Natal não é para todos

É chocante.

Li no DN que um bebé (outro) do sexo feminino, presumivelmente recém-nascido, foi encontrado por um funcionário do polo do Ave da Resinorte, Centro de Tratamento e Valorização de Resíduos Sólidos, em Guimarães.

O bebé terá sido metido num saco de plástico e atirado ao lixo.

E este caso é tornado público a poucos dias da época natalícia…

Natal não é para todos. Nascer e viver não é para todos.

Lembrei-me dum vídeo que corre na net e que diz o seguinte: “Um dia o Homem será o melhor amigo do cão. Este Natal faça a diferença: adopte um cão.”

Um dia, eu espero, o Homem será o melhor amigo do homem.

O fim de um ciclo

Sempre achei que devíamos morrer no mesmo dia em que nascemos. Seria uma espécie de fim de ciclo. Estaria concretizada plenamente a ligação entre o Homem e o Deus (ou lá quem foi) que nos criou e nos governa. No final de vários ciclos de 365 dias, finalmente o retorno. Assim, a nossa morte teria dia marcado, só não se sabendo de que ano.
No meu caso, isso explicaria muita coisa.

a criança velha.Para um estatuto da regressão da vida

nascemos, crescemos,criamos,esquecemos e,finalmente, falecemos

Ensaio de Etnopsicologia da Infância

1 A criança em contexto.

O nosso hábito é falar de criança. É pensar que falamos duma infância que se espalha entre o nascimento e a puberdade. No melhor dos casos. Na forma modelar dos casos baseada nos Códigos Canónico e Civil. Criança, esse ser inocente e exemplo de responsabilidade penal ou civil até aos sete anos ou até aos catorze anos. Conforme a matéria de que trate o seu afazer. Criança inocente por não entender o mundo enquanto forma a sua epistemologia. Criança que não tem memória social,  não conhece o mundo, não tem contacto com a interacção social, nem conhece as hierarquias nem percebe a responsabilidade. Excepto, a sua própria que lhe é incutida pelos adultos, esses que [Read more…]