O grande Camilo, quase prémio Nobel


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Só se esqueceu foi de ler o artigo, que é de 2007!

Joseph Stiglitz, in Caracas, Praises Venezuela’s Economic Policies
Caracas, October 11, 2007
Nobel Prize winning economist and former vice-president of the World Bank, Joseph Stiglitz, praised Venezuela’s economic growth and “positive policies in health and education” during a visit to Caracas on Wednesday.
“Venezuela’s economic growth has been very impressive in the last few years,” Stiglitz said during his speech at a forum on Strategies for Emerging Markets sponsored by the Bank of Venezuela.

E como andava o país em 2007? Nada mal, até o preço do petróleo cair a pique.

Um fofo, este Camilo.

Comments

  1. Ricardo Almeida says:

    A Venezuela vai ser usada como argumento para desacreditar o socialismo muito para além do seu período útil, tal e qual como a direita nunca se irá coibir de atirar Sócrates para uma discussão ou as eternas referências aos regimes comunistas soviéticos ou à Coreia do Norte. A escassez de argumentos para justificaram as suas posições social e economicamente destrutivas assim o exigem. Afinal o neoliberalismo só fica bem visto quando comparado à luz de uma lâmpada venezuelana.
    O socialismo é tão culpado da crise na Venezuela como a ausência do neoliberalismo. Má gestão governamental e corrupção são transversais a qualquer ideologia política. E quando se baseia toda uma economia num recurso, o petróleo, que está actualmente a ser vendido cada vez mais a preço de banana, não importa mesmo se o país é comunista, capitalista, socialista ou apenas um aglomerado de fábricas da Coca-Cola – a crise vai acontecer.
    Talvez de Stigliz fosse vidente e tivesse previsto a crise petrolífera 8 anos no futuro. Mas não, como pragmático que é, um conceito claramente desconhecido na direita portuguesa, baseou a sua opinião nos dados que tinha à sua frente e comentou da mesma forma que qualquer pessoa com um mínimo de capacidade lógica teria feito.
    As razões que conduziram a Venezuela à crise actual são várias e complexas, mas aparentemente para a direita portuguesa resumem-se ao socialismo e ao apoio ao estado social. Pequenez mental dá nisto..

  2. Marco says:

    “E como andava o país em 2007? Nada mal, até o preço do petróleo cair a pique.”

    Exactamente. E um tipo como o Stiglitz, que não é burro, mas tem palas nos olhos quando o tema é socialismo, devia ver que uma economia baseada quase exclusivamente numa exportação de alto volume e preço volátil como o petróleo não é sustentável, nem de perto nem de longe.

    De qualquer forma, a própria afirmação de que o país não andava nada mal é discutível. O GDP até podia ter taxas de crescimento de 8%, mas a inflação esteve entre os 15% e os 20%. Esse gráfico também se arranja, para meter ao lado do que já lá tem.

    • É isso, palas é coisa de socialistas. É público que a direita não as tem, até porque não precisa delas. Só olha para trás, como por exemplo voltar ao tempo em que não existia horário laboral.

    • Nascimento says:

      E eu a julgar que o artigo era sobre o Camelo e o seu profissionalismo jornaleiro!Afinal parece que não…parece que se trata de “palas”..ui que lindo que são os merdosos liberais 😋! e já agora: que tipo de economia existe nos países como o Bahrein,Dubai.Arábia,etc. Ai queres ver que as eleições estão ao virar da esquina ali para aqueles ladecos?pois é…eles são os “nossos” filhos da puta…e são lindos não são?Em vez de gráficos prefiro Fotografias…

  3. Anónimo says:

    Tanto quanto percebi, a estratégia da direita PSD/CDS para a economia nacional, é privilegiar as exportações, em detrimento da produção para o mercado interno.

    Esse é precisamente o paradoxo em que se encontra a Venezuela.
    Investiram tudo no recurso petróleo, para exportação, com cotação dependente do dumping dos EUA e Arábia Saudita, e descuraram a produção dos bens essenciais e vitais para o país.

    Com o abate da produção interna, ficamos cada vez mais dependentes da importação e do endividamento, e assistimos à morte dos sectores produtores de bens essenciais, nomeadamente agricultura, pecuária e pesca, e respectiva transformação.

    Na verdade, a política da extrema direita PSD/CDS é igual à política da Venezuela, que eles tanto criticam e caluniam.
    A diferença é que, na Venezuela as mais valias são postas ao serviço do país, enquanto que, para a extrema direita PSD/CDS, as mais valias são depositadas nos offshores da gatunagem e o povo que pague a dívida.

    A lição é que, em qualquer dos casos, os sectores vitais não podem ser abandonados e abatidos, sob pena de lançar o país na miséria, perder a independência, e ficar sujeito às imposições predadoras dos credores e da usura.

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