O fogo e os submarinos

Imagem via Yronikamente

Ou as prioridades de um país que continua a arder todos os anos, violentamente, sem estratégia ou meios adequados. A culpa morre solteira, as árvores e os animais morrem carbonizados, as clientelas enchem os bolsos e quem vier a seguir que feche a porta.

CDS-PP: não se passa nada.

 

Submarinos, Paulo Portas, Escom, contrapartidas, Jacinto Leite Capelo Rego e BES. Não se passa nada.

Portucale, Telmo Correia, Herdade da Comporta, despacho de última hora, abate de sobreiros, Abel Pinheiro e BES. Não se passa nada.

Casino de Lisboa, Telmo Correia, Estoril-Sol, despacho de última hora, Abel Pinheiro, Paulo Portas e uma tal de “coisa”. Não se passa nada.

Helicópteros, Paulo Portas, 60 mil cópias de documentos, contrato tóxico e BES. Não se passa nada.

Apesar da presença assídua de Telmo Correia, Abel Pinheiro e dos famosos despachos de última hora, dois nomes sobressaem entre os restantes: Paulo Portas e BES. E era isto que vos vinha cá dizer. Não admira que este vídeo incomode tanta gente no Largo do Caldas. E na Comporta. Mas não se passa nada.

via Uma Página Numa Rede Social

 

Na muche (ou na hélice, vá lá)

“O soro da verdade da Cristas dava jeito era no CDS, para sabermos o que é que aconteceu aos submarinos.” Bruno Nogueira, no seu novo programa Mata-bicho.

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E já agora, para sabermos quem é o Jacinto Leite Capelo Rego.

Assunção Cristas e as clientelas

AC

No calor da universidade de Verão do CDS-PP, Assunção Cristas teceu um conjunto de considerações espantosas e dignas de registo. Entre acusações ao actual governo de fazer aquilo que o governo que integrou fez, nomeadamente “ir buscar dinheiro” aos bolsos da classe média, e críticas ao silêncio dos partidos que apoiam parlamentarmente a solução governativa, quando dela e dos restantes centristas que integraram o governo Passos /Portas “nem um ui” face aos cortes, por exemplo, nas pensões, logo os reformados que eram uma das bandeiras do CDS-PP, Assunção Cristas deliciou as hostes com uma intervenção populista e demagogica que reflecte o estado de um partido comatoso, agarrado a um discurso catastrofista. Um absoluto vazio. [Read more…]

Estranha ordem de prioridades

Kamov

Foto@Público

Um helicóptero Kamov, um dos meios mais eficazes usado no combate aos fogos florestais, custa qualquer coisa entre os cinco e os seis milhões de euros. Como a informação que encontrei não me esclareceu, vou-lhe dar uma margem generosa e assumir um valor de mercado de 10 milhões de euros. Na sua frota de apenas 47 meios aéreos de combate aos incêndiosPortugal tem seis Kamov mas três estão avariados. Em Abril, o governo garantia serem meios suficientes. Porém, em Agosto, Portugal está a arder. Só na Quarta-feira, foram mobilizados cerca de 6000 bombeiros e mais de 1500 viaturas para fazer frente a 319 fogos florestais. [Read more…]

A imunidade do homem que está em todas

Hélder Bataglia

Em Outubro passado, o Ministério Público emitiu um mandado de captura internacional com o objectivo de deter Hélder Bataglia, presidente da ESCOM, por suspeita de ter transferido vários milhões de euros para uma conta de Carlos Santos Silva, o famoso mecenas de José Sócrates, milhões que tinham como destinatário o ex-primeiro-ministro, como alegado pagamento de luvas relacionado com o processo Vale do Lobo, do qual é accionista. Refugiado em Angola, onde os negócios da ESCOM continuam a rolar, Bataglia está protegido pela lei angolana que impede a extradição de cidadãos angolanos, nacionalidade que partilha com a portuguesa. [Read more…]

Ainda os submarinos: corrupção – a alma do negócio?

Reportagem de António Cascais para a Televisão Pública Alemã, 28/04/2014

Por cada 7€ de equipamento adquirido, 1€ era para a Banca

Paulo Pereira

Major-General Luís Augusto Sequeira no debate promovido pelos dois primeiros subscritores da “Carta Aberta sobre o arquivamento do Processo dos Submarinos“:
A ler também a audição do mesmo na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas relativos à Aquisição de Equipamentos Militares.

Confirma-se

Sempre achei que, aquando da distribuição universal de inteligência, Diogo Feio não foi muito favorecido. Houve ali uma falha, um deslize, uma desigualdade, qualquer coisa que correu mal.
Agora afundou-se, emergindo a prova, qual submarino.

