Tolerância Zero

A sugestão de Karl Popper, contra os tempos sombrios que se anunciam.

O meu extremismo é melhor que o teu: a internacionalização do “ressabiadismo” da direita nacional

Dublin, 2014. március 7. A Miniszterelnöki Sajtóiroda által közreadott képen Orbán Viktor miniszterelnök (hátul k) az Európai Néppárt (EPP) kétnapos dublini kongresszusának második napján, 2014. március 7-én. Az elõtérben José Manuel Barroso, az Európai Bizottság elnöke (b), Herman Van Rompuy, az Európai Tanács elnöke (k) és Angela Merkel német kancellár (j). Orbán Viktor mellett balról Nikosz Anasztasziadesz ciprusi elnök, jobbról Laimdota Straujuma lett kormányfõ. MTI Fotó: Miniszterelnöki Sajtóiroda/Burger Barna

Perante o pânico e a agonia que se vivem por estes dias lá para os lados da São Caetano e do Caldas, a artilharia pesada da família europeia de PSD e CDS-PP saiu em defesa dos parentes pobres e descarregou as semi-automáticas no PCP. O Partido Popular Europeu (PPE), pela voz do francês Joseph Daul, acusou  ontem o PCP de ter uma postura em Portugal e outra na Europa:

Os comunistas portugueses no Parlamento Europeu pediram que no próximo orçamento (comunitário) haja uma linha prevista para a saída de Portugal do Euro. Ao mesmo tempo, os comunistas em Portugal dizem que não há qualquer problema e que querem ficar na Europa.

Estou certo que esta declaração arrancou uns valentes aplausos no congresso do PPE. Mas não trouxe nada de novo. É sabido que o PCP é defensor da saída de Portugal da União Europeia mas, infelizmente, esta constatação do óbvio pouco ou nada acrescenta à estratégia dos seus representantes portugueses. Não só porque o PS já deixou claro que a saída de Portugal da UE não está em cima da mesa como o próprio PCP já se mostrou receptivo à aliança de esquerda, o que pressupõe que tal questão integrará o conjunto de cedências que, tal como o PS e o BE, o PCP estará disposto a fazer. Uma não questão portanto. [Read more…]

Esquerda radical?

Existe uma crise cuja raiz está na desregulação de mercados e nas ligações cúmplices entre o poder financeiro e o poder político. Essa crise tem sido gerida – é o termo – por governos de centro-direita sempre muito pragmaticamente adversos às ideologias, mesmo que finjam o contrário e mesmo que se finjam o contrário (por exemplo, quando não estão no governo). A gestão dessa crise tem-se baseado em medidas consideradas inevitáveis e que têm provocado o empobrecimento, o desemprego, a precariedade, enfim, têm tornado pior a vida dos cidadãos.

Ninguém esconde que a solução esteja na austeridade, mas barrosos, merkeis e outros defendem a austeridade pura e simples, colocando as questões macroeconómicas acima da vida das pessoas. Mais radical do que isto só se se defender, frontalmente, o fim da democracia. Para isso, já não falta quase nada e podemos dar como exemplo as reacções musculadas da direita ao exercício da greve ou a criminalização dos funcionários públicos como raça responsabilizada pela crise. [Read more…]