A Comissão

Imagem: internet

 

A Comissão de Defesa Nacional exerce as suas competências em todas as matérias de Defesa Nacional e das Forças Armadas, designadamente fiscalizando e acompanhando a actividade do Governo. Além disso, é responsável pela organização de um vasto conjunto de eventos, entre os quais se contam conferências, audições, cursos e visitas.

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Contratar mercenários para proteger a tropa

Escrevi um texto há quase dois anos acerca do facto de haver empresas privadas de segurança a tratar da segurança de forças de segurança do Estado. Parece um trocadilho, mas é também a realidade a ser mais tristemente cómica do que qualquer comédia. Confirma-se: não deve faltar muito para que um arremedo de ficção seja menos verosímil do que a verdade.

Dois anos depois, um paiol foi assaltado nas calmas, tão nas calmas que poderia ter sido eu o assaltante. Ainda por cima, verifica-se que, mais uma vez, o Estado comprou serviços, pagando a privados aquilo que deveria resolver com recursos próprios. Os engravatados que governam os governos chamam a isso outsourcing, que é uma coisa tão externa que só pode ser dita em inglês.

Tenho horror a simplismos, mas parece-me demasiado óbvio que também este problema resulta das negociatas feitas em nome do Estado por gente que dele se apropriou para o vender aos bocadinhos, numa actualização da metáfora em que a raposa toma conta do galinheiro. É assim nas Forças Armadas, é assim na Educação, é assim na Saúde. Ou como escreveu Saramago: “privatize-se também/a puta que os pariu a todos.”

Comandos

É avisado compreender que, no mundo em que ainda vivemos, as Forças Armadas são um elemento estruturante da Soberania. Infelizmente é a verdade. Mudará um dia, quando o mundo for finalmente a ilha que Tomás Moro imaginou ou Camões entreviu no Mar do Amor.

O que não convém é reclamar a Soberania aos dias pares, quando se trata de atacar, e bem, o colonialismo político e financeiro alemão, e entregá-la aos dias ímpares, sugerindo a alienação do último instrumento de protecção da independência nacional e da integridade territorial.

Abundância pré-eleitoral

Ministro da Defesa anuncia 6.088 promoções nas Forças Armadas (DE)

A Costa Rica está há 65 anos sem forças armadas

Entretanto, conseguiu uma esperança média de vida de 78 anos, uma taxa de alfabetização de 96,3% e “o povo mais feliz do planeta”.

Touche pas mon bijou…

Loureiro dos Santos, general de pousio, assanhou-se todo – em frente do Medina!… –  contra a hipótese de as “reformas estruturais” chegarem ao reino sombrio das forças armadas. E digo sombrio porque impensado e, parece, impensável.

Gostava de ter visto o ilustre comentador – oportunidades não lhe têm faltado – ostentar a mesma firmeza quando este governo carniceiro rapina sobre o que há de mais essencial para uma vida digna deste povo. Mas não. Só agora aparece a ranger os dentes e a ameaçar irresponsavelmente com movimentos “de indisciplina nas forças armadas”. É típico e não é uma estreia.

Não, não sou dos que entram em demagogia sobre a utilidade das forças armadas. Mas gostaria que todos – sublinho, todos – os partidos e movimentos políticos se confrontassem séria e profundamente sobre as questões da defesa nacional e, por uma vez, enfrentassem corajosamente os seus problemas, dispensando-nos à retórica vã e politicamente cobardolas que é habitual sempre que nos abeiramos deste tabu. [Read more…]

O orçamento de 2013 para Portugal, o povo e os militares

Longe de mim alarmar as pessoas, especialmente aos meus concidadãos. Mas, mal vi esta notícia, lembrei-me do Chile. Os militares estavam descontentes com a legislatura de Allende que governava em nome do povo.

É evidente que a situação é diferente, bem sabemos, mas quando os bolsos das pessoas são tocados, acaba todo por ser um sinistro de grandes proporções. Os soldados de Portugal sempre defenderam o povo e a sua soberania, causaram o 25 de Abril de 1974 que salvou ao país da escravatura do governo da ditadura de longo curso Salazar-Caetano.

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Aguiar Branco faz variação sobre a cigarra de Macedo

E as formigas são as forças armadas.