Petições que desaparecem

10 mil aparentemente insignificantes cidadãos assinaram uma petição para a reabertura da CPI à aquisição dos submarinos. Desapareceu, outra vez. Que competente que é a gestão de Albino Soares.

Entreguem a Santo António

Parece que a Assembleia da República não sabe onde meteu a petição em que mais de 10 mil pessoas exigem um inquérito parlamentar à compra dos famosos Tridente e Arpão, os submarinos alemães.

O documento foi submetido por via electrónica, quem o fez tem o comprovativo de que a submissão foi realizada com sucesso, mas, de acordo com o Jornal de Notícias, fonte da AR diz que ali “não entrou nada”.

Creio que neste caso “perder” é um verbo inadequado. Provavelmente houve uma arrumação inconseguida e a petição deve estar neste momento num sítio que não lembra a ninguém. Quem nunca encontrou os óculos no frigorífico ou a colher do iogurte no balde do lixo que atire a primeira pedra. E como a sabedoria popular, antiquíssima, nunca é de desdenhar, eu sugeria à Assembleia da República a oração a que recorriam as nossas avós e bisavós e que tem décadas de êxitos comprovadíssimos. [Read more…]

Erros de transcrição? Exactamente

The Fourth Protocol / le 4eme protocole (1987) uk

© AFP via Nouvel Observateur (http://bit.ly/16ujO5z)

Acabo de ler, no Expresso, uma notícia sobre “erros de transcrição” nas “escutas telefónicas para o processo dos submarinos”. O Expresso distingue “aquilo” em vez de “a Kiel”, “Monte Canal” em vez de “famoso canal”, “Canalis” em vez de “canal”. Contudo, por motivos que me escapam, o Expresso não se debruça sobre outros óbvios (e gravíssimos) erros na transcrição:

  1. “impercetível” em vez de “imperceptível”,
  2. “exato” em vez de “exacto”,
  3. “exatamente” em vez de “exactamente”.

De facto, ouvindo a transcrição, além de não detectar qualquer ocorrência de *[izɐtɐˈmẽtɨ], verifico que aquele *’exato’ é incorrecto (uma vez que, é sabido, ‘exactamente’ = ‘exacta’ + ‘mente’) e reparo na ocorrência de *’impercetível’, palavra sem qualquer significado em português europeu, pois a pronunciação corresponde a [ĩpɨɾsɛˈtivɛɫ] e não a *[ĩpɨɾsɨˈtivɛɫ]. Sendo [ĩpɨɾsɛˈtivɛɫ], logo, ‘imperceptível’: QED (este e não o outro).

Quem não detecta tais falhas (mais óbvias e mais graves) não é detective: quando muito, será *detetive — palavra com padrão grafémico semelhante ao da primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo ‘deter’ (‘detive’) e, no mínimo, homógrafa da correspondente flexão do verbo *deteter: *detetenho, *deteténs, *detetém, *detetemos, *detetendes, *detetêm; *detetive, *detetiveste, *deteteve, *detetivemos, *detetivestes, *detetiveram; etc.

P.P. – Então? Já cheguei. Aterrei agora.
A.P. – Aterraste onde?
P.P. – Aterrei da Alemanha.
A.P. – Ainda foste à Alemanha?
P.P. – Ainda fui, ainda fui, aquilo!
A.P. – Fizeste muito bem. Ao (impercetível).
P.P. – Ao Canalis, exato.
A.P. – O Monte Canal é a promessa do Bismark.
P.P. – Exatamente, exatamente

 

Hélder Bataglia, presidente da ESCOM

Foi montado um esquema para fugirmos aos impostos (no negócio dos submarinos)”.

No further questions.

É agora, Paulo Portas

Cerimónia de assinatura dos novos Submarinos para a Marinha

Todos sabemos que és moço avisado, culto, inteligente. E um defensor dos reformados, lavradores ou outra gente honrada, que tanto tens sofrido nestes anos no governo por uma razão óbvia que se compreende, um homem tem de escapar pelos pingos da chuva das alhadas onde se meteu.

O caso não foi para menos, uns milhares de fotocópias guardaste para as eventualidades da vida, pairava no ar um Jacinto Leite Capelo Rego, e muito a propósito quem tem nadegueiro e no meio seu buraco lá tem de temer que desabe qualquer coisa do céu, pior ainda, da justiça. É ver como a essa gente do BES nem o Espírito Santo, com que o fundador foi baptizado para invocar superior protecção ao incógnito filho da criada e do chefe das polícias, de nada vale hoje, entretidos numa zanga de primos que parece uma novela da tarde, tal e qual como começou.

