BCE coloca taxa de juro a 0%

Após 8 anos de crise continua-se com as mesmas medidas. Neste momento o custo do dinheiro para os bancos é zero. Na realidade será menos que isso. Mas a economia continua sem crédito.

Fidúcia

“É normal e totalmente seguro ter créditos sem garantias”

Sim, é muito normal os bancos emprestarem sem garantias.
Que o digam os empresários portugueses, sempre que pedem financiamento bancário: quais avais, hipotecas ou fianças?…

Contrato de funeral em vida

O crédito pode ser uma coisa funesta, já aprendemos essa lição, e pode até ser fúnebre. A funerária daqui do bairro, que teve sempre, como todas as funerárias, o constrangimento de não saber que pôr na montra – a miniatura de um caixão, um recipiente para cinzas, uma coroa de flores? – resolveu, por fim, essa dificuldade afixando um cartaz que oferece a quem passa uma oportunidade única. Chama-se “Contrato de funeral em vida” e consiste num “contrato de prestação de serviço funerário, efectuado em vida”.

Para além da sinistra imagem de depositar dinheiro a cada mês para vir a ter direito a um funeral, chama-me a atenção a particular disposição das palavras que permite ler que o contrato se destina a que nos realizem o funeral quando ainda estamos vivos e a espernear, se é que ainda se esperneia. Sabendo-se o que sabemos hoje, o “contrato de funeral em vida” bem pode ser a mais perfeita metáfora do conceito de crédito.  [Read more…]

Obras Públicas : até o BES torce o nariz

Ontem na apresentação trimestral dos relatórios e contas do Grupo BES, o Dr. Ricardo Espirito Santo, a uma pergunta de um jornalista sobre as obras públicas, respondeu com evasivas, o ambiente internacional apresenta muitas incertezas, a situação do país não é a melhor, esse tipo de obras exige imenso capital que pode esgotar o crédito (pouco) ainda disponível.

Quando um banqueiro se junta a um cada vez maior grupo de técnicos a dizer que é melhor parar para reflectir é porque há mesmo razões profundas para haver dúvidas. E quando há dúvidas, que podem condicionar fortemente a nossa vida futura por muitos anos, o que se exige de quem decide, não são bravatas ou declarações de fé, são estudos serenos, ter uma clara estratégia para o país e depois sim, decidir. Ora estratégia para o país nunca ninguem viu nenhuma, ainda há bem poucos meses se dizia que as contas públicas estavam perto de ser uma lição ao mundo, mas hoje estamos a caminhar para a bancarrota.

Na próxima segunda feira, um grupo de ex-ministros das Finanças vai reunir-se com o Presidente da República com o objectivo de analisar cenários, porque já se viu que o único cenário que o primeiro ministro conhece é levar os projectos até ao ponto de não retorno.

Ou se fazem ou o Estado vai ter que pagar grossas indemnizações aos consórcios interessados nos concursos públicos!

A quem serve esta política de “terra queimada” ?

Cego é quem não quer ver e Sócrates não quer!

Boys abandonam o navio! Justiça se faça vamos todos para o fundo mas Sócrates tambem vai!

O desemprego está a crescer como não pode deixar de ser. As empresas fecham todos os dias, não há investimento, há a maior retracção ao crédito dos últimos anos e a duplicação do crédito mal-parado!

A procura interna e externa retraiu-se é pois normal que a tesouraria das empresas não tenha capacidade de expansão. Todos sabemos isso menos o primeiro ministro que continua no convés do navio a tocar clarinete enquanto o navio se afunda, como se viu e ouviu em recente entrevista.

O Boletim Estatístico do Banco de Portugal (tambem tu, Constâncio?) vem confirmar os maus presságios, pior, vem-nos dizer que a tendência é a de piorar mas  a dimensão e o ritmo dessa tendência é muito preocupante. Em apenas um ano o crédito mal parado cresceu de 2.5 mil milhões para 4.5 mil milhões o que quer dizer que as empresas estão moribundas.

As falências e o desemprego vão continuar a um ritmo crescente durante todo este ano e, na altura de contar os despojos , a situação vai estar próxima de uma falência mas esta nacional. O que sobrar não vai aguentar o esforço necessário para pagar pensões, fundos de desemprego, serviço da dívida.

Entretanto, o nosso primeiro ministro, sozinho e com a água pelo pescoço, desafina no convés!

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