Por estes dias

Com a habitual fanfarronice, o Agente Laranja anunciou que Putin veio em seu socorro face ao pânico eleitoral do próximo Novembro. Saber-se-á um dia, talvez, quanto lhe pagará, para além da óbvia permissão para poder  continuar a lixar, com F, a Europa.

Pelo caminho, lá foi fazendo a liturgia aos acólitos da MAGA sobre controlar TOTALMENTE, a gritar como escreve, o Estreito de Hormuz e qualquer coisa sobre a bomba nucelar do Irão agora não vir a existir, isto depois ele dizer que o primeiro ataque ao Irão o tinha impossibilitado de a construir. Trump é um alucinado mas é preciso não esquecer que mais de metade dos eleitores americanos votaram naquele monte de esterco. E a outra metade anda à sombra da bananeira à espera de vez. A mesma metade que elegeu o Santo Obama, o qual declarou solenemente que o foco da América passaria a ser o Pacífico, em vez da Europa. Com amigos destes, quem precisa de inimigos?


Entretanto, o caixeiro-viajante Rubio veio cá vender o seu produto, os caças que Portugal poderá vir a comprar. Pelo caminho, trouxe chantilly para enfeitar o bolo das relações diplomáticas e uns alertas sobre o escorpião chinês, como se não fossem os americanos da era MAGA o maior desastre que aconteceu à Europa e a Portugal por arrasto. Não é que antes dos MAGA as coisas estivessem bem. Mas Trump deu terreno a Putin e a Bibi para fazerem a porcaria que fizeram. E, com o ego bem afagado por Bibi, deixou-se arrastar para o conflito no Irão que os israelitas desejavam há décadas. Portanto, o sr. Rubio que vá dar banho ao cão, juntamente com o seu amigo JD, que já disse ao que vem quanto à Europa.

Resta saber se Jacinto Leite Capelo Rego voltará a fazer generosos donativos ao CDS. Que os negócios da Defesa estão envoltos num nevoeiro mais denso do que o de Alcácer-Quibir, estão.

Pelo caminho, Amadeu Guerra acabou com o Think Tank – iniciativa Antifraude. Parece que havia lá uma juíza que fazia relatórios chatos sobre o PRR, esses onde o inspetor-geral das Finanças confessou, em audiência parlamentar, que dava uns jeitinhos para “não fechar a torneira dos fundos”. Vale a pena ler o artigo de Susana Peralalta no Público “Extinção preventiva“, onde ela explica a “história mais verdadeira e menos recomendável sobre a extinção do Think Tank”.

Só gostava de saber onde andam os do O Insurgente e companhia que passavam o tempo a bater no PS e que agora andam calados com o Sócrates, perdão, o Montenegro que nos governa. Ah esperem, agora chegaram a excelsos deputados.

Com tanta tragédia, valha-nos a comédia com que Montenegro nos tem brindado com a novela mexicana de quem não tem um espelho em casa.
Depois do número de prestidigitação ao ligar para a FPF, Ró náldo, como dizem nas televisões, e para Jesus, brinda-nos agora com umas bocas a Varandas. Enquanto se fala do acessório, não se fala do estado do Estado. Haja um ilusionista que nos entretenha.

Nuno Melo e a reabilitação da delinquência

Segundo Nuno Melo, jovens delinquentes ganhariam com a formação das Forças Armadas. Acho que ganharíamos todos. Acontece que há quem faça o serviço militar obrigatório para depois chegar cá fora e se ver envolvido em esquemas criminosos com luvas e submarinos, para não falar em financiamentos ilícitos à Jacinto Leite Capelo Rego. Há até quem assine resoluções de bancos na praia, enquanto degusta um cocktail com um mini-guarda-sol e fruta na borda, sem ler as letras pequenas. Ou as grandes. Ou qualquer letra. Se a tropa poderia ter feito alguma coisa por isto? Não sei. Mas três meses na solitária sempre dariam para reflectir sobre o sentido da vida.

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Na muche (ou na hélice, vá lá)

“O soro da verdade da Cristas dava jeito era no CDS, para sabermos o que é que aconteceu aos submarinos.” Bruno Nogueira, no seu novo programa Mata-bicho.

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E já agora, para sabermos quem é o Jacinto Leite Capelo Rego.

Assunção Cristas e as clientelas

AC

No calor da universidade de Verão do CDS-PP, Assunção Cristas teceu um conjunto de considerações espantosas e dignas de registo. Entre acusações ao actual governo de fazer aquilo que o governo que integrou fez, nomeadamente “ir buscar dinheiro” aos bolsos da classe média, e críticas ao silêncio dos partidos que apoiam parlamentarmente a solução governativa, quando dela e dos restantes centristas que integraram o governo Passos /Portas “nem um ui” face aos cortes, por exemplo, nas pensões, logo os reformados que eram uma das bandeiras do CDS-PP, Assunção Cristas deliciou as hostes com uma intervenção populista e demagogica que reflecte o estado de um partido comatoso, agarrado a um discurso catastrofista. Um absoluto vazio. [Read more…]