Douglas Engelbart (1925-2013), o visionário

“Chamei rato a este dispositivo de apontar, não sei bem porquê, mas o nome foi ficando”. Assim explicou Engelbart, com uma humildade estonteante, uma das suas invenções que actualmente consideramos banais.

Teve lugar numa demonstração tecnológica que ficou conhecida por “The Mother of All Demos” (a mãe de todas as demonstrações), assim baptizada por ter introduzido, num único sistema, muitos dos componentes presentes na computação moderna e pelo carácter visionário dos conceitos introduzidos.

Esta apresentação, que fez recentemente 50 anos, a 9 de Dezembro, durou 90 minutos e contou com a introdução de um sistema completo de hardware e software de computador. Entre outras invenções, incluiu a apresentação do rato de computador, videoconferência, teleconferência, hipertexto, processamento de texto, hipermédia, ligação dinâmica de ficheiros e um editor colaborativo em tempo real.

A lista de invenções é notável, mas ainda mais estonteante é a simplicidade com que Douglas Engelbart as apresentou. Talvez a plateia tenha tido a sensação de estar perante um vislumbre do futuro. Se sim, estava certa.

A tecnologia resolve

Mosquitoes Genetically Modified To Crash Species That Spreads Malaria

Uber Drivers and Other Gig Economy Workers Are Earning Half What They Did Five Years Ago

Tech Giants Spend $80 Billion To Make Sure No One Else Can Compete

A tecnologia tem soluções para todos os problemas, até para aqueles produzidos pela adopção irreflectida da tecnologia. Quem não opta pela tecnologia é retrógrado, faz parte de uma corporação agarrada a direitos adquiridos, ou enquadra-se em ambas as categorias.

No admirável mundo novo não há trabalho, há serviços. Não há barreiras geográficas, tudo é global. E não há nações, há corporations. Mas continuam a existir políticos, os quais, lei após lei, transferem o poder do Estado, nós, para grupos, pequenos em número, mas gigantes no poder.

Bem-vindos à disrupção, comandada pela fé na Igreja da Santa Tecnologia.

[imagem encontrada aqui]

Era uma vez um centro de inteligência artificial que afinal era um call center

CC

A tecnológica portuguesa OutSystems anunciou que se prepara para abrir um centro de inteligência artificial em Linda-a-Velha. O projecto, que implicará a contratação de 30 engenheiros, é na verdade mais uma fachada, criada pela impiedosa máquina de propaganda comuno-socrática, para a instalação de mais um call center, em linha com o recente embuste da Google, confirmado pelo director de Assuntos Internacionais ibérnicos da empresa. Terríveis, estes bloquistas.

A propósito deste embuste, mais um, recordo aqui uma série de tweets de um conhecido activista dos direitos da minoria liberal-conservadora, cujo pensamento é injustamente confundido por alguns como representativo da versão portuguesa da alt-right norte-americana. Ou, como diria o saudoso Passos Coelho, “mas quem é que põe dinheiro num país governado por bloquistas e comunistas”? A menos que seja para mais um call center, claro.

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via Uma Página Numa Rede Social

TDT – Televisão de Todos*

Estamos no ano de 2016 D.C. e toda a Europa tem uma política para a Televisão Digital Terrestre (TDT) que garante a distribuição universal de televisão a toda a população. Toda? Não. Há um país, povoado por irredutíveis portugueses, que resiste aos ganhos de cidadania, de coesão e de integração social, assim como à dinamização do mercado audiovisual, resultantes de tal solução.

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fonte: Observatório Europeu do Audiovisual

Com 5 canais na TDT, olhamos para o quadro acima e espantamo-nos com os 118 canais da Itália (67 dos quais sem custos para o espectador), 85 da Inglaterra (81 são gratuitos), 43 da Alemanha (41 não são pagos), 40 da França (31 em acesso livre) ou com os 27 em Espanha (só um é pago). E verificamos que podem existir 39 canais na TDT austríaca (13 em aberto), 26 na checa (todos de acesso livre), 25 na eslovaca (13 free-to-air), 17 na cipriota (11 grátis), 13 na búlgara e na grega (esta com apenas 2 canais pagos), ou mesmo 10 na belga ou na irlandesa (todos de acesso livre), para falar de países com população e dimensão de mercado semelhantes ou inferiores ao nosso.

