Duvidas

Há quem duvide que Sophia de Mello Breyner mereça o Panteão. Eu duvido que o Panteão mereça Sophia.

Olimpo simples

vaso grego
“Está bem, eu vou. Mas não te ponhas a armar em Fangio” – respondia, há anos, um aluno meu a um colega que lhe oferecia boleia.

Fiquei surpreendido com a referência. Mais tarde, manifestei ao jovem essa surpresa, perguntando-lhe o que sabia de Juan Manuel Fangio. Que não, que não era nada disso – garantiu-me – é daquelas coisas que se dizem. Na verdade, confessou que nem sabia ao certo se Fangio era uma pessoa. Claro que Fangio não era do seu tempo; a bem dizer, nem era do meu. É, simplesmente, sinónimo universal de rapidez, de boa condução. Quando se diz de alguém que se “arma em Fangio”, está-se simplesmente a enunciar a improbabilidade de o imitador atingir o modelo ideal. No domínio do desporto, isto acontece com alguma frequência. [Read more…]

Ainda Eusébio e o Panteão

Como se calculará, esta conversa vem a propósito do voto da Assembleia da República, que determina o depósito de Eusébio no Panteão. Contra a qual tenho quatro ou cinco objecções. Por um lado, não me cheira que Eusébio gostasse de se ver naquela companhia. Por outro, ninguém lhe pediu autorização para esse exercício de propaganda dos políticos, que ele talvez não apreciasse. E há mais. Há que Eusébio era um génio da sua profissão e de repente (tirando Garrett e Amália) o rodeiam de uma série de mediocridades, que nunca se distinguiram por terem ajudado a humanidade ou os portugueses. Sim, senhor, Eusébio merece um Panteão. Mas não aquele. Um Panteão no estádio do Benfica, ou perto dali, que as pessoas pudessem visitar sem medo de se irritar ou contaminar. Quanto ao Panteão Nacional, do que ele precisa com urgência é de um “saneamento” sucessivo, que o aproxime um pouco da realidade.

Texto parcial do  artigo de hoje de Vasco Pulido Valente (actual cronista no Público e um dos melhores Secretários de Estado da Cultura do pós 25 de Abril).

Pinto da Costa morreu

Calma. Este não é um post sobre nenhum habitante do Oceanário.

Não é também a expressão de um desejo benfiquista – sou sócio do Sport Lisboa e Benfica mas a mensagem de Eusébio é para mim algo com significado muito real. Corro riscos com este título, até porque os meus amigos azuis do Aventar lidam menos bem com a divergência clubística, o que me surpreende sempre muito. Nem que fosse por compaixão pelas minhas derrotas (ao minuto 92) bem mais frequentes que as deles, poderiam tolerar melhor as minhas bocas, mas voltemos ao rumo da escrita.

Orgulho-me do património Luso que retirou das práticas políticas e judiciais a pena de morte e, até como católico, jamais poderia desejar a morte de alguém.

O título do post é apenas um instrumento de provocação.

A pergunta ” E quando o Pinto da Costa morrer?” esteve presente nas conversas a propósito da morte do Eusébio. E, do que me apercebi, a referência era feita em torno de duas ideias: a cobertura mediática e o Panteão. [Read more…]

Cavaco no Panteão, já? (II)

Sim sim. Podem enterrá-lo já. Vivo de preferência, para não termos de levar com elogios fúnebres.

Saramago devia ir para o Panteão

Mas não vai.
É bem feito. Quem é que o mandou ser comunista?