Pinto da Costa morreu

Calma. Este não é um post sobre nenhum habitante do Oceanário.

Não é também a expressão de um desejo benfiquista – sou sócio do Sport Lisboa e Benfica mas a mensagem de Eusébio é para mim algo com significado muito real. Corro riscos com este título, até porque os meus amigos azuis do Aventar lidam menos bem com a divergência clubística, o que me surpreende sempre muito. Nem que fosse por compaixão pelas minhas derrotas (ao minuto 92) bem mais frequentes que as deles, poderiam tolerar melhor as minhas bocas, mas voltemos ao rumo da escrita.

Orgulho-me do património Luso que retirou das práticas políticas e judiciais a pena de morte e, até como católico, jamais poderia desejar a morte de alguém.

O título do post é apenas um instrumento de provocação.

A pergunta ” E quando o Pinto da Costa morrer?” esteve presente nas conversas a propósito da morte do Eusébio. E, do que me apercebi, a referência era feita em torno de duas ideias: a cobertura mediática e o Panteão.

Tenho dito e escrito repetidas vezes que a comunicação social é parte da sociedade de consumo, onde eu, como consumidor, escolho o que compro e o que não compro.

Veja-se o caso das memórias escolares de Sócrates – tudo o que for bater em Sócrates vende e por isso, mesmo com ou sem razão, o tipo leva pancada todos os dias. Enquanto consumidor, por exemplo, decidi há muitos anos não seguir a TVI e os seus produtos imbecis e, pelo contrário, há anos que sigo a SIC Notícias. Foi, aliás, numa lógica de cliente / produto que optei por subscrever a BENFICA TV, na medida em que me pareceu ser um Excelente produto que o BENFICA me disponibilizava para combater o sistema instituído. Não pensei um minuto sequer na qualidade da programação – para isso, os amigos azuis podem continuar com a tv dos oliveirinhas.

Isto para dizer que o cliente (espectador) pode decidir seguir o espectáculo mediático à volta do Eusébio ou ver o porto canal ou o AXN. Tem o poder de optar.

Dito isto, parece-me que a morte do Pinto da Costa não terá igual cobertura mediática porque não será um produto televisivo tão apetecível. Não questiono se o PC foi ou não um ENORME Dirigente e o que isso significou para o clube de bairro, para a cidade e até para a região ou o país. Não faz também muito sentido comparar o que ele fez com o que Eusébio fez porque são dimensões completamente diferentes. Não é esse o meu ponto. Eu coloco as coisas no mercado e aí estamos a falar de critérios que em nada se enquadram no jornalismo. Se vende é para mostrar, se não vende…

Ora,  no que diz respeito ao Panteão, gostaria de coloca a situação a um outro nível, tendo no entanto presente que os partidos tomam decisões com base no votos e isso…

Mas, ir para o Panteão é algo que deve ser reservado a portugueses excepcionais que sejam catalisadores de consensos e não um local para os promotores de divergências. E para aferir esta condição é necessário TEMPO. Não dou, por isso, como adquirido a entrada do Eusébio lá. Gostaria MUITO mais de o ter na Catedral, por exemplo, junto à Estátua dele. Tenho dúvidas no Panteão, como tive com a Amália e por isso ainda aceito menos a ideia de que o PC poderia figurar algum dia naquele espaço.

E, agora, siga a pancada…

Comments

  1. João Coruche says:

    Gostei de algumas ideias expostas neste texto: quem não quer saber da cobertura mediática desliga a TV ou muda de canal. Mas fica-lhe mal escrever insultos gratuitos ao Futebol Clube do Porto. Assim ninguém o leva a sério.


    • João, mas se não for assim ninguém me leva a sério cá dentro. E tenho que aproveitar estes momentos porque quando o GLORIOSO começar a ganhar eles vão boicotar a minha escrita, como aliás, aconteceu sempre que o SLB foi campeão nos últimos 3 anos.


  2. Tema parvo e conversa de mau gosto.

  3. Lurdes says:

    Quando não se tem que fazer dizem-se coisas sem sentido.
    É de lamentar que não aproveitem o tempo ,enfim ajudando a contribuir para uma sociedade melhor.

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