Impostos “à la esquerda”

Um aplauso para Assunção Cristas, que teve visão suficiente para perceber o que nos esperava e desmontou o embuste. Um “orçamento de austeridade à la esquerda“, pleno de impostos esmagadores que arruinariam o país, deixando-a à mercê do geringonçismo parasita.

Só que não. Pelo menos a julgar pela análise do Conselho de Finanças Públicas, revelada esta semana, que aponta para uma queda da carga fiscal em 2016, a primeira desde 2012. Já nem o CFP da Dra. Teodora Cardoso escapa à sovietização em curso. Mas não nos deixemos enganar: o maior assalto fiscal de sempre começou no dia 1 de Fevereiro de 2017. Portugal nunca mais será o mesmo após o brutal aumento de impostos sobre os refrigerantes.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

O reforço laranja de Assunção Cristas

Carmona Rodrigues, o último social-democrata a conquistar a câmara de Lisboa, será o mandatário de Assunção Cristas na corrida autárquica de Outubro.

Cristas zangada

Acabo de ver Cristas na TV, zangada, a dizer coisas sobre o banco resolvido na sequência do decreto-lei que assinou de cruz. Parece que a possibilidade de vir a assinar com uma bolinha a está a indignar.

Desvalorizar os resultados do deficit alcançado em 2016

[Rui Naldinho]

Aquele momento mesquinho e irracional em que Assunção Cristas assume em toda a sua plenitude, o papel de comentador desportivo, pós derby de fim de semana. Não querendo assumir os erros de estratégia na derrota do seu “clube”, a agenda politica que ela própria protagonizou com a sua equipa técnica no ultimo ano sobre a capacidade do governo em reduzir o nosso deficit, desculpa-se agora com estratégia arrojada da equipa e dos jogadores adversários, que não provocando lesões, utilizaram truques e manhas tão (in)comuns neste desporto nacional em que se tornou a política portuguesa, em especial a execução orçamental de cada ano económico.
A líder do CDS ao tentar desvalorizar os excelentes resultados do deficit de 2016, só se diminui como líder partidária que almeja voos maiores, mostrando inveja, tacanhez e falta de elegância democrática, pois não entende aquilo que todos nós já entendemos, há muito. [Read more…]

Da pouca vergonha

Shame.

Via Uma Página Numa Rede Social

Que se lixem as eleições autárquicas em Lisboa. Desde que o PS não ganhe

Lembram-se da indignação com que inúmeros notáveis à direita apontavam o dedo ao acordo de esquerda, alegando que o arranjo parlamentar que suporta o governo tinha como principal objectivo afastar a coligação PSD/CDS-PP do poder? Recordam-se dos rios de tinta que correram, dos artigos de opinião irados e da revolta que se apoderou do Caldas e da São Caetano à Lapa? Pois bem, eis que os papéis se invertem. É a reedição do Que se lixem as eleições, versão Autárquicas 2017. [Read more…]

Passos prefere Coelho a Cristas

Gostos não se discutem, como sabemos, mas tudo pode ter tido a ver com uma questão de a busca de uma fé mais leal e, se assim não fora, que seria do amarelo!
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Os nossos carrascos e os tipos que levam o país a brincar

Os mercenários da Standard & Poor’s anunciaram ontem a manutenção do rating da República Portuguesa no nível BB+, also known as “lixo”, atribuindo-lhe uma perspectiva “estável“. São más notícias para o país, que continua enfiado no buraco dos terroristas financeiros, piores ainda para os partidos à direita, que continuam a apostar as suas fichas na hecatombe das finanças públicas, muitos deles a rezar sucessivos terços para que o caos se instale e o assalto ao poder se torne mais fácil. Para sua desilusão, o problema não se agravou. Ainda. [Read more…]

Não compreendo a estranheza

Assunção Cristas sempre fez questão de não desligar a sua vida política da religiosa, com Cristo sempre presente, qual o espanto de ela colocar uma cruz em tudo?