As razões para esta discrepância são, no entanto, muito claras: as políticas públicas para a comunicação social têm sido sucessivamente negligenciadas e a regulação sectorial encontra-se, nesta área crucial, capturada pelas conveniências do sector das comunicações e pelos interesses dos operadores de televisão instalados. Nunca é demais lembrar que a ERC não tem, como devia ter, competências decisórias em matéria de reserva e utilização do espaço hertziano pela comunicação social.

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Deep Mind 2 a 0 contra o humano

Lee Se-dol volta a perder contra o computador. Ainda não chegámos à singularidade, mas talvez isso seja possível.

Encarcerados

Banksy

Banksy, sempre genial.

Pyongyang na vanguarda da tecnologia

Depois do alerta vermelho provocado pelo teste da primeira bomba H, a Coreia do Norte volta a provar que está na vanguarda da tecnologia com o anúncio da criação de uma bebida alcoólica que não provoca ressaca. Um dia destes damos por ela e já colonizaram Marte, os estupores!

Já não há fantasmas

Aqui no bairro há um palacete que está há tempos para ser convertido em qualquer coisa ao serviço dos turistas mas não há meio de isso acontecer porque é preciso muito dinheiro para recuperar aquelas velhas paredes e o lugar é pouco apetecível para camones. É uma casa bastante feia, construída ao gosto novo-rico da época, e foi abandonada há mais de uma década. As portadas já não cerram e deixam esvoaçar cortinados negros e há vultos a assomar-se às janelas em noites de luar.

Não há crianças a pular o muro para ir explorar a casa porque as crianças já não fazem essas coisas, têm o tempo tomado por actividades extracurriculares, mas é uma casa claramente assombrada, a pedir que crianças com tempo livre vão lá assustar-se. E é precisamente neste ponto que começa o diferendo entre mim e o bairro. Espantosamente, já ninguém acredita em casas assombradas. Na mercearia olham para mim como se eu tivesse acabado de defender que é o sol a girar à nossa volta. [Read more…]

Há menos em NOS

Diz o anúncio da NOS:

O futuro é para nós. Pela primeira vez o teu tablet sabe o que gostas de ver. Depois, só precisas de escolher e enviar para a televisão. Só a NOS te liga à televisão do futuro. Há mais em NOS.

Tenho algumas reservas. Olhando para este anúncio, vejo uma criança que tem um amigo robô, com quem joga às escondidas dentro de casa, sendo facilmente apanhado, com quem faz desenhos de foguetões (ou melhor, a criança faz um desenho de criança, o robô faz um projecto detalhado com escala), que desiste de fazer os trabalhos de casa, pasta imediatamente passada ao robô, que por ser máquina deve dar conta daquilo num ápice, e que perante a dificuldade em completar o desafio do cubo mágico o entrega ao seu camarada que finaliza o quebra-cabeças em fracções de segundos.

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Geração Z

pensam com a ajuda da internet e estão permanentemente preocupados com a bateria do telemóvel

 

Big Sister:

armed and dangerous

Papel e IPAD

Uma limpeza!

É de borla

E grátis, imaginem só! Programas da adobe absolutamente free (xiu, que o Gaspar pode ouvir!).

Movi.Kanti.Revo

A Google e o Cirquedusolei deram as mãos para uma criação única. Imperdível!

Para Começar Bem 2012 – De Braga para o Mundo…

TEDx_BRAGA com Miguel Gonçalves, sempre a bombar, e com sotaque à Braga.

Mete qualquer jotinha no bolso…

Hoje dá na net: Programado para avariar…

…ou OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA. Baterias que deixam de trabalhar ao fim de dezoito meses, lâmpadas que fundem ao fim de mil horas, impressoras que param de repente, veja como a indústria programa os objectos de forma a terem curta duração ou a avariarem propositadamente, com o fim de o fazerem comprar um novo. Perceba porque é mais barato deitar fora do que mandar consertar. Compare o discurso “verde” e “ecológico” das empresas com a sua prática, veja como algumas tecnologias regridem e pioram os desempenhos, e constate o óbvio: é feito estudadamente e com precisão para avariar.

E agora, algo completamente diferente: o “ganço”

Desde há uns anos que me apercebo da decadência do serviço de tradução com que somos brindados em filmes, séries documentários, etc.

