Perpetuum Jazzile – ABBA Greatest Hits

Na linha do tema que os tornou conhecidos, “Africa” (original do grupo Toto; vídeo oficial)

As linhas aéreas supremas

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Helena Ferro de Gouveia

Estava a pensar no Sudão do Sul, país incontrolável a vistas nuas, chão traiçoeiro, onde a comida, quando existe, é temperada de lágrimas.
Em Juba estive três dias detida, em recolher obrigatório no hotel. A prisão não era má comparada com o mundo que cabia fora dos muros e do arame farpado.
Nesse lugar desmapeado do mundo, com o tempo em pausa, rodeada de diplomatas, jornalistas, espiões, militares e aventureiros tive várias conversas lentas, memoráveis. Aguçadas pelo gume da curiosidade.
Lembro com todo detalhe de uma com um chá sobre a mesa, já nem distinguia as pernas do assento do sofá, tão longa ia a conversa. À minha frente um piloto da South Supreme Airlines. Poucas linhas aéreas estão dispostas a correr o risco de fazer voos domésticos no Sudão do Sul. A lista de perigos sacode mesmo os mais intrépidos.
Um deles é o estado dos aviões, velhos e sem manutenção, outro o bafo gélido da guerra.
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O tabu do tabu

Fazer uma reportagem com um ângulo definido e não procurar o outro lado é mau jornalismo. O Público este domingo, com o apoio da Fundação Francisco Manuel dos Santos, estreia a “Série Especial: Racismo em português” com a reportagem “Ser em africano em Cabo Verde é um tabu”. Não porque seja mentira que Cabo Verde, na generalidade, não quer ser África. É verdade. Mas a identidade cabo-verdiana existe e está bem vincada, nas nove ilhas habitadas. A generalização de África, enquanto continente, a uma única cultura (a dita “africanidade”) é a típica visão ocidental. Mas agora os ocidentais querem quebrar o tabu. E caíram no perigo da história única, que Chimamanda Ngozi Adchie explica tão bem. Entramos, portanto, na era do tabu do tabu. [Read more…]

Europa, querida Europa

Quando julgamos ver-te um sinal de compaixão e humanidade, tiras-nos em seguida o tapete de debaixo dos pés.

 (…) a Bélgica revelou ter interrompido, desde meados de Agosto, todas as expulsões forçadas de imigrantes para os países africanos onde a epidemia de ébola alastra. Cada expulsão por via aérea exige que pelo menos dois polícias acompanhem a pessoa expulsa – tendo por vezes de levar as pessoas até aos serviços de imigração do país. “Não podemos pôr em perigo a saúde do nosso pessoal”, explicou Agnès Reis, porta-voz da polícia federal belga. (daqui)

 

Morreu Nelson Mandela

Descansa em PAZ, Homem BOM!

E Porque Hoje Chove “Bué”

Uma questão de perspectiva

A minha tia – Portugal parece um país africano de democracia novinha, onde as instituições não funcionam, e os políticos cometem crimes mas não são presos. Até esse senhor chamado Franquelim faz lembrar África.
Uma amiga dela – Portugal *é* esse país africano!
A minha tia – Nem parece um país europeu, que tristeza…
A amiga – Não parece porque não é!
A minha tia – Podemos ser o último país da Europa, mas sempre somos europeus… apesar de tudo…
A amiga – Somos mas é o primeiro país de África. Nisso somos mesmo os primeiros…!
A minha tia – Ao menos nalguma coisa.

Curiosidades silenciadas

Portugueses, espanhóis, franceses, holandeses, nórdicos, americanos  e  ingleses, eis os habituais maléficos personagens em filmes dignos de Óscares, lágrimas e obras literárias que nos obrigam a um questionar da natureza humana. Este video mostra outra vertente universalmente conhecida, mas normalmente silenciada nesta época de todos os medos e comprometedor silêncio.

Porque será então importante uma reflexão? Porque a escravatura é uma realidade em alguns países, curiosamente podendo-se contar uns tantos prevaricadores entre as embaixadas em serviço na capital portuguesa.

Futebol em Moçambique II

Futebol em Moçambique

O saber das crianças. Ensaio de antropologia da educação.

Crianças

.Crianças estudam baixo as árvores de Kongolote.

