
Típica construção artificial da tralha socratista, o João Galamba lá chegou ao Governo. Para já, como Secretário de Estado da Energia, que a titularidade de um qualquer ministério não tardará.
Se bem me lembro, começou a sua labuta no 5 Dias, mítico blogue das Esquerdas a sério, pela mão da Fernanda Câncio, que depois o levou para o falecido Jugular – blogue criado e mantido para apoiar José Sócrates enquanto primeiro-ministro.
Há que dizer que cumpriu sempre a sua missão a preceito. Nos seus escritos e nos dos outros. Como quando me chamou canalha, em 2009, por eu comparar Sócrates a Vale e Azevedo.
No Simplex, de onde saiu a foto deste post, esculpiu a sua chegada a deputado. Duas legislaturas depois, está no Governo. Mesmo que, pelo meio, tenha precisado de atraiçoar José Sócrates – ou como a criatura apunhalou o criador sem quaisquer remorsos com o beneplácito de António Costa, cuja aleivosia lhe está também na massa do sangue.
Algum mérito João Galamba há-de ter, embora eu não saiba muito bem qual. Assim como assim, não há-de fazer mais nem menos do que o restante putedo socialista que por lá anda. Toda a gente sabe que quem manda na Energia é a EDP.
João Galamba: O jovem turco chegou ao Governo
O país do “mas”
Numa reportagem sobre o Simplex nos centros de saúde, ouvi duas admiráveis expressões ditas por dois cidadãos portugueses:
“Isto está a ficar um bocadinho no século XXI” e “Tenho de andar nos médicos”.
Parece-me que algumas das características mais importantes da portugalidade se reúnem nestas duas frases. Por um lado, está o entusiasmo moderado. Sim, há avanços, inegavelmente há avanços, o português reconhece-os, mas desconfia do seu alcance, mantém sempre uma reserva de cepticismo, e o máximo que pode reconhecer, em Maio de 2016, é que se alcançou “um bocadinho” de século XXI. Porque o português sabe que o avanço brilha, o avanço refulge, mas o avanço é enganador. E, a qualquer momento, o português inflamado pela miragem do Simplex tecnológico, baterá com os dentes todos num demolidor “estou sem sistema” ou num impreciso “a impressora está desfigurada”, que o fará retroceder ao passado dos requerimentos, dos P1s, da palavrinha à senhora doutora, da chamadinha, do “ela não me está a atender”, do “volte para a semana”. [Read more…]
Um jumento é um jumento
Mas um jumento simplex é mesmo um jumento com uma puta duma lata!
O blogue Simplex vai voltar

Soube pelo Jorge. O Simplex vai voltar, agora convertido em jornal semanário.
Já estou a ver a primeira manchete: Rui Pedro Soares arromba a berbequim sede do «Sol».
Só uma pergunta: o vosso sentido de oportunidade não é muito bom, pois não?
Centenário "Simplex"

A Ilustração Portuguesa (1908), é um inesgotável manancial de curiosidades. Neste ano de Centenário, aqui deixamos um anúncio, que decerto fará com que muitos sorriam. Ora leiam o texto, verifiquem do que se trata e… a quem pertencia a lojinha “Simplex”. Há coisas que não mudam e tomem especial nota do facto de as tais “Simplex” serem …”discos double face, com o mais variado e moderno reportorio em musica e canto dos melhores auctores nacionaes e estrangeiros. Grande depósito de machinas fallantes”.
A língua portuguesa, era, de facto, mais bonita.
Ana Paula Fitas no Aventar
O Aventar tem o enorme prazer de anunciar a entrada de um novo elemento, Ana Paula Fitas. Bem podemos dizer que era um sonho antigo do Aventar. O convite já tinha alguns meses, mas só agora se concretizou.
Professora universitária, doutorada em Ciências Sociais, participou no «Simplex», blogue de apoio ao PS nas últimas Legislativas, e mais tarde em «A Regra do Jogo». Mantém o seu blogue pessoal, «A Nossa Candeia».
No Aventar, escreverá sobre o que quiser. Todos sabemos que os seus interesses são muito diversificados e que, no que diz respeito à política, revê-se nas políticas do Governo liderado por José Sócrates. Que seja muito feliz por aqui.
Carlos Santos no Aventar
Carlos Santos é professor de economia na Universidade Católica e analista de política internacional. Na blogosfera, começou com o seu blogue pessoal, «O Valor das Ideias». Durante o Verão de 2009, colaborou no «Simplex», blogue colectivo de apoio ao Partido Socialista. Terminado esse projecto, fundou «A Regra do Jogo», que teve uma duração efémera.
Convidei o Carlos Santos para o Aventar logo que terminou o «Simplex», porque fazia-nos falta alguém com queda para a economia e que estivesse mais ou menos na área socialista – temos gente que está à Direita do CDS e gente que está à Esquerda do PCP, mas nunca conseguimos que alguém da área do PS aceitasse o nosso convite.
Na altura, o Carlos Santos estava empenhado em «A Regra do Jogo», mas deixou a porta aberta para um futuro próximo. Que é hoje. No Aventar, vai analisar sobretudo a evolução dos mercados, os problemas orçamentais do país e a política internacional. Como todos os aventadores, poderá sempre que quiser estender-se por outras áreas.
Todos sabemos o que se passou nos últimos dias, por isso seria estúpido fingir que não aconteceu nada. Aconteceu sim, mas no passado – e neste momento, sinceramente, a hora é de olhar para o futuro. Sendo assim, que o Carlos Santos seja muito feliz por aqui e que nunca deixe que os seus defeitos – entre os quais se encontra um benfiquismo cada vez mais dominante no Aventar – apaguem as suas grandes qualidades.
Conselhos de Turma

