Afinal de contas, só governou 95% do ano

Maria Luís Albuquerque de Pilatos e Arrow

Maria Luís Albuquerque de Pilatos e Arrow


 
Mesmo sem o Banif, que ela meteu debaixo do tapete, o défice teria ficado em 3% do PIB. Um bocadito acima dos 2.7 previstos no OE2015, sendo que em Setembro de 2015 o défice estava nos 3.7. Detalhes. Vamos falar de metas falhadas, deputado Passos Coelho?

Já agora, lembram-se dos famosos cofres cheios da Maria Luís? A senhora Arrow gastou dois terços dessa almofada em 2015. Coisas normais quando tudo corria como previsto, claro.

Estado *sem* Direito

OE2015_JUSTIÇA_Diario_Economico_
Fonte: Diário Económico

OE 2015: desinvestimento

de mais 700 milhões de euros na Educação. Isto já não é avariar o Estado: é negar o próprio desenvolvimento.

Contra o Orçamento do Estado para 2015

OE2015

© Lusa (http://bit.ly/1wIlDDn)

É um orçamento evidentemente de rigor
— Miguel Macedo

 

Evidentemente.

Acerca do Orçamento apresentado às Cortes, em 1836, Francisco António de Campos, ministro da Fazenda no Governo de José Jorge Loureiro, de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836 – além de autor quer de A lingua portugueza é filha da latina, quer da primeira tradução portuguesa das Metamorfoses ou O Burro de Ouro de Apuleio (nas palavras de Costa Ramalho, “uma tradução digna, ainda hoje, de ser lida”)–, escrevia o seguinte:

fac

Hoje, como acabámos de saber, foi dado mais um passo acelerado para a nossa ruína e verifica-se que, desde a proposta de 2012 (“em Outubro de 2011, Passos Coelho apresentou o seu primeiro Orçamento anual, o que passaria a vigorar em 2012“), a acção do tempo não foi reparadora.

Espero que António Costa mantenha a sensata decisão de votar contra a proposta que o Governo entregou há pouco na Assembleia da República. Efectivamente, como previsto ontem por Heloísa Apolónia, o Orçamento do Estado para 2015 é um “Orçamento do Estado da continuidade”. É verdade que Apolónia termina a frase com “da austeridade”, mas [Read more…]