Kongolothe é um bairro da cidade e município moçambicano de Matola

Fonte: Monitoria e Avaliação da Estratégia de Redução da Pobreza (PARPA) de Moçambique 2006-2008, fotografado em 26 de Agosto de 2009

 O SABER DAS CRIANÇAS. ENSAIO DE ANTROPOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Texto baseado na minha investigação, na obra de Boris Cyrulnik [1]e outros atores. Dados retirados de trabalho de campo ou etnografia, do convívio com as pessoas, para os subsumir depois a teoria dos antropólogos ou etnologia, comparando factos com hipóteses a teoria Etologia Humana, como a entende Cyrulnik

Sobre o Dakar:

Os Gloriosos Malucos das Máquinas do Deserto e os equívocos de que fala o Sol, AQUI

O que o PM diz faz sempre todo o sentido

O mais africanista dos então candidatos, em pleno dias das mentiras – diga-se em abono da verdade – garantia que não mexeria em subsídios nem se atacaria o rendmento das pessoas. Aquele autoritário “está bem?” dirigido a uma aluna negra, materializa toda a africanidade do agora PM.

Depois, como PM indigitado, afirmou que não usaria a desculpa da situação herdada para justificar as medidas a tomar. E no entanto veio depois justificar o não cumprir as promessas com o défice herdado.

Foi então a vez do PM ficar em compremetedor silêncio quando o seu Secretário de Estado da Juventude, que catalogou o desemprego como “zona de conforto”, e pontou à juventude a emigração como rumo a seguir. O próprio PM veio até, recentemente, apontar o caminho da emigração aos professores no desemprego.

Seguiu-se a mensagem e Natal, onde o PM muito falou da reforma das estruturas que irá possibilitar os portugueses serem felizes de novo. Até lá, será de presumir que para as estruturas serem reformadas, o melhor será, tanto quando possível, evitar que haja portugueses a transitar pelo país. Até para diminuir o risco de acidentes. Mas curiosamente não falou nem de emigração nem de emigrantes.

Sim, o que o PM diz faz sempre todo o sentido.

Ele diz que casou com África…

…mas parece que foi contra a vontade da “esposa“. Divórcio à vista

E África sabe disso?

Pedro Passos Coelho diz que casou com África.

Pergunto: e África sabe que está casada?

Moçambique: contestação vence e governo recua

A África subsariana – ocupemo-nos desta agora – é região marcada por confrontos étnicos, miséria absoluta e altas taxas de mortalidade. Regimes políticos, tão autoritários quanto corruptos, sob interesseira indiferença do Ocidente e do Oriente, fabricam as causas de holocaustos de diferentes géneros. Milhões de seres humanos são vítimas de fenómenos endémicos graves, como a SIDA e a FOME, por exemplo.

O governo de Moçambique decidiu há dias um aumento de preços generalizado, aplicado a combustíveis, energia eléctrica, água e bens essenciais, como o pão e o arroz. A contestação popular eclodiu de súbito, em especial em Maputo e na Matola. No final dos tumultos, segundo a imprensa, registaram-se 13 mortos e mais de 90 feridos.

Hoje, segundo é anunciado pela comunicação social, televisiva e impressa, o governo moçambicano deliberou recuar na política dos aumentos de preços. No que se refere ao pão, a nova decisão governativa anulou mesmo o aumento antes decretado, 13%, passando a suportar uma subvenção para manter o preço anterior. Noutros bens e serviços, as taxas de aumento foram reduzidas.

Uma ilação pode ser extraída da capitulação governativa: o estado de miséria de vastos extractos da população é de tal forma intenso e aterrador que as autoridades temeram que, mais dia, menos dia, novos e mais pesados episódios de luta poderiam surgir e criar um cenário gerador de avultadas perturbações para a própria sociedade, a debilitadíssima economia, e ainda a imagem internacional do país.

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Alastramento oceânico

alastramento oceânico

(Tentativa de resposta a uma questão do Luís, não por um especialista, como já disse, mas por um curioso como eu)

A costa oriental do continente sul-americano e a costa ocidental do continente africano, encaixam-se perfeitamente como se de duas peças de um puzzle se tratasse. Um facto que toda a gente observa. Diz o Luís que dá que pensar, e dá. Todavia, a explicação, do ponto de vista teórico, parece óbvia e interessante, e denomina-se “alastramento oceânico”. Um ovo de Colombo, que, como todos os ovos de Colombo, só se abrem na cabeça dos génios. [Read more…]

A quem serve a RTP pública?

Um estado em falência, cada vez mais endividado, com uma economia exígua e a decair, a primeira lição a tirar é que um Estado assim não é sustentável. Ouve-se que é preciso fechar Centros de Saúde e Escolas, despedir funcionários públicos, congelar concursos e progressões, mas ninguem ouve falar na RTP pública.

Ninguem ouve falar das centenas de milhões que o Orçamento Nacional todos os anos transfere para a RTP para que faça um serviço que pode ser feito por outros, imensamente mais barato. Há serviços públicos importantes que devem ser mantidos (RTP África, RTP internacional…) sem dúvida, mas esse tempo de antena pode ser comprado às televisões privadas. Sem custos fixos, sem megalomanias, sem pessoal a ser pago de forma milionária, sem estruturas caríssimas que custam milhões ao contribuinte.