Sabias bem da lei Vale de Azevedo da justiça à portuguesa, e por isso tens penado no governo, acompanhando gente que tortura pobres como quem mata mosquitos no pino do calor,  e ainda se ri por cima. Gentinha reles, nada da tua laia, mas que perante qualquer arremedo teu de dignidade lá te acenava com o raio dos submarinos, obrigando-te a revogar patrioticamente a palavra dada, nem imagino as azias que tens sofrido.

Ora, agora que o processo foi arquivado, e após o ufa que deves ter soltado, e bebido o champanhe para este dia guardado no largo por onde tantas caldas de donativos passaram, enfim liberto, vê lá se te lembras dos teus votantes, dos portugueses, e finalmente soltas o teu grito de liberdade e te demites.

Ainda consegues voltar ao parlamento sem ocupar o lugar de pendura do Mota da lambreta, ainda recuperas uns votos, e haverá sempre um novo primeiro-ministro a precisar de ti. A malta agradece, que isto sempre anima um bocado e olhando para um embasbacado Cavaco sempre ficamos entretidos.

Submarinos, Estaleiros de Viana, corrupção internacional: uma investigação jornalística


Entrevista com o autor do documentário pela Renascença aqui.

Processo dos submarinos arquivado

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Este post é só para dar os parabéns à investigação policial, aos magistrados e aos envolvidos no geral. Conforme se lê na VISÃO, o Ministério Público decidiu não levar a julgamento nem deduzir acusações contra os arguidos do famoso Caso dos Submarinos, que investigou, durante oito anos, o negócio dos submergíveis comprados aos alemães. Consta que não houve intenção “clara” de beneficiar o consórcio alemão (a luz estava apagada) e mesmo que tenha havido qualquer coisita, isso prescreveu há uns meses.

Assim sendo, passados estes oito anos de telejornais e de tinta gasta na impressa, concluímos que nos andaram a enrolar o tempo todo. Não se passava nada. Era fumo. Houve quem recebesse comissões milionárias sem que se perceba em que medida contribuíram para merecerem tamanho valor; Jacinto Capelo Rego fez depósitos em numerário na conta do CDS; houve condenados por corrupção na Alemanha. Mas o importante é que cá nada se passou. Tirando esse detalhe de alguma coisa se ter passado mas que já prescreveu.

 

Mais 5,5 milhões de euros

para pequenas reparações. Submarinos, um desígnio nacional.

Enquanto alguns são detidos na Alemanha

Em Portugal não existem sequer indícios de ilegalidades. Como é bom viver num país onde a justiça funciona…

Estranha forma de afrontação do poder

Submarino

Pedro Passos Coelho, líder dos ministros coitadinhos que pedem desculpa e mais recente Calimero da política portuguesa, tem apostado no discurso do homem vertical que está debaixo de fogo porque afrontou interesses poderosos. À parte do banqueiro Salgado, e apenas após este ter caído em desgraça, não se conhecem ainda esses poderosos interesses que o rapaz da Tecnoforma afrontou. A menos que queiramos assumir como real o discurso de alguns radicais de direita que catalogam os sindicatos como interesses poderosos da sociedade portuguesa. Terão o seu poder mas, tanto quanto se sabe, ainda não chamam boys do PSD ou do PS para os seus conselhos de administração, não influenciam a legislação nem beneficiam de prescrições milionárias em regime de total impunidade.

Posto isto é interessante ver a postura dos partidos da maioria na aparente recta final do mediático e polémico caso dos submarinos. Há duas semanas, os deputados da maioria, na habitual defesa dos seus interesses pessoais e partidários, decidiram chumbar a vinda de Paulo Portas à comissão de inquérito por considerarem a sua presença “desnecessária”. Já na Quarta-feira ficamos a saber que, no entender de PSD e CDS, os trabalhos da comissão de inquérito que investiga a aquisição de equipamentos militares como os submarinos ou os blindados Pandur estão terminados. Isto apesar de, segundo revelou o jornal Público, se estar mais perto do que nunca de descobrir o destino final dos 30 milhões pagos pelos alemães à ESCOM. Sabemos pelos jornais que uma parte acabou dividida entre os pobrezinhos da Comporta. Mas diz-se por ai que houve mais alguém a receber uns milhões. Terá sido o irrevogável? [Read more…]

Porreiro senhores deputados!

Durão

Há cerca de um mês atrás, na abertura do Brussels Economic Forum, Durão Barroso afirmava que os governos deviam deixar de culpar Bruxelas e começar a assumir responsabilidade pelas suas decisões: “É muito importante que quem toma decisões depois assuma as responsabilidades”, disse o homem que virou costas às suas responsabilidades governativas assim que lhe acenaram com uma abastada vida de burocrata em Bruxelas. Durão, a terceira ou quarta escolha para o cargo de Presidente da CE, não hesitou e deixou o país mergulhado numa crise política que terminou na dissolução da AR e consequente subida ao poder de José Sócrates. Se isto não é responsabilidade, não sei o que será.