Presidente dos EUA = Presidente da Guerra

Quando Obama foi eleito muitos exultaram e chegaram a falar em novo mundo e nova ordem mundial.

Tolice e ingenuidade.

O presidente dos EUA, seja ele quem for, é o presidente de um império que tudo fará para se perpetuar como tal. O presidente dos EUA é, acima de tudo, o presidente da potência que, desde a 2ª Guerra Mundial, se afirma pela força das armas para estabelecer os desequilíbrios que lhe sejam estrategicamente convenientes, independentemente dos valores que o discurso oficial americano possa, num momento ou outro, propalar. Acontece que, após a Guerra Fria, o mundo se tornou mais ameaçador para os EUA, com menos aliados seguros e inquestionáveis, com mais frentes de “consolidação” da sua força, com maior dispersão de vontades e de movimentações. Assim, de “vitória em vitória”, as forças militares americanas foram-se exaurindo e exaurindo os cofres do estado, ainda que para benefício dos grandes interesses privados e senhores da guerra internos.

Obama, o presidente do país que mantém a sua supremacia pelo recurso ao aparelho militar, é, neste contexto, obrigado a redefinir prioridades e, sobretudo, a redimensionar o dispositivo bélico. Além disso precisa de focalizar e concentrar-se no único país que poderá a médio prazo substituir a América como próximo império mundial. E veio dizer, se tal fosse preciso, que os EUA não perderão a hegemonia pela via paz ou, por outras palavras, que enfrentarão pela guerra e pelas armas qualquer desafio à sua posição de império mundial. E veio, claro, desmentir quem – Academia Nobel, etc.- pensasse que poderia ser diferente nas atitudes, nos processos e no xadrez internacional. O cargo de presidente dos EUA depende pouco da pessoa que o exerce.

Sem surpresa

É compreensível algum silêncio incómodo em Portugal perante as declarações de Thomas Stephenson, assunto que já mereceu um post do Jorge. A reacção corporativa surgiu do General Loureiro dos Santos, que desvalorizando as questões sobre a compra de equipamentos, procura tratar o assunto como uma divergência de interesses económicos, entre os EUA e as Forças Armadas. Mas deixando de lado a questão dos equipamentos, que não é de forma alguma uma discussão inútil, importa debater que Forças Armadas pretendemos, sem esquecer que Portugal reivindica a continuidade da plataforma continental até aos Açores, a somar ao arquipélago da Madeira, o que implica algum esforço financeiro em meios navais e aéreos, quais será uma discussão para especialistas.

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Afinal o que se pretende?

                                  Colégio Militar: o programa do costume

 

 Há alguns meses, tive a oportunidade de dizer a um muito interessado grupo de alunos do C.M, a razão pela qual discordava do – por eles esperado – ingresso do Príncipe Real na dita instituição. A violência física e verbal, a falta de respeito por colegas que antes de tudo, são uma reserva da nação. Ficaram calados e um tanto cabisbaixos, confirmando tacitamente a provocação.

 

Apesar de todos os relatos de atrocidades que a imprensa tem feito circular, parece que nada disto surge por acaso. Quase uma década decorrida desde a inacreditável tentativa de encerramento do Colégio Militar, perpetrada pelo absurdamente patético governo de Guterres, a situação permaneceu no limbo, assim como a  desconfiança quanto às reais intenções de alguns sectores do regime. Guterres pretendeu transferir a formação dos nossos futuros oficiais, para a Academia Militar de S. Fernando, em Espanha. Todos sabemos o que isto indicia e não é certamente a habitual pecha da paranóia anti-castelhana que nos fará recuar na suposição.

 

É verdade que as práticas antigas de brutalidade e despótico exercício  da coacção moral ou física, são extemporâneas, desnecessárias e contrárias à própria ética militar. No entanto, a profusão de comentários na imprensa e o "opinionismo comentadeiro" dos mesmos de sempre, levam-nos a uma vez mais suspeitar de outras razões que pretendem prosseguir com um há muito gizado plano. Se a isto juntarmos algumas suspeitas de interesses imobiliários no espaço da Luz, o panorama torna-se conhecido. O tempo o dirá.