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E quer esta senhora ser presidente da CM de Lisboa

A vida política portuguesa é insólita. Volta e meia temos um destes episódios, bizarros, que nem a maquilhagem mais espessa consegue dissimular, mas aos quais grande parte dos portugueses assistem, impávidos, como se nada fosse. Temos esta senhora, Dra. Assunção Cristas, que lidera um partido, o CDS-PP, que apesar de pequeno, tem enorme influência na banca, nos grandes escritórios de advogados e nas grandes empresas, e que dá uma entrevista ao Público onde confessa, sem grandes rodeios, que estava muito descansada de férias e recebeu um pedido urgente da ministra das Finanças. Era preciso aprovar um decreto-lei, que a senhora Cristas desconhecia por completo, e que assinou de cruz, como se nada fosse. [Read more…]

PSD em alerta: CDS entra na corrida pelo grande prémio Parvoíce do Mês

As votações estão abertas, caro leitor. Vote já na sua parvoíce favorita:

  1. A teoria da conspiração de Paula Teixeira da Cruz
  2. O tiro de caçadeira de canos serrados que Duarte Marques deu no próprio pé
  3. A negligência financeira de Assunção Cristas

Vote já e habilite-se a ganhar uma embalagem de radicalismo do amor. Limitado ao stock existente.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Atirar lama para o ar, para não se enlamearem sozinhos…

Confesso que ainda não percebi de onde partiu a tentativa de envolvimento de Assunção Cristas nesta história do BES. Muito provavelmente do PSD, que enterrado até à lama, não quer ficar sozinho da fotografia. Obviamente que a senhora era ministra do governo e como tal solidária e responsável pelas decisões tomadas. Mas o governo tinha um Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, a ministra das finanças era Maria Luís Albuquerque. Serão obviamente os primeiros responsáveis pela resolução do BES, a par do governador do Banco de Portugal. E sim, porque o governo era de coligação, o CDS/PP não se pode eximir às responsabilidades, mas tinha líder na altura, se estão recordados era até uma liderança irrevogável. Assunção Cristas era uma dos 8 vice-presidentes do partido. Terá a sua quota-parte, mas não pode ser colocada no mesmo patamar que outros com maior e mais directa responsabilidade no assunto…

Assinou de cruz, com a que reciclou do voto

Cristas aprovou projecto de resolução do BES sem o ler“. Cada cavadela, cada minhoca. 

Zangam-se as comadres

descobrem-se as verdades?

Aguarda-se a defesa da ex-colega Cristas

​Ao que o PÚBLICO apurou, Paulo Núncio criou empresas na Zona Franca da Madeira (ZFM), para a qual trabalhou durante dez anos, como fiscalista. Este dado é relevante uma vez que a publicação de dados sobre a Madeira foi a única dúvida oficial levantava por Núncio para não publicar dados sobre offshores.
(…)
Paulo Núncio foi, entre 1997 e 2007, advogado fiscalista da MLGTS Madeira Management Investment SA, uma empresa do universo da sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva Associados, que continua a operar no Funchal e que prestava serviços de assessoria jurídica às empresas sediadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM). Nessa época, era o responsável pelo escritório local da MLGTS e, apurou o PÚBLICO junto de empresas do sector, esteve ligado ao registo de cerca de 120 novas sociedades, numa altura em que zona franca madeirense funcionava também como praça financeira. [PÚBLICO, MÁRCIO BERENGUER e LILIANA VALENTE, 12/03/2017]

Ah!, afinal a cavaleira da triste figura já saiu em defesa dos seus moinhos de vento. [Read more…]

Cristas vai rezar para que isto passe

Os factos alternativos vestidos de azul.

Claro que podem

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Os mais recentes dados do PIB indicam que vocês eram mesmo experts na arte de virar o crescimento do país de pernas para o ar.

Interliga, Cristas, interliga

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Assunção Cristas, em permanente campanha por todo o lado, surgiu ontem de ar grave e semblante taciturno a comentar a consolidação orçamental. Engole em seco quando afirma que “a consolidação orçamental é relevante“, imediatamente rematando com um “é preciso ver como é que é feita essa consolidação orçamental e o que vemos é uma grande degradação de serviços públicos“, apontando baterias ao estado da Saúde e da Educação.

