Conversas vadias 12

Os vadiolas voltaram a reunir-se, como acontece todas as semanas. Fernando Moreira de Sá, António Fernando Nabais, Francisco Miguel Valada e José Mário Teixeira andaram a vadiar à volta dos problemas dos vírus nos computadores, das eleições autonómicas de Madrid, dos prémios de gestão do Novo Banco, do MeeToo, do local de nascimento de D. Afonso Henriques, do busto de Mandela em Oeiras, do obelisco que custou 600 mil euros e do dia mundial da língua portuguesa

A vadiagem terminou com sugestões de livros (Fernando Venâncio) e passeios (ir ver o obelisco, atravessar a Ponte 516 Arouca). Até para a semana.

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Conversas vadias 12
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O meu é mais fofinho que o teu….

O #MeToo à portuguesa explicado às criancinhas…

(Autor: Nuno Markl)

#DaSérieAmigosaEnviarCoisasBoas:

As falazes divisões debilitadoras da Esquerda

As relações entre os sexos são, sabidamente, um tema complexo e virulento. Não sou especialista no assunto de género, mas não sou cega e basta olhar em volta para ver, na mercearia, mulheres com nódoas negras sobremaneira suspeitas; basta conhecer os números sobre salários para ver as diferenças; basta atentar ao número de mulheres em cargos de poder e compará-lo com o dos homens; basta ler sobre a violência doméstica e ver os números, basta ter, quando jovem, sentido o desconforto de ouvir bocas sexistas na rua. Enfim, basta olhar e ver. Como gosto muito de cinema, noto particularmente que, mesmo na grande maioria dos filmes verdadeiramente bons, a apresentação do acto sexual transporta sobremaneira os clichés de uma fantasia bem masculina.

Vem isto a propósito do programa Prós e Contras sobre o movimento #MeToo. Só vi a primeira parte, e chegou. Aliás, chegou logo ao ouvir Raquel Varela a desqualificar todo o movimento, porque acha que os homens ficam cheios de medo. Porque acha o verbo “importunar” muito bonito e reivindica o direito de tocar. Afirmando que o movimento mete tudo no mesmo saco, mete ela própria tudo no mesmo saco, ao reduzir o movimento à questão da presunção de inocência. Daí, dá o salto e etiqueta arrogantemente o movimento #MeToo de conservador, anti-democrático. E claro, só as lutas de classes é que são progressistas. [Read more…]