A tradução é uma actividade interpretativa e não meramente mecânica.

O que se assiste, cada vez mais, é a legendas resultantes de uma tradução meramente literal, sem preocupação interpretativa ou análise semântica sequer. E, pior, os erros de escrita, estão cada vez mais presentes. Ainda a semana passada, li numa legenda de um filme, a palavra “ganço”.

Parece-me que o que se passa nas traduções, é apenas um sinal do declínio com que se trata a palavra escrita. Sinal que se estende a anúncios e até mesmo à imprensa. E os vícios do dialecto das mensagens de telemóvel em que petizes e adolescentes são mestres, não vão ajudar muito a melhorar as coisas no futuro, não.

Um dia, a tecnologia banirá a esferográfica e o corrector ortográfico brilhará para todos nós.

O Porto em Conversa – Novembro 2010

Mais um mês e mais 2 mãos cheias de podcasts.

Dos diferentes podcasts que ficaram online neste mês podem ouvir 2 entrevistas realizadas por mim, uma a Vasco Ferreira da Ambisig uma empresa de desenvolvimento de software sedeada em Óbidos e com uma grande aposta na internacionalização e outra Christian Busch da Sandbox Network um projecto que tem como objectivo ligar jovens com menos de 30 anos apaixonados pelo que fazem.
Também na área da tecnologia está disponivel também a apresentação do projecto unimos.net que tem como objectivo disponibilizar uma infraestrutura para criar e gerir redes de comunicação wi-fi com base rádio.
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Oaris

Oaris é o nome iconográfico da nova automotora apta a 350 km/h desenvolvida pela empresa espanhola CAF; o animal dispõe de bogies bi-bitola (para circular nas linhas de bitola ibérica e nas de bitola “europeia”) e capacidade para trabalhar sob duas voltagens de catenária (a de 3 kV “espanhola” e a 25 kV “portuguesa” e “europeia”). Este protótipo foi apresentado recentemente no Forum Ferroviário de Valência. Com as mesmas peculiares características não existe outro comboio igual no mundo.

Houve um tempo em que a tecnologia ferroviária mundial era guiada pelos ingleses, depois pelos franceses, pelos japoneses, pelos alemães…

Laboratório de Criação Digital

É inevitável, o rótulo de geeks dificilmente lhes vai sair…

No próximo sábado realiza-se mais uma mostra de projectos do LCD (Laboratório de Criação Digital).
Estes projectos têm como ideia comum o objectivo de explorar o conjunto de possibilidades criativas da tecnologia.

Não é muito fácil, pelo menos para mim, explicar de forma simples esses projectos por isso o melhor é passarem por lá neste sábado, 15 de maio, a partir das 21, de qualquer forma vejo-os como um mix de tecnologia e arte, espirito DIY e vontade de explorar ideias.

Olhando para o blog vemos experiências com impressoras 3d, sensores, muita eletrónica, alguns fios e reaproveitamentos de impressoras antigas… não perceberam nada do que disse? mais uma vez, o melhor é aparecer no lcd.

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As contrapartidas dos submarinos

Nós compramos dois submarinos e vocês compram-nos azeite, laranjas, sapatos. Constroiem cá uma fábrica de apoio à manutenção dos submarinos, ou juntam-se aos nossos estaleiros. Isto são hipóteses mensuráveis, há ou não fábrica? Há ou não exportações? Mas como a imaginação de quem compra e vende submarinos é prodigiosa, as contrapartidas passaram a ser coisas “leves como a espuma”. Transferência de tecnologia. O que é isso? Nos tempos em que os homens andavam em cima de dois pés, era trazer para cá uma fábrica e/ou produtos que exigiam uma tecnologia que não dominavamos. A fileira dos automóveis é um bom exemplo!

Agora a transferência de tecnologia é coisa nenhuma, se calhar uns livros teóricos, uns engenheiros que vão lá fora às fábricas e estão lá um mês em estágio. Chegados cá, fazem um relatório que ninguem lê e a transferência de tecnologia está cumprida. Nem fábrica, nem associação de empresas, nem novos produtos…

Ontem, em conversa com amigos disseram-me que há empresários que assinaram declarações a dizerem que fizeram muitas transferências de tecnologia, as contrapartidas vão de vento favorável, o Henrique Neto, que é empresário há 50 anos e exportou toda a vida, conhece os meandros, é que não está pelos ajustes e  diz que é tudo mentira, um escândalo! Não há contrapartidas nenhumas!

