Acodo otogáfico vigora no Sapo

Aqui está mais uma inovação. O acodo otogáfico está em pleno, pelo menos nas notícias sobre o Sporting, que diga-se está a pensar comprar no emergente mercado de Moçambique, de onde, todos sabemos, têm saído grandes jogadores do futebol mundial.

 

Os REFOCOS que podem vir de Moçambique

Será desta?

 Foi hoje anunciado que em 2011 estará finalmente disponível uma vacina contra a malária, resultado dos esforços de uma equipa que reúne especialistas espanhóis e moçambicanos.

Não se sabe ao certo quantas pessoas morrem com malária todos os anos, mas o número não é inferior a 3 milhões, sendo certo que muitos casos não chegam ao conhecimento das autoridades de saúde.

Em muitos casos, os afectados são crianças com menos de 5 anos. Aliás, a OMS estima que em África morre uma criança a cada 30 segundos vítima de malária.

Pode ser difícil criar uma vacina contra a malária mas reduzir ou eliminar o número de casos necessitaria apenas de uma melhoria das condições sanitárias em que vive a população e da introdução de redes mosquiteiras. Uma rede mosquiteira custa menos de um euro mas não parece ser uma prioridade para muitos governos africanos. 

É certo que, em muitos casos, são os cidadãos que resistem ao uso da rede. Porque faz calor, porque lembra uma mortalha, porque não crêem que seja prioritário. Mas também isso poderia transformar-se se houvesse um investimento na informação. Isso significaria, por parte desses governos, um genuíno interesse na vida e na saúde do seu povo. Não porque haja perspectivas de lucro nos bastidores mas porque essa vida é o mais precioso bem de um país.

Enquanto houver uma minoria que se serve do poder para promover os seus interesses, continuaremos a ver África condenada ao sacrifício dos seus filhos. Continuaremos a ver gerações a quem, numa fuga desesperada da fome, da malária, da sida, da guerra, nada mais arresta do que dar à costa da Europa e mendigar a vida digna a que tinham direito por nascença. 

Exploradores de meia tigela

Cientistas descobriram uma floresta tropical até agora desconhecida no norte de Moçambique. A descoberta foi feita através do Google Earth, tendo sido enviada uma equipe de cientistas para o local. Confirma-se já a descoberta de pelo menos três novas borboletas e uma nova espécie de cobra. Ou seja, não se pode estar em sossego em lugar nenhum. Até aqui, os habitantes da floresta desconhecida de Moçambique viveram, graças às condições inóspitas do terreno e a uma terrível guerra civil, milénios de paz longe das criaturas humanas. Mas isso agora acabou. A princípio, eu até achei graça ao Google Earth, mas agora confesso que o acho insuportável. Não há um recanto deste planeta que o sacana não tenha esquadrinhado. O próximo passo deverá ser ver para lá dos telhados, para lá das paredes, dos muros, num voyeurismo levado ao limite. E até o romantismo das grandes aventuras dos exploradores do século XIX se perdeu por inteiro. Refastelados na cadeira giratória, com o ar condicionado ligado e uma embalagem de M&Ms ao lado, os novos exploradores dão ao scroll para fazer zoom in e zoom out, e correm o mundo sem levantar o traseiro.