Que grande lata, Maria Luís

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Igualmente mau e insultuoso é acusar António Costa de despejar milhões do BES, caso estivesse no lugar de Passos quando o banco se desmoronou. Não que eu duvide que Costa fosse capaz, algo que já não podemos comprovar na prática, mas a simples especulação, vinda de alguém que afirmou aos portugueses, com a mesma convicção que o seu governo nos garantia que receberíamos a devolução de 35% da sobretaxa no final de 2015, que a intervenção do governo que integrou no BES não custaria um cêntimo aos contribuintes, depois dos milhões que lá enterrou, requer uma lata tremenda. Quando é para fazer estas figuras, não dará para escolher um porta-voz mais credível?

Foto@Dinheiro Vivo

E espelhos lá em casa, não há?

Vivemos provavelmente o período mais perigoso da nossa história democrática. E temos para fazer frente à maior crise financeira, económica e política do pós-guerra, a menor concentração de talento, de competência, de experiência e de capaciade política de que há memória na governação do País. Sejamos realistas: acreditemos em milagres.

in Câmara Corporativa, órgão oficioso das viúvas e órfãos do governo anterior liderado pelo talentoso, competente e experiente Sócrates

Não entrando no campeonato das comparações, até porque não embarco na treta de a crise ser uma exclusiva responsabilidade do anterior governo,  a sensação que este discurso repetido e repetitivo nos dá aproxima-se muito da revelação de que no fundo e no profundo tem esta gente uma enorme inveja de não serem eles a aplicar as mesmíssimas medidas de austeritarismo às ordens da querida Merkel. Tiraram o chicote das mãos aos meninos e agora choram.