Do Porto para o Mundo

Porque razão há-de uma empresa portuguesa limitar-se às nossas fronteiras no momento da definição do seu público-alvo. Principalmente quando o seu produto é algo que pode estar à velocidade da luz no outro lado do mundo.

Foi isto que quis aprofundar depois de ouvir Fernando Martins na sua intervenção na sessão do Porto do Ignite Portugal a que chamou: Programar para o Mundo e não para Portugal.

Fernando Martins faz parte da muchBeta que é uma empresa de desenvolvimento de “aplicações web, empresariais, baratas, fáceis de utilizar”, e entre outras coisas, neste podcast falamos da importância de conseguir definir o que se quer atingir e quais os recursos necessários para isso.

É quase paradoxal que uma empresa de desenvolvimento web tenha optado por ter uma estrutura jurídica perfeitamente definida nestes tempos da informalidade mas Fernando Martins explica essa opção e detalha como decorreu o processo de criação do business plan da empresa e da pesquisa de financiadores.

Falamos ainda do mix diversificado de ideias que uma equipa com backgrounds diferentes pode desenvolver e a importância que todos esses contributos podem ter no desenvolvimento de um produto, que é mais do que linhas de código.

Para além desta primeira parte, na segunda parte deste podcast exploramos mais as questões tecnológicas e de desenvolvimento do produto… a ouvir, principalmente para os designers e programadores que nos seguem.

O Homem-robot

É uma operação cirúrgica já quase rotineira, esta de colocar uma bateria e um desfribilhador debaixo da pele de um de nós.

Quando o coração já não responde, começa a ficar grande e pouco flexível e precisa de ajuda para continuar a bater, o aparelhinho encarrega-se da tarefa.

Um amigo meu foi submetido a essa operação há dois dias e pediu-me para o ir buscar ao hospital. Estive com ele umas duas horas a assistir aos testes finais médicos e informáticos para ver se tudo estava bem e poder ter alta.

Dois jovens médicos apareceram com um PC portátil, ligaram-no ao braço do meu amigo e começaram com os testes, tudo a ser visionado num ecran igual a este em que escrevo. Não se assuste, sr. Guerra, que agora vamos acelerar, e o ritmo no visor acelerava mesmo…

Os testes continuaram e antes de terminarem passaram à fase das explicações, não faça isto, não faça aquilo, durante as próximas semanas assim, nada de esforços e, por último, os documentos da garantia. Como funciona, o que deve fazer nas mais diversas situações, número de telefones para pedir auxílio em caso de…

Durante a viagem até casa dele, em Santarém, fui sempre a pensar no amigo que levava ali ao lado, afinal o coração já se teria habituado a ter uns fios a mais dentro de si?

O coração do Zé já não acelera com a paixão, nem com as emoções do dia a dia, agora acelera com uma “pilha” que, tipo gerador, arranca quando a luz vai abaixo, pode durar até oito anos conforme o trabalho, se arrancar demasiadas vezes a pilha gasta-se.

Sem nos darmos conta, a tecnologia vai ,não só tomando conta da nossa vida, mas também da nossa saúde, com as pilhas, as cabeças do fémur de metal  que fazem barulho quando as suas proprietárias se mexem.

Dentes artificiais branquíssimos, cabelo para a vida toda, um pénis do tamanho que quisermos ( não garanto), umas mamas ao pescoço de tão firmes…

Ainda ouvi a Ana, a mulher do Zé, dizer-lhe: passas a dormir no outro lado da cama. Vá lá, receei que a pilha tivesse, logo na primeira noite, um enorme desgaste…

Macacos a escrever à máquina

As probabilidades dizem-nos que, dado tempo suficiente (leia-se quase infinito), um chimpanzé a digitar aleatoriamente, seria quase certamente capaz produzir todas as peças de Shakespeare.

Parece uma ideia descabida essa de escrever coisas aleatoriamente para tentar obter um qualquer resultado, mas a verdade é que é mais ou menos isso que muitos de nós (humanos) fazemos quando temos que escrever as letras, habitualmente deformadas, que alguns sites nos obrigam a escrever, para assim nos deixar aceder a algum conteúdo, ou simplesmente para deixar um comentário no blog.