Volvido um mês, ficamos ontem a saber que a maioria PSD/CDS-PP chumbou a vinda de Durão Barroso à Comissão Parlamentar de Inquérito à Aquisição de Equipamentos Militares, para responder a perguntas dos deputados sobre o caso dos submarinos. Não se percebe este bloqueio mas é possível que os deputados da maioria não se revejam nas palavras do burocrata e não pretendam vê-lo assumir responsabilidades pelas suas acções, caso hajam, algo que caberia à dita comissão apurar. Ficava-lhe bem aparecer por lá, até porque ainda há duas semanas tivemos que pagar uma multa de 3 milhões de euros resultante de ilegalidades praticadas pelo seu curto mas inesquecível governo. Mas os distintos deputados da maioria acharam melhor bloquear a iniciativa do BE, não vá esse hipotético assumir de responsabilidades colocar uns quantos em cheque. Foi porreiro pá!

A bem da transparência e da democracia

PSD e CDS chumbam audição a Durão Barroso sobre o caso dos submarinos. Não vão os telhados de vidro desabar como a selecção brasileira…

Condecorações para amigos

Gra Cruz

Nem só de desmaios, manifestações e cães polícia se fez este polémico 10 de Junho. Como vem acontecendo de há uns anos para cá, a presidência da República condecorou uns quantos portugueses. E se há lá nomes que não levantam grandes discussões como Eduardo Lourenço, Rodrigo Leão ou Mário Carvalho, a ocasião também serviu, como vem sendo habitual, para condecorar alguns amigos. Entre banqueiros, financiadores de campanha e altas patentes militares, não pude deixar de notar que Miguel Horta e Costa foi agraciado com uma das mais elevadas condecorações, a Grã-Cruz da Ordem do Infante do Henrique, que segundo o site da presidência se destina a “distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores”.

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“Corrupção – A alma do negócio” ou a Verdade!…

 

Corrupção feita à maneira, que virou saída limpa!

O “Pinóquio dos Submarinos”

Pinóquio dos submarinos

Por Fernando Saraiva.

Actualização: onde pára o dinheiro que nos roubam

BPN: 8.3;  buraco da Madeira: 6.3;  comissões do empréstimo da tríade para BCE e banca nacional:  2.3; escândalo dos Swaps : até 3; PPP e submarinos: nós não sabemos! Mais de 19.9 mil milhões de euros.

Esta história dava um filme

Destino de grande parte dos submarinos alemães feitos até hoje. U-134 sob ataque da RAF em 8 de Julho de 1943.

Destino de grande parte dos submarinos alemães feitos até hoje. U-134 sob ataque da RAF em 8 de Julho de 1943.

Não tenho pretensões a compreender nada do que se segue. Mesmo nada.

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Hoje há bandarilhas – Canadá

Num dia a Procuradora, em entrevista a um jornal, fez uma confissão: “eu sou de esquerda”. Dali a poucos dias, fazia o seu número na chamada “universidade de verão” do PSD, que é onde os jotinhas acumulam créditos para um dia pedirem equivalências às lusófonas, obtendo licenciaturas Pepe-Rápido, segundo o egrégio modelo Relvas.

Fico sem saber se a Procuradora pertence à esquerda de quem entra ou de quem sai.
Tomada de imparável verve, animada por uma jotinha que queria Sócrates preso por ter dinheiro para viver em  Paris, a Procuradora, naquele  seu  discurso errático, foi dando os amens ao ódio cego dos jotinhas. Tão cego que nunca repararam nos teres e haveres do Valentim  Loureiro, do Oliveira e Costa, do Isaltino,do Dias Loureiro, do genro daquele senhor que está a fazer de rei em Belém e outras ínclitas figuras da social democracia à portuguesa.
Lançada em órbita, a Procuradora proclamou:”Digo olhos nos olhos:o nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”. Dei comigo a pensar, já que a senhora vê sem óculos e parece esperta: Julieta dos Espíritos convertida ao Padre Américo. Não há rapazes maus. É o nacional porreirismo em todo o seu esplendor. [Read more…]

Em Portugal os políticos não são corruptos

nem a Cândida Almeida incompetente. É tudo debaixo de água.

Quem quer ser milionário

Afinal, basta recolher donativos em festas e jantares do partido.

Em apenas quatro dias foram feitos 105 depósitos, todos em notas, de montantes sempre inferiores a 12.500 euros, quantia a partir da qual era obrigatória a comunicação às autoridades de combate à corrupção.

O engraçado nisto é haver quem pretenda acreditar que é por se fazerem leis que as coisas mudam.

É perguntar ao ar condicionado

Desapareceram os documentos do negócio dos submarinos

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