O captain, my captain!

Para outras gerações, como a do meu pai, os capitães foram outros, como o saudoso Fernando “Bibota” Gomes ou João Pinto. Para mim, o Porto teve um, e apenas um grande capitão. E o seu nome era Jorge Costa.

Jorge Costa não era o mais dotado tecnicamente. Mas era a voz de comando de um Porto que sentia, lutava e jogava à Porto.

Um Porto que não se ajoelhava, que não vacilava ou se perdia em vaidades, que comia a relva e deixava tudo em campo.

Um Porto nobre e leal, autor de algumas das mais belas páginas desse livro de honra de vitórias sem igual que cantamos no início de cada jogo. [Read more…]

É o Bicho, é o Bicho

Descansa em Paz, Jorge.

Aprendi a ser portista com o Jorge Costa. Era o jogador preferido do meu pai. Havia Baía, havia Deco, havia Derlei ou McCarthy… “O mais importante? É o Jorge Costa.”, dizia-se aqui por casa naqueles anos gloriosos de 2000 a 2005. Quando Co Adriaanse o afastou, a mágoa nunca foi superada. Mas o Jorge nunca se afastou. Esteve sempre no FC Porto, porque o FC Porto nunca saiu dele.

Técnica? Pouca. Velocidade? Reduzida. Mas muito querer, muita raça e muito Porto. Passava a bola, não passava o homem, passava o homem e não passava a bola. Era um alicerce, o Jorge. Teve ao seu lado jogadores como Aloísio ou Ricardo Carvalho ou até Pepe, este por um curto período, jogadores infinitamente mais talentosos tecnicamente do que o Jorge, mas que nunca teriam sido o que foram sem o Jorge a seu lado.

O Jorge tinha de jogar sempre. Era ele e mais 10. Naqueles anos de José Mourinho, se não houvesse um Jorge, não teria acontecido tanto conto de fadas. Quando a coisa descambava, o Jorge dava um berro. Quando as coisas não corriam como suposto, o Jorge dava serenidade. Quando a euforia se instalava, o Jorge era a água na fervura. Era ele quem segurava aquele plantel, quem transmita o que é ser do FC Porto, o que guiava e o que fazia de pai de muitos dos jovens jogadores.

O Jorge quis sempre o melhor para o seu clube e até nisso soube ter a dignidade de se colocar do lado certo, quando as coisas apertaram, sem que sentisse a honra ferida por aqueles que o acusavam de traição. O Jorge nunca traiu o clube, mas o clube chegou a traí-lo. Espero que nos tenhas perdoado, Jorge; porque como nós, serás sempre um de nós.

“Diz à gente o que é ser Nobre e Leal”.

Para sempre, Bicho. 💙🕊️🤍

Donos de Portugal: à venda por 4, 99€

“No momento em que a crise expõe as fragilidades do desenvolvimento económico do país, o documentário revela quem foram os principais intervenientes e protagonistas na economia portuguesa durante o último século. Produzido para a RTP2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme é realizado por Jorge Costa (juntamente com Cecília Honório, Luíz Fazenda, Francisco Louça e Fernando Rosas)” (Público, 13/7).  

Repare nisto: “Os nomes das grandes famílias que detêm o poder económico em Portugal são as mesmas de há 100 anos“. Uma delas e no centro do referido grupo, “sempre esteve a família Mello”: os Mello ligaram-se, na primeira metade do século XX, aos Lima Mayer pelo casamento de Jorge de Mello com Luísa Lima Mayer. Um dos filhos desta união, Manuel de Mello, vai casar-se com a filha do industrial Alfredo da Silva integrando assim o grupo CUF no império Mello. Desta união nasce Cristina, futura esposa de António Champalimaud. Os seus filhos iniciam a linhagem Mello-Champalimaud.” Esta é apenas uma dessas famílias que o documentário refere.

Ligações desinteressadas… Tudo por amor! 

Podemos falar em «dinastias» e «impérios» depois do fim «oficial» das Monarquias e Impérios… Outros reis e rainhas, outros imperadores e imperatrizes, o mesmo povo.

DVD Donos de Portugal está à venda a partir de segunda-feira juntamente com o jornal Público, por mais 4, 99€.

 

Os Donos de Portugal

Documentário de Jorge Costa

Donos de Portugal é um documentário sobre cem anos de poder económico.
O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.
Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das
privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins – afirmam-se sobre a mesma base.
Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

O próximo treinador do Porto é mesmo André Vilas Boas

As informações sobre contratações do FCP são razoavelmente blindadas, e deixam sempre dúvidas. Já por aqui se aventou sobre isso, incluindo a provocação Scolari.

O mesmo não sucede na Académica, e em Coimbra sabe-se que Jorge Costa será ainda esta semana o treinador que substitui o novo treinador portista.

Conforma-se a informação que já vai saindo em alguns jornais nacionais, e se lessem os regionais tinham lá chegado mais cedo.

Preferia Domingos Paciência a André Vilas Boas (o Vilas é Vilas ou Villas?), e ainda alguém me explicará porque carga d’água não o vai ser, sem que o compreenda.

Mas do mal o menos, e a ver vamos como diria o João Pinto. A Académica também não fica mal servida. Sabendo-se que Jorge Costa quererá ultrapassar os resultados de Domingos, tem uma boa motivação, e muito DVD para ver (e jogadores portistas para rodar também).