E não é pouco o tempo que o mundo todo gasta nisto, os 200 milhões de CAPTCHAs preenchidos diariamente levam-nos 150 000 horas.
Luis von Ahn, o inventor dessa técnica chamada de CAPTCHA achou que estava a fazer perder demasiado tempo à humanidade e imaginou uma forma de conseguir transformar esse acto banal em algo mais produtivo.

O resultado foi o ReCAPTCHA, uma ideia simples e engenhosa, como costumam ser as boas ideias, que permite recuperar estes segundos que desperdiçamos em vão num contributo para algo mais interessante que é a digitalização de documentos.

Assim, em vez de escrevermos conjuntos de letras aleatórias, passamos a ter que escrever 2 palavras, uma aleatória e outra que é uma palavra real, de um livro real, que foi digitalizado, resolvendo assim os problemas que mesmo os melhores sistemas de reconhecimento de caracteres (OCR) ainda não conseguem ultrapassar.

O resultado concreto deste trabalho é que, entre outras coisas, até ao final de 2010 o arquivo do New York Times (mais ou menos desde 1850) ficará previsivelmente todo convertido em texto.
Mais informação na apresentação que Luis von Ahn deu na ultima sessão de PopTech 2009.

Vamos para uma sociedade mais justa e humana?

“ Sempre quando um acontecimento qualquer

precisa de um equivalente físico, faz efeito através

do corpo quanto-mecânico do homem. É aí onde se

encontra oculto o segredo como se juntam os dois

universos de espírito e matéria, sem cometerem

nenhum erro.” Deepak Chopra

Considero o texto abaixo reproduzido, que me foi enviado por um amigo brasileiro, um psiquiatra de Porto Alegre, o texto mais interessante e notável que li em 2009.

Ainda considero que o exposto – com excepção de algumas particularidades brasileiras – não diz apenas respeito ao Brasil mas a todo o mundo ocidental. E ainda tenho um reparo: quando o autor diz “…que estamos vivendo um momento histórico na sociedade brasileira, que vai gerar uma sociedade justa e humana…”, admito que isto pode ser subjectivamente ser sentido assim. Todavia, o Brasil, tal como todos nós, ainda não se encontra liberto dos efeitos da era cartesiana. Repito: a ascensão económica que o país actualmente está vivendo e que é subjectivamente sentida por muitos, ainda ocorre dentro do caduco paradigma cartesiano. Só quando este for superado, quando o novo paradigma se instalou de vez, então sim uma “sociedade mais justa e humana” vai ter lugar. Não deve faltar muito.

Rolf Dohmer

P.S. Como sempre ocorre com estes textos geniais, também aqui falta no fim a dica concreta como se pode promover e acelerar essa mudança de forma pacífica, convertindo as tensões potencialmente destruidoras em novo crescimento orgánico.

O equívoco da tecnocracia e o desperdício do Brasil.

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Os computadores Portáteis: de ontem e de hoje

O obvious é um dos grandes blogs publicados em Língua Portuguesa – consegue, quase sempre surpreender e se calhar por isso lidera com grande destaque o ranking dos blogs lusos.

Hoje surpreendeu-me com algumas imagens sobre os computadores portáteis – fica o desafio: parece que foi há tanto tempo. Sabe, por exemplo, de onde vem a expressão laptop? Na inveitável Wikipedia pode também saber um pouquinho mais.

Creio que às vezes nem conseguimos perceber como as coisas mudam – em temos sonharam com um computador abaixo dos 100 dólares para todas as crianças do mundo… Hoje temos o Magalhães.

 

Apalpado ou a raios x ?

A segurança está a cercar perigosamente a nossa liberdade. Há quem considere que não podemos perder nenhum dos nossos direitos democráticos em troca de mais segurança, o que sendo muito bonito, é tambem muito lírico. A aparelhagem de escuta e de visionamento já invadiu o espaço público, com o “Grande Irmão” em todas as esquinas a observar-nos, a escutar-nos, a tomar conta de nós.

Vendem-se, ali na Praça de Espanha, aparelhos que desde a rua podem interceptar as conversas que temos em casa ou os telefonemas que fazemos. Tudo para nosso sossego! Hoje, com o telemóvel, a via verde e a curto prazo, com a nova matrícula dos automóveis, podemos estar sempre no visor de um qualquer funcionário obediente e obrigado.