Aumentam-se os impostos, acabam-se as SCUTS, diminuem-se as pensões, reduzem-se os subsídios, fecham-se escolas e Centros de Saúde desertificando o interior do país, tudo se lança mão para alimentar o monstro insaciável, mas cortá-lo no que não faz diferença nenhuma em termos de serviço, mas muito em termos de poupança, aí o governo e os políticos não mexem.

Será por causa dos telefonemas do gabinete do primeiro ministro a alinhar os telejornais? E será por isso que se pagam estes vencimentos?

– A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 euros.

– José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês.

– O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos,
remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.

De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
salário ilíquido de 10.381 euros e o primeiro-ministro José Sócrates
recebe 7.786 euros

Outros escândalos:
– Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros
– Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594
– Pivôt João Adelino Faria: 9.736
– Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500
– Director de Compras, Pedro Reis: 5.200
– Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000
– Paulo Dentinho, jornalista: 5.330
– Rosa Veloso, jornalista: 3.984
– Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984
– Rui Lagartinho, repórter: 2.530
– Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900
– Isabel Damásio, jornalista: 2.450
– Patrícia Galo, jornalista: 2.846
– Maria João Gama, RTP Memória: 2.350
– Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800
– Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393
– Helder Conduto, jornalista: 4.000
– Ana Ribeiro, jornalista: 2.950
– Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300
– Jacinto Godinho, jornalista: 4.100
– Patrícia Lucas, jornalista: 2.100
– Anabela Saint-Maurice: 2.800
– Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162
– João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550
– António Simas, director de meios: 6.200
– Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800
– António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 (sem ajudas)
– Margarida Metelo, jornalista: 3.200



Retornar

O Nuno contou aqui a sua África. Permitam-me que lhes conte a minha.

Sem o ser, porque nasci em Angola e para cá vim anos antes do 25 de Abril- também eu sou um retornado,  sociologicamente falando.  Mas a minha África é uma África contada. À excepção de uma esporádica temporada já depois do 25 vivida na Guiné-Bissau, o meu passado  africano foi vivido em Lisboa.  Na calçada dos Poços dos Negros seguimento da Calçada do Combro,  ou na Buraca, Miratejo, Barreiro, Amadora ou Queluz. Bairros de lata, sociais ou simplesmente prédios de gente humilde, onde viviam familiares e amigos. No Rossio onde se juntavam aos magotes. A África dos sábados ou domingos em que se almoçava pela tarde fora cachupa ou funge e se ouvia as histórias dos mais velhos .  M;ussulo,  Maianga,  Rangel, Huíge, Benguela, Lobito,Quitexe, Malange, são lugares que conheço de ouvido como a palma da mão. Tudo sítios que visitei em Lisboa.

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Compramos o "POLVO" e lemos o "SOL"

Uma das estratégias para evitar as acções cautelares é mudar o nome do objecto “acautelado”!

Por exemplo, o tribunal determina uma “accção cautelar” sobre um restaurante, e quando a polícia lá chega o restaurante que se chamava “Rui Pedro” passou a chamar-se “Soares”. Tudo volta ao princípio.

O “SOL”, que naturalmente sabia que seria objecto de uma acção destas, acautelou o assunto e vai usar um dos títulos de que é proprietário. O mais apropriado é o “POLVO”!

E não se esqueçam que o AVENTAR tem um homem em África num dos territórios onde o SOL se publica e onde os tribunais portugueses não têm qualquer poder!

Dambisa Moyo, a voz que enfrenta Bob Geldof

A “indústria” dos benfeitores crónicos da África lutará com furor para defender os seus interesses criados em muitas décadas. Até se lhe acabar o dinheiro. E depois haverá nova esperança para este continente, com microcréditos e no sentido do meu esboço estratégico New Deal.

Rolf Dohmerer


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O seu nome é Dambisa Moyo, uma jovem economista zambiana que estudou nas Universidades de Harvard e Oxford estando actualmente a trabalhar na Goldman Sachs, um dos maiores Bancos de Investimento do mundo. Ela acaba de publicar um livro intitulado Dead Aid, em contraposição ao Live Aid liderado por Bob Geldof.

Dambisa Moyo defende no seu livro o fim das ajudas financeiras dos países ricos para o continente africano. Esta posição defendida por Dambisa Moyo não é nova pois já foi defendida por outros economistas africanos porém nunca ganhou a notoriedade e o protagonismo mediático, como agora, com esta jovem economista zambiana, considerada recentemente pela “Time Magazine” como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo.

