Johnny Depp e a derrota do extremismo feminista

Não acompanhei o caso Depp-Heard com a paixão que vi por aí – nada contra, cada qual com o seu futebol – mas ia ouvindo e lendo uma ou outra coisa aqui e acolá. E a sensação com que ia ficando, à medida que me ia esbarrando nessas informações avulsas, era a de que a versão de Depp era mais credível que a de Heard. Mas talvez fosse a minha condição de fã do Johnny que me estivesse a toldar o juízo, de maneira que me mantive calado e afastado do tema.

Sem entrar em análises muito profundas, vim ontem a saber que Johnny Depp ganhou o processo em tribunal. E das muitas conclusões a que cheguei, e outras tantas a que poderia ter chegado, destaco a estrondosa derrota do feminismo extremista, que a meu ver representa apenas uma franja minoritária daquilo que é o movimento, e que entende que basta a uma mulher apontar o dedo a um homem e acusá-lo, sem provas, de uma qualquer violência, para que esse homem seja imediatamente condenado sem ser submetido ao normal funcionamento do Estado de Direito.

[Read more…]

O meu é mais fofinho que o teu….

O #MeToo à portuguesa explicado às criancinhas…

(Autor: Nuno Markl)

#DaSérieAmigosaEnviarCoisasBoas:

As falazes divisões debilitadoras da Esquerda

As relações entre os sexos são, sabidamente, um tema complexo e virulento. Não sou especialista no assunto de género, mas não sou cega e basta olhar em volta para ver, na mercearia, mulheres com nódoas negras sobremaneira suspeitas; basta conhecer os números sobre salários para ver as diferenças; basta atentar ao número de mulheres em cargos de poder e compará-lo com o dos homens; basta ler sobre a violência doméstica e ver os números, basta ter, quando jovem, sentido o desconforto de ouvir bocas sexistas na rua. Enfim, basta olhar e ver. Como gosto muito de cinema, noto particularmente que, mesmo na grande maioria dos filmes verdadeiramente bons, a apresentação do acto sexual transporta sobremaneira os clichés de uma fantasia bem masculina.

Vem isto a propósito do programa Prós e Contras sobre o movimento #MeToo. Só vi a primeira parte, e chegou. Aliás, chegou logo ao ouvir Raquel Varela a desqualificar todo o movimento, porque acha que os homens ficam cheios de medo. Porque acha o verbo “importunar” muito bonito e reivindica o direito de tocar. Afirmando que o movimento mete tudo no mesmo saco, mete ela própria tudo no mesmo saco, ao reduzir o movimento à questão da presunção de inocência. Daí, dá o salto e etiqueta arrogantemente o movimento #MeToo de conservador, anti-democrático. E claro, só as lutas de classes é que são progressistas. [Read more…]