Agora em Manchester, no aeroporto, terminal 2, está a testar-se um scanner que despe o candidato a passageiro. Maminhas, contornos dos digitais e piercigns, a forma do corpo, aparece tudo como Deus ordenou. Tambem detecta armas, explosivos e outras coisas esquesitas, mas tudo a ser observado por um funcionário que não vê a pessoa, e com os registos imediatamente destruídos.

Se preferirem podem sempre ser apalpados, mas asseguram as autoridades aeroportuárias que as imagens não são eróticas nem pornográficas.

Valha-nos isso. Já me estava a ver em cuecas e meias. Prefiro ser apalpado.

Tem mais calor humano!

Apagão no Aventar – coincidências e bruxarias…

Em duas semanas o Aventar “apagou-se” ou foi “apagado” várias horas em dois dias diferentes.

Hoje, cá estivemos mais umas cinco horas sem aceder ao Aventar ! Por coincidência, é sempre dois dias depois de grandes audiências em que arrasamos a concorrência. Mas a única coisa que conseguem é que regressamos ainda com mais vontade de aventar, faz-nos falta ver os postes caírem disciplinados, hora a hora, sem direcção e sem orientação, sem avenças, sem refúgios.

Aqui cada um, é “o Aventar”, só cá estamos pelo gozo que isto nos dá. Em seis meses, desmontamos a importância de uns tantos.

Não conseguem viver com isso?

Manipulação, outra vez

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Fotografia retocada com o fim de modificar a aparência corporal de uma pessoa.” Se tudo correr como previsto, e se a lei proposta for aprovada, é esta a frase que vai aparecer junto das imagens retocadas digitalmente.

Provavelmente, alguém no estrangeiro andou a ler umas coisas aqui no Aventar sobre a manipulação de imagem. Vai daí, querem estabelecer regras sobre o uso de imagens manipuladas. Não me admira nada que sejam deputadas europeias que queiram regulamentar estas imagens! Fico satisfeito por alguém reconhecer que há um efeito pernicioso latente quando alguém pega numa imagem e a altera completamente, mostrando algo que não é real.

Ainda assim, nem todos precisam de recorrer à manipulação digital. Munidos apenas com um pouco de imaginação há quem chegue a resultados igualmente surpreendentes.

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Mais uma sugestão livre de manipulações digitais.

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Pensamento informático

Li na Wired Magazine que uma máquina chamada de Adão fez umas experiências e chegou a uma conclusão. Tudo sozinho. Como as máquinas pensam hoje em dia! Vendo bem, pensam muito melhor que eu, que faço montes de experiências e não chego a conclusão nenhuma. Um pouco à luz do “pensamento” das máquinas eu penso desta maneira:  abrir um documento do Word com um texto, por exemplo: “Este é o Aventar do Isaac a pensar sozinho.“, seleccionar este texto, fazer um cut, fechar o documento sem o gravar e apagar o ficheiro. Depois criar e abrir uma folha de Excel, fazer o paste do documento, gravar e fechar. Eu penso exactamente assim. O meu pensamento é precisamente “aquele bocado de nada” que fica na “memória”, mesmo já não havendo ficheiro nenhum, logo depois do copy e antes do paste. E aqui reside o problema principal. É que tenho um problema grave que acho que partilho com o resto das pessoas : às vezes esqueço-me de fazer paste. Às vezes, esqueço-me até de fazer copy. Às vezes, esqueço-me da célula de Excel onde fiz o paste. Muitas vezes, depois de fazer paste no documento Excel, esqueço-me de o consultar. Uma multiplicidade de falhas que se transformam em singularidade e que me tornam muito provavelmente único. Se a singularidade humana já é grave o suficiente, então a “tal” singularidade tecnológica é que me parece muito, muito preocupante. A máquina pensa sem falhas e é perfeita neste aspecto. É-lhe ordenado que pense perfeitamente e ela cumpre. Os cientistas querem ir mais longe e introduzir uma espécie de inteligência humana no pensamento das máquinas para elas serem mais como nós… e cometerem erros. Isto não me parece nada lógico. Se calhar o futuro não precisa mesmo de nós.