Nos Conselhos de Turma de final do Período, para avaliar os meninos, é necessário entregar / preencher os Registos de Avaliação, os Registos de Avaliação dos Alunos com Necessidades Educativas Individuais, os Planos de Recuperação, Acompanhamento e Desenvolvimento, a Justificação das Negativas, as Aulas Previstas e Dadas, o Relatório do Cumprimento ou não do Programa até ao momento, os Relatórios das Aulas de Apoio, o Projecto Curricular de Turma, os Projectos Educativos Individuais, o Relatório do Programa de Tutorias, o Relatório das Aulas de Recuperação, o Relatório das Provas de Recuperação, a Grelha das Formações Transdisciplinares, o Relatório das Áreas Não-Disciplinares, as Propostas de Apoio Especializado, as Fichas de Registo de Comportamentos, a Pauta, a Acta da reunião.
Ah, e ainda temos de dar as notas aos meninos – no meu caso concreto, multiplique-se tudo isto por 7 turmas e quase 200 alunos.
Ufa! Felizmente já acabou…
SiMPLEX
Recebi uma carta registada de uma instituição pública, notificando-me de uma decisão administrativa e dando-me dez dias para impugnar judicialmente.
A carta tem a data de 16/09/2009 e eu recebi-a no dia 27/10/2009, isto é, um mês e onze dias depois.
Receoso que se tivesse desencaminhado "no meio caminho andado" dos CTT, desloquei-me à estação de correios da minha zona. Lá estava a data de entrada nos CTT, 23/10/2009 . Demorou quatro dias a chegar às minhas mãos após a sua entrada nos CTT.
É, pois, a instituição que escreveu a carta com data de 16/09/2009 e que me dá dez dias para reagir, que está profundamente imbuída do espirito Simplex. E, agora, como vai ser ? Hoje já verifiquei, via Internet, no "sitio" da instituição, que foi feito um registo de uma acção que deveria ser posterior à minha impugnação, a que tenho direito.
Vou lá amanhã, dizer à senhora do balcão, com provas documentais, que não tive oportunidade de exercer os meus direitos cívicos.
Quantos papéis e solicitações e caminhadas vou ter que fazer para me concederem o previlégio de exercer o meu direito de cidadão?
Multiplique-se estres atrazos de vida, por milhares de cidadãos, por milhares de empresas, e fica-se com uma ideia do que são e como são prejudiciais os chamados "custos de contexto" !
Trata-se de entregar em tempo útil uma simples " carta a Garcia…"
Em busca do tempo perdido
Nessas páginas que se tornaram célebres, o sabor de uma madalena tomada ao pequeno-almoço resgatava memórias de uma infância em Combray, em casa da tia Léonie, e aquele que seria um prosaico pequeno-almoço transforma-se numa evocação de um tempo perdido e que apenas a memória pode resgatar. Deixem-me que partilhe convosco, amigos proustianos, a evocação com que me deparei hoje, capaz de rivalizar com a madalena do nosso amado Marcel: “Tomando o café da manhã, lembrei-me, ao sabor da minha memória, de algumas políticas sectoriais empreendidas por este Governo: a Escola a Tempo Inteiro, a compilação das Leis Laborais (fragmentadas durante mais de 30 anos), o aumento dos recursos na Investigação Científica, a batalha pela Igualdade de Género, a vacinação gratuita contra o Papiloma responsável pelo cancro do colo do útero (…). . Como o café da manhã não é milagreiro e eu queria sistematizar políticas e resultados objectivos, voltei para o meu lugar de trabalho (actualmente em casa) e percorri alguns sites ministeriais e institucionais à procura de elementos que me permitissem fazer um rápido ponto da situação do trabalho efectuado pelo actual Governo, nas diversas áreas.” O seu a seu dono: é de Vera Santana esta evocação laboriosa, à qual, porventura, apenas faltará a sua madalena, que bem poderia ter sido substituída pelo português papo seco, já que, como bem diz, “o café da manhã não é milagreiro” e quem começa o dia a evocar “o Papiloma” cedo ou tarde sentirá azia.






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