A degradação das instituições públicas

Despacho do Presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues

 

O episódio recente ocorrido com a página oficial do Ministério da Administração Interna, que publicou uma ligação de acesso a um blogue que classifica o actual Presidente da República como “Jumento”, é um sinal muito preocupante da falta de urbanidade que se atingiu no seio das instituições públicas e do modo como elas se relacionam entre si.

Se pode aceitar-se o texto do blogue em causa, mantido por um cidadão, ou conjunto de cidadãos, que não se apresentam como estando investidos em funções, públicas ou privadas, que os obriguem a um outro nível de recato, já não se admite o mesmo a um órgão de soberania, no caso, o Governo da República, representado no Ministério da Administração Interna.

Este tipo de boçalidade institucional é totalmente incompatível com a gravidade – no sentido de gravitas – que se exige às instituições públicas, bem como aos seus transitórios representantes, pelo motivo evidente, não relevando nenhum dos outros, de ser neles, nos representantes e nas instituições, que o cidadão comum assimila o exemplo que vai fazer reflectir na sua própria civilidade e no seu exercício quotidiano da cidadania.

A verdade, porém, é que à pompa dos rituais protocolares do Estado e das grandes formalidades e construções cénicas com que esse Estado se apresenta aos cidadãos, nem sempre corresponde uma verdadeira consciência, por parte dos representantes do poder, do dever que lhes cabe de oferecer aos que representam o exemplo público da sobriedade e de serem dignos dos cargos que exercem.

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Um jumento é um jumento

Mas um jumento simplex é mesmo um jumento com uma puta duma lata!

As ex-SCUTs e o jumento

Lembram-se de, há uns bons anos, António Costa ter feito uma acção de campanha sobre o trânsito entre Lisboa e um concelho qualquer dos arredores ao qual era candidato à presidência da autarquia? Lembram-se que o agora autarca de Lisboa levou um jumento a competir com um Ferrari para ver quem chegava mais depressa à capital?

Ora, foi do jumento que lembrei nestes dias de debate sobre as portagens na SCUT. Não para fazer qualquer corrida comparativa mas apenas sobre o paradeiro do bicho. Acho que sei onde anda. E com a ajuda de uns cenários, todos vós irão descobrir também.

jumento

Cenário 1: Um gajo quer chegar ao aeroporto do Porto. A principal via para lá chegar é a A41. E, sim, adivinharam, deixou de ser SCUT ontem, 15 de Outubro. Alternativas: as ruas dentro das localidades entre qualquer ponto e a entrada da aerogare em Vila Nova da Telha; Ou utilizar a VRI, que continua a ser de borla. Ora, um gajo tem de ir a Matosinhos para poder chegar ao aeroporto sem pagar portagens.

Já consigo ver as orelhas e o focinho do jumento.

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Filho da Pide

Não gosto de anónimos. Cá tenho as minhas razões. Pensar que na Rede qualquer um é  mesmo anónimo só porque assina com um nome que não é o seu irrita-me, dou-me mal com a imbecilidade humana.

Era isto um intróito para contar que Paulo Pinto Mascarenhas assinou hoje uma das coisas mais vergonhosas do jornalismo português mais recente. É muito fácil identificar um anónimo, como já tentei explicar ao procurador  Pinto Monteiro, e sendo alguém que escreve no blogger, propriedade do Google mais fácil ainda, como o Jorge do Fliscorno aí desenvolve em comentário à essa mesma explicação.

É muito baixo identificar alguém que quer ser anónimo e não cometeu nenhum crime, como achou o DIAP e explica o próprio. É de filho de uma grande pide, seja a senhora sua mãe quem for.

E é muito fácil as minhas irritações virarem-se para outro lado com uma rabanada de vento deste calibre.

Imagem do jumento

Faltam 425 dias para o Fim do Mundo:

Quando os blogues são notícia e metendo PJ/Interpol! Quando outra rede social, o Facebook é notícia por ser do contra. Quando um PM lida com dificuldade com a Imprensa e se vê a braços com uma comissão. Quando o trabalho e a solidariedade se juntam tudo é possível. Quando não ter dinheiro deixar de ser um estigma, o problema ficará resolvido.

E agora, divirtam-se com algo completamente diferente: