O grande Camilo, quase prémio Nobel

image

Só se esqueceu foi de ler o artigo, que é de 2007!

Joseph Stiglitz, in Caracas, Praises Venezuela’s Economic Policies
Caracas, October 11, 2007
Nobel Prize winning economist and former vice-president of the World Bank, Joseph Stiglitz, praised Venezuela’s economic growth and “positive policies in health and education” during a visit to Caracas on Wednesday.
“Venezuela’s economic growth has been very impressive in the last few years,” Stiglitz said during his speech at a forum on Strategies for Emerging Markets sponsored by the Bank of Venezuela.

E como andava o país em 2007? Nada mal, até o preço do petróleo cair a pique.

Um fofo, este Camilo.

Joseph Stiglitz sobre Portugal e o euro

image

Em entrevista à Antena 1, o economista norte-americano Joseph Stiglitz explicou ao jornalista da Antena 1, Frederico Pinheiro, que não existem condições políticas na Europa para se fazerem as reformas necessárias. Stiglitz refere que é melhor para Portugal sair do euro. [Antena 1]

  • As fragilidades do euro e os problemas por ele criados.
  • A ausência de vontade política para se adoptarem soluções.
  • Os preconceitos alemães e os diagnósticos errados.
  • As consequências da austeridade.
  • A saída do euro como mal menor e a reestruturação da dívida
  • As agências de rating e as ajudas à banca.

[Read more…]

«As desigualdades são o resultado de escolhas políticas

e não uma fatalidade.»
J. Stiglitz, hoje no Le Monde
9780393248579

Não conhece o Manifesto dos 70

Mas defende a reestruturação da dívida portuguesa. Insurjamo-nos contra este Nobel blasfemo!

UGT: Usurpação das Garantias dos Trabalhadores

No Público de hoje pode ler-se:

Em troca [da meia hora de trabalho], [o Governo] acabaria por negociar um maior número de dias de trabalho, seja por via da redução de férias – cujo período é encurtado em três dias (de 25 para 22), seja pela redução do número de feriados. Além disso, cada empresa passa a poder gerir um banco de horas de 150 horas anuais por trabalhador – uma medida que permitirá a cada trabalhador trabalhar menos num dia e compensar com horas a mais noutro – sem que esse acréscimo seja pago como horas extraordinárias

Em troca da meia hora de trabalho diário, a UGT conseguiu assinar um acordo em que os trabalhadores podem, em média, vir a trabalhar mais de meia hora por dia, para além de ter, orgulhosamente, garantido que o 5 de Outubro continuaria a ser feriado. João Proença, esse grande humorista, explicou que o acordo “é favorável aos trabalhadores só e apenas porque a meia hora seria mais penalizadora”, o que poderia ser comparado a um torturador que dissesse à vítima que, afinal, em vez de ser empalado, iria ser esquartejado. O que seria mesmo interessante saber é o que obteve a UGT em troca deste acordo ou se esteve em contacto permanente com o Largo do Rato, topónimo que ganha cada vez mais sentido pelo que faz lembrar aqueles que são os primeiros a abandonar o navio.

A análise do chamado acordo só serve para confirmar que cabe aos trabalhadores pagar a crise que outros criaram e para que todos saibam que, afinal, os direitos e a democracia são valores relativos, dependentes da generosidade dos que detêm o capital e dos governos que os servem.

Entretanto, o Álvaro, na mesma notícia, usando o tom ridiculamente épico com que os medíocres disfarçam a miséria, congratula-se com a assinatura daquilo a que chama um acordo, porque Portugal mostra virtudes “ao mundo, aos mercados”, afiançando que está aqui a solução para a crise, ao arrepio do que diz Joseph Stiglitz, Nobel da Economia.

Volto a lembrar: em 2015, lá surgirão umas benesses eleitorais e umas promessas que também não serão cumpridas. Não se esqueçam de votar neles, outra vez.