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A tal história

A tal história

 A tal história é muito simples, Carlos. Verdadeira em tudo até nos nomes. É tão real e conhecida na aldeia que não afecta ninguém, se a contar. E conta-se em duas palitadas. Trata-se de um sujeito da minha terra que foi meu doente durante anos e cuja vida conheci, quase do princípio ao fim.

Tinha como alcunha o “palheira”. Era porqueiro, andava com uma carroça a vender e a comprar porcos. Um dia resolveu ir até África, de onde regressou anos depois com uma pequena fortuna, muito grande se comparada com os parcos haveres da nossa aldeia. Vestia bem e comprou um volvo, vermelho e branco, estou mesmo a vê-lo, coisa rara pelas redondezas, e passou a ser o Sr. Tavares, criando em seu redor imensos amigos que o bajulavam e o acompanhavam para onde quer que fosse.

Alguns anos passaram e entre o não fazer nada e o jogo, a fortuna foi-se esvaindo até dar o último suspiro. O Sr. Tavares voltou lenta e insidiosamente a ser “o palheira”, e os amigos sorrateiramente foram debandando, até não restar um único. Só não voltou a carregar porcos na carroça porque, entretanto, a morte, bondosa como é, para não o humilhar com a miséria, se encarregou de o levar para a vida eterna, como “palheira” e não como Sr. Tavares.

O fascismo era isto

Tenho um amigo, oficial reformado do exército, que tem passado os últimos tempos a procurar e a trazer para casa os restos mortais dos militares que morreram em África.

 

Ainda se lembra dos sítios onde estão enterrados, e aí vai ele com outros camaradas militares e cientistas e com o apoio da Liga dos Combatentes, para a Guiné, que no caso dele, é o país que conhece melhor e onde combateu.

 

Já voltaram perto de uma dezena e há uma equipa neste momento no terreno, com sepulturas identificadas. Mais de 5700 militares estão ainda sepultados em vários países da Europa e África.

 

Hoje, no Público, vem o testemunho emocionado de um filho que não conheceu  o pai por este ter morrido  em Angola. Durante uma grande parte da sua vida lutou para trazer o corpo do pai para a terra natal, o que conseguiu porque conheceu camaradas do seu pai, da mesma companhia, e que lhe deram indicações precisas do local da sepultura.

 

Tem condições monetárias para dar paz à memória do seu pai e a si mesmo, mas a maioria das famílias não têm condições para fazer o mesmo. A besta fascista que enviava os jovens de vinte anos para a guerra, roubando-os às mães, muitas vezes sem sequer lhes ter proporcionado uma vida digna, enviá-los à escola, deixava-os aprodecer quando morriam a defender uma Pátria que não os merecia.

 

O Estado fascista, não pagava a trasladação dos corpos dos jovens militares mortos. O Estado democrático, 34 anos depois, serve-se da boa vontade dos familiares e amigos para os sepultar em paz!

 

Coitado de quem é pobre!

 

 

 

 

Será desta?

 Foi hoje anunciado que em 2011 estará finalmente disponível uma vacina contra a malária, resultado dos esforços de uma equipa que reúne especialistas espanhóis e moçambicanos.

Não se sabe ao certo quantas pessoas morrem com malária todos os anos, mas o número não é inferior a 3 milhões, sendo certo que muitos casos não chegam ao conhecimento das autoridades de saúde.

Em muitos casos, os afectados são crianças com menos de 5 anos. Aliás, a OMS estima que em África morre uma criança a cada 30 segundos vítima de malária.

Pode ser difícil criar uma vacina contra a malária mas reduzir ou eliminar o número de casos necessitaria apenas de uma melhoria das condições sanitárias em que vive a população e da introdução de redes mosquiteiras. Uma rede mosquiteira custa menos de um euro mas não parece ser uma prioridade para muitos governos africanos. 

É certo que, em muitos casos, são os cidadãos que resistem ao uso da rede. Porque faz calor, porque lembra uma mortalha, porque não crêem que seja prioritário. Mas também isso poderia transformar-se se houvesse um investimento na informação. Isso significaria, por parte desses governos, um genuíno interesse na vida e na saúde do seu povo. Não porque haja perspectivas de lucro nos bastidores mas porque essa vida é o mais precioso bem de um país.

Enquanto houver uma minoria que se serve do poder para promover os seus interesses, continuaremos a ver África condenada ao sacrifício dos seus filhos. Continuaremos a ver gerações a quem, numa fuga desesperada da fome, da malária, da sida, da guerra, nada mais arresta do que dar à costa da Europa e mendigar a vida digna a que tinham direito por nascença.