escreverem não sobre o dia do Pai……, mas do “PAI”.

Lançado o repto cabe-me a responsabilidade de ser o primeiro a aceitá-lo e assim, aí vai o meu “Aventar” sobre o tema:

A palavra “PAI”, para além das conotações espirituais/religiosas, foi sempre associada à raiz da árvore da família, no que se entende como o pilar da segurança, do sustento, do crescimento, do amadurecimento, do esplendor, da verticalidade, da independência e da “solidão”.

Confina-se assim a figura do “PAI” à protecção da família no sentido restrito “FILHOS”.

A evolução técnica/económica/social, que se verificou ao longo dos tempos, em nada alterou o conceito básico atrás referido. A diferença está na prática do conceito que nos dias de hoje, mais do que nunca, depende do estádio sócio/cultural onde se nasce e vive.

É urgente que o “PAI” assuma outra postura que é a de para além de continuar a ser a raiz da árvore, se comporte e ensine os filhos a fazer parte de uma sociedade “NOVA” onde se aprende a conviver, respeitando o direito á diferença das outras árvores, na floresta onde vivemos, por forma a alcançar o objectivo comum do bem estar e da “PAZ” para todos.

Luis Rocha

Este é o apelo que faço aos pais de hoje, tão bem expresso no poema de “Pablo Neruda” que a seguir transcrevo:

O Pai

Terra de semente inculta e bravia,
terra onde não há esteiros ou caminhos,
sob o sol minha vida se alonga e estremece.

Pai, nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.

Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.

Depois… Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.

Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.

O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar… E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.

Escutarei de noite as tuas palavras:
… menino, meu menino…

E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.

Pablo Neruda, in “Crepusculário”
Tradução de Rui Lage

Dia do Pai: por um novo Patrono

São José com Jesus nos braços, pelo pintor barroco italiano Guido Reni (1575-1642)

O Dia de São José, foi o escolhido para se comemorar o Dia do Pai.

Naquele tempo, José defrontou-se com uma Maria grávida e dela se afastou. Mas Deus, pela mensagem de um anjo, disse-lhe que ele fora o eleito para esposo de Maria e pai de Jesus.  O mesmo anjo terá assegurado a José que o filho que Maria trazia consigo era do “Espírito Santo”. Como na época “Espírito Santo” ainda não era nome de família, José aceitou Maria como esposa e Jesus como filho. E não sendo este seu filho biológico, foi recenseado como seu filho natural, até para evitar que a delapidação fosse o triste fim de Maria.

Acresce que para que Jesus fosse concebido, não foi necessária a participação masculina, mas sim a do “Espírito Santo”. E o próprio José também pouco aparece na Bíblia ou no Novo Testamento. Uma espécie de actor secundário, com um papel algo ingrato. Mas, justiça seja feita, que lhe valeu um Óscar da época pelo seu desempenho: o estatuto de Santo e de protector da Igreja Romana. Não foi estrela, mas virou santo. Não se pode ter tudo.

Em súmula, José, aconselhado por um anjo durante um sonho,  casou com uma mulher que estava grávida mas não dele, safando-a da delapidação e registou a criança em seu nome, que assim herdou os seus títulos de “Filho de David” e de “Filho de Abraão”.

Com o devido respeito por São José – que o merece! – convenhamos: podia ter-se escolhido outro Patrono.

Alguém quer sugerir um?

19 de Março – Dia do Pai

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Amanhã é  DIA DE S. JOSÉ

CARTA PARA O MEU PAI

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Meu Pai,

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Por certo te encontras já à vontade, entre os anjos e os arcanjos, sempre com esse teu sorriso estampado no rosto, cheio de amigos, bons conversadores como sempre foste.

Certamente, não terás saudades do tempo que cá passaste, cheio de privações, cheio de trabalho, rodeado de mentiras e traições, anónimo para o mundo, que nunca viu nem soube ver ou apreciar as qualidades humanas que tinhas, e que faziam com que para ti, todos sem qualquer excepção, fossem bons. Mas não o viam por culpa tua. É que nunca bateste com as portas, nem mandaste seja quem for à m….. [Read more…]