A lata não surpreende. Apesar de ter integrado um dos governos que mais atacou o Estado Social, que desinvestiu brutalmente na Educação e que deixou os serviços de urgências do país a rebentar pelas costuras, sem que a preocupação que agora procura demonstrar estivesse presente, a líder do CDS-PP parece esquecer-se que, mesmo assim, o executivo co-liderado pelo seu antecessor falhou todas as metas do défice. Todas. E que o país pagou caro os sucessivos falhanços. Na relação com a UE como na degradação dos serviços públicos que agora parece ter descoberto. [Read more…]

Se o ridículo render votos, Cristas será sempre a campeã eleitoral

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Descansem camaradas! Não, não vos venho falar da imagem colocada em epígrafe. Não vos venho falar da tentativa frustrada que a autora da imagem fez para tentar transparecer sensualidade de um feio e infantil vestido de kiwis. Não vos venho falar da imagem que a meu ver deverá ter sido o motivo que levou a Juventude Popular a promover a educação para a abstinência sexual nas escolas como aqui ironizou (e bem) o meu camarada João Mendes nem vos venho falar da falta de beleza da senhora, caso para considerar como um terrível act of god para a humanidade. Venho portanto falar-vos de Assunção Cristas, uma líder partidária bifurcada que nos dias que correm se tem assemelhado a um daqueles tentáculos das máquinas de brindes, ora focada em tirar com um crédito coelhos da cartola da gestão de Costa na CML, ora focada em tirar com a outra nabos da púcara do mesmo sujeito na AR nas questões da descida da TSU e da dívida pública.

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Não era isso que (quase) todos diziam sobre o seu governo, deputada Cristas?

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A propósito da polémica proposta para reduzir a TSU como forma de compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN), a deputada Cristas acusou António Costa de ter uma “maioria intermitente“, que não é “estável, credível e duradoura“. Não era isso que tantos portugueses diziam sobre o governo que a candidata à CM da Lisboa integrou? E, no entanto, o governo PSD/CDS-PP lá conseguiu chegar ao fim do mandato. E conseguiu-o apesar das birras e das facadas do parceiro minoritário da coligação. Em 2012, quando o país se insurgiu contra a proposta de aumento da mesma TSU, não para compensar um aumento do SMN, que o caminho era o do empobrecimento, mas à custa da subida das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social, o CDS-PP tirou o tapete a Passos Coelho. Assunção Cristas estava lá e participou neste duro golpe na estabilidade e credibilidade da coligação. [Read more…]

Cristas abanou a cabeça

Abanou a cabeça de um lado para outro, como lhe ensinaram,  enquanto dizia umas coisas.

“Em muitas alturas, o CDS teve grandes divergências políticas com o dr. Mário Soares, mas não esquecemos o seu papel fundador no Portugal Democrático, especialmente no difícil período revolucionário em que se opôs à hegemonia política e totalitária – e em que, tendo vencido, ajudou a democracia a vencer e a ser consolidada em Portugal”, comentou Assunção Cristas, numa nota enviada à agência Lusa. [Expresso]

“Especialmente no difícil período revolucionário”, na visão CDS, pois a ditadura foi um período normal.

Na muche (ou na hélice, vá lá)

“O soro da verdade da Cristas dava jeito era no CDS, para sabermos o que é que aconteceu aos submarinos.” Bruno Nogueira, no seu novo programa Mata-bicho.

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E já agora, para sabermos quem é o Jacinto Leite Capelo Rego.

Cristas, Cristas

Ó Assunção Cristas, cada vez que ergues as ditas em parlamentar pirueta, metes água. A graçola das prendas ao primeiro ministro na sessão parlamentar de hoje evidencia, mais uma vez, a boçalidade soez, a bronca incultura que costuma ser apanágio da tua bancada. Até o incensado Portas se quis luzir proclamando – sem ter a mais pequena ideia do que estava a dizer, acredito – a frase que encima o portão do campo de Auschwitz. Agora, tu, Sussãozita, brindas o nosso primeiro com um frasco de “soro da verdade”, quiçá para o obrigar a dizer o que esperas ouvir. Fazes ideia de quem usava tal técnica e com que fins, criatura? Sabes a que soube a tua performance rasca? Sabes alguma coisa?
(ou talvez tu e o teu antecessor saibam; e isso é muito pior)

Radicalismo sem amor

Ao cuidado dos lisboetas, em particular aqueles que residem nos bairros sociais da cidade. Não se deixem enganar.

Video: Luis Vargas@Geringonça

Pedido de esclarecimento a Assunção Cristas

Leio a notícia sobre a missa em honra de Amaro da Costa e de Sá Carneiro, mortos por estes dias de Dezembro em 1980. Assunção Cristas, a líder do CDS, esteve presente e, diante dos microfones, entre outras coisas, declarou que os dois políticos “deram a vida, literalmente, pelo seu país”.

No facebook, a nossa Carla Romualdo faz a pergunta que qualquer jornalista poderia ter feito: «Como assim, “deram a vida pelo país”? Eles sabiam para o que iam?»

Inspirado por estas questões, resolvi enviar a seguinte mensagem de correio electrónico ao CDS:

Sou um dos autores do blogue Aventar e gostaria de pedir que fossem esclarecidas as declarações da senhora doutora Assunção Cristas acerca da morte de Amaro da Costa e de Sá Carneiro, Segundo o que li, a Senhora Presidente do CDS declarou que ambos “deram a vida, literalmente, pelo seu país”.
Assim, tendo em conta que a expressão “dar a vida” implica ter uma noção de que se iria correr um risco, estaria a senhora doutora Assunção Cristas a afirmar que Amaro da Costa e Sá Carneiro sabiam que havia, no mínimo, grandes probabilidades de o avião se despenhar, como, infelizmente, veio a acontecer? Se sim, poderá, ainda, considerar-se que as outras cinco pessoas que morreram no mesmo acidente também “deram, literalmente, a vida pelo seu país”?
Esta pergunta será publicada no Blogue Aventar. A resposta que V. Exas. queiram enviar será, também, integralmente publicada.
Muito obrigado
António Fernando Nabais
Aguardemos, pois.

A força do cinismo é forte nesta aqui

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É preciso ter muita lata, mesmo.

O radicalismo do amor

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contra o radicalismo dos populismos, é a receita de Assunção Cristas, hoje, no Público. Um artigo tocante.

 

Assunção Cristas decide chafurdar na lama

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Assunção Cristas quer mostrar serviço e, na falta de alternativas viáveis entre os órfãos de Portas, atirou-se de cabeça para a corrida eleitoral à câmara de Lisboa. Das duas, uma: ou consegue um resultado melhor que o conseguido por Portas em 2001 (7,59%), ficando automaticamente elegível para canonização, ou esbardalha-se com violência e regressa à base, enfraquecida mas sem grande risco de perder a liderança do partido que, a julgar pelas últimas internas, mais ninguém quer. Existe ainda a possibilidade de obter o apoio de Passos Coelho, que sem um candidato de peso para apresentar à capital, parece agora refém da líder do CDS-PP. E, com o apoio do PSD, não será muito difícil conseguir um resultado melhor que a humilhação a que a Pàf lisboeta foi submetida em 2013. [Read more…]

Refém de Assunção Cristas?

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Ainda falta um ano para as eleições nos 308 municípios portugueses, mas a contagem de espingardas já começou. Por muito que os líderes partidários teimem em afirmar que não fazem leituras nacionais dos resultados das eleições Autárquicas, a verdade é que essa leitura é feita e não raras são as vezes em que os resultados têm reflexo directo nas lideranças dos dois maiores partidos.

Em 2001, o PSD esmagou o PS nas urnas, levando António Guterres a demitir-se do cargo de primeiro-ministro e a abandonar a liderança do PS, e Durão Barroso ganhou as Legislativas do ano seguinte. Em 2013, poucos meses após a irrevogável crise governamental causada por Paulo Portas, e com os níveis de popularidade da coligação em queda livre, o PS passava a controlar praticamente metade do mapa autárquico, incluindo três dos quatro maiores municípios portugueses, com António Costa a assegurar maioria absoluta em Lisboa – tornando-se líder do partido um ano depois – enquanto Basílio Horta e Eduardo Vítor Rodrigues afastavam o PSD da governação de Sintra e Gaia. Em 2017, diga o que disser Pedro Passos Coelho, uma derrota autárquica será o fim da linha para o líder do PSD. [Read more…]

Um desenho chega

orçamento de estado-2017

Poderia escrever-se alguma coisa sobre o assunto, mas dissertar sobre revisionismos é